segunda-feira, 27 de março de 2017

TRatado da Mão - A. Silva Carvalho

[livro de 2015, atentamente lido (e registado) no Rugido; (re) localizado... com 9 «marcas» (o da Ímpar ou o da Par? Impossível, o «porquê»...; Marcas «percorridas» pela Menina P. - do 2.º Bloco -, num destes dias...]

Múltiplas Mãos

As mãos amadurecem, sorvem todo o sol
a que cada corpo tem direito
apenas porque nasce.

Mas há mãos excessivas e maduras de sonhos,

Armando Silva Carvalho, A sombra do mar, 2015 (Julho) Assírio & Alvim, p. 90


sexta-feira, 17 de março de 2017

Tolentino, por Cargaleiro


Poema de José Tolentino de Mendonça, «autopsicografado» por Cargaleiro
(pintura a óleo de 2014 - Colecção da Fundação Manuel Cargaleiro)

Reproduzido de artigo do «Ipsilon»

DAQUI

quarta-feira, 15 de março de 2017

MAPA DO DIA

- Difícil Dia, o da «Dona Prost.» - parece «não haver azar». Por ora, espera-se que para Sempre...

- pelas 17 e 30, pela G. R., para ir buscar o «RR» (segunda «repint.» da mesma porta, ó aselha, com «s»...); à frente, dois vend. de Operadora - identificados, um com a marca na TS preta, outro, no  blusão vermelho... - Idades? Por volta dos 60...
Ah, pois

terça-feira, 14 de março de 2017

«M., a última palavra», .Manuel António Pina

M., a última palavra

Entre restos de vida passada
refugiava-se o coração de cada um de nós no seu covil,
uma gota de sangue, pequeno vitral de reflexos coloridos,
na orelha de M., a pistola no chão perto da mão, ainda quente a pistola.

O que quer que tivesse acontecido
fora em sítios inacessíveis às notícias dos jornais
e aos flashes das máquinas fotográficas
voando agora como aves cegas à sua volta.

Um grande mutismo cobrira tudo
gelando os nossos passos e o que disséssemos
ainda antes de pronunciado;
percebia-se, de quem sempre quis ter a última palavra.

Não se percebia era a falta de uma explicação ou de um sinal
(ao menos um sinal justificar-se-ia dadas as circunstâncias),
apenas um botão do casaco mal abotoado,
provavelmente sugerindo alguma impaciência.



Manuel António Pina, in Público, «P2», 09-04-2011, p. 7

sexta-feira, 3 de março de 2017

Margarida Gordon - «O exercício de ouvir»

- é um dos 12 Nomes de «novos (ou «novíssimos») poetas lusófonos, representados na antologia «Emergente» (de Março de 16)
 - [para J., M. é mais «A. P.» do que «B. G.» (tendo todos esses Nomes..., mas isso são «outras histórias»...)]

- transcreve-se o XVI  poema (de XVIII), com o comum título acima indicado

XVI

na rua 1.º de maio
os enfeites de natal 
parecem abandonados

na rádio
ouço um lamento
em português do Brasil.
um homem tem as pupilas dilatadas.

ontem à noite:
uma bonita mulher
deixou-me lisa.

quem dá é dador
e a quem dói é do amor.

Margarida Gordon, Emergente - Antologia, Livros Ontem, 2016, p. 112

quarta-feira, 1 de março de 2017

MAPA DO DIA

- cerca das 14 horas; G. R.; 
 - sem o que ler, antes das FIN.,  J. passou pelos Correios; não a reconheceu, quando se lhe dirigiu, com a frase habitual: «acho que fui sua...»

- com 35, muitíssimo magra e com «Brancos», de 9900 («irreconhecível», ao Espelho do RET. de então...) - disse que: «faz OURIV. e CULIN...» (!!!); que «não gostava de LIT., mas que D. a MARCOU» (aleluia) e «que agora lê todos os dias...»
- disse também que «era Prima de C., que fora para Óbidos»; J. «não relacionou», mas será N., que foi para Caldas da Rainha?
[pelas 16 e 30, «Emel» de N. confirma a «dedução» anterior...: «estás Velho, D.»]

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

F. A. P. + M. A. P + MAPA DO DIA

- há muito que J. tem resposta «em atraso» a esta «Ex-AA» («derivada» para a POL e a FILO...)...
- será o último ano para «F. H. L.», pretexto para a «P. de INT»; no primeiro Qd.o, em vez de «As balas», foi oferecido «M. do Aragão»... - F. A. P., Sempre...

- pelas 8 e 20..., junto à Máq. do Café, P. M-H apresentou C., que vai «combater» pela GD; virá diariamente... de Leiria! 
[J.: «eh, pá, vais ter umas ajudas de custo do caraças!»...]
- pelas 12:00, vinda de se inscrever em EX., [para tentar voltar a estudar...], I. F., 23 anos, [1.º Bloco D] de 1011, a quem J. se lembra de ter oferecido «sobras» e que disse «estar no DESEMP., após ter sido Segurança na RTP»
POIS



domingo, 19 de fevereiro de 2017

A. A. B., como «Marta», em «Colo»

- ex-Qd.a FIN., de 1415, trazia N. Máx....
- tricotava (literal.) enquanto o Qd.o decorria, à Mesa da ESQ., [...] «longínqua» da restante MAR... - 
- tranquila, de elevado nível INT. (salvo a HORR. CAL., «não há Bela sem senão...», já decidida ao Exílio dos Tempos de Hoje (Londres, Londres...)
- «reapareceu», quando J. folheava o Público de quinta, antes de ir para o S. da REC., como «actriz não profissional», no Filme de Teresa Villaverde - DAQUI, esta e outras fotos + a Not., de Berlim             - YT
Aleluia

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

«santa-clara-a-reciclada» (ou «o tapete mental do museu») - Rosa Oliveira

[são 9 e 15;  o Qd.o  vai demorar...;
- reencontrado no sábado, ainda no saco da BERT....; abriu-se na página 66, a deste poema...; 
- em semana «pré-Envelopes», é um dos dois [o outro: «Sombras Brancas» - ant. org. por J. S. B.] que quotid. vem na «Sacola»...

santa-clara-a-reciclada

decidi então com alguma calma irritada
não entrar no museu
desta vez não 
vou ficar no tapete da entrada
aquele tapete que há em todos os museus e de onde se reza para meca
vou ficar ali e fazer um poema sobre a luta de classes
vou abrir os braços epicamente
como se estivesse num filme de cecil b. demille

nem sequer me vou sentar na ex.planada
a beber o rico café nojento dos museus
vou vociferar em surdina para as minhas mãos vazias
só porque não trouxe um livro onde me esconder

há um homem aquático de aspirador em punho
um silêncio respeitoso entalado no relvado
há gente comovida com o cenário intocável
há gente intocável num cenário comovido a oeste e a leste
a tristeza ressuscitada desce com a tarde
pelo alçapão histórico

não vou gastar tempo com descrições invisíveis
os leitores saltam à frente com olhos de coelho
a ler o final do poema como se isso fosse um alívio

teoricamente é uma infantilidade
mas não é pior do que ficar
petrificado no tapete mental do museu


Rosa Oliveira, Cinza, Tinta-da china, 2013, p. 66


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Associação do Sonho (seguido de «a Hosteopática»)

- [ontem, pelas 13 e 50, em frente da «Bras.»]
- observou-a, enquanto «cirandava» junto de um Casal de TUR., pareceu, a J., que para os «engrominar» (termo do Pai Velho) - mais magra, logo, ainda mais baixa, vestia um colete «Laranja», com a Inscrição:

                                                ADEPTOS DO SONHO
                                                      ASSOCIAÇÃO

- veria muitos outros, em idênticos «propósitos», pela rua do Carmo...
- então, [Nome, não, claro] andamos a (...) Turistas?
- [«Empinadita», como antes...] estou a trabalhar!
- (????)
- disse depois que entrara em ESCULT., em B. A., mas «que aquilo não era para Ela»...
POIS


- antes no Metro, uma de duas Gémeas, de 0506, disse que «fizera Osteopatia», que «fazia umas coisas nessa área» e que «trabalhava na Zara, para...»
POIS

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

«Conversata» Matinal

- T. vem diar. de Santarém; nos seus 50 ..., faz SUBST. (ó Gloriosas...); 
- está F. neste ano (e não poderia ser de outra forma,  na «E.do P.»); 
- chega cansada; no CORR, pelas 8 e 35, contou que Outra, um pouco mais nova, após um ano de B., foi parar a um Inf., lá para  Sintra...; aguentou 2 meses...
Well
[se assim se trata das «Tecedeiras» de Futuros...]

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

«Vizinha, agora»; «AA, Outrora»

- «Outrora» remete para uma Década; pertencia a 1.º Bloco de 0506 («2.º ano mais feliz» de D....);
- vinha pela Rua, na direcção do STP, mais Magra do que então;  V. disse que «agora morava ali perto»        («J. F., DISC. de E. G.», também, informou); 
- com 28 PRIM., «acumula mais um Curso» e acrescentou que «trabalha no C. I., só para financiar...» (...)
Pois é.
(à tarde, nos Correios, «cruzamento» com M. F. - ex-colega de Turma, Curso, ora M. no mesmo... - «Cada um é seus Percursos», Gedeão)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Rosa e o Compasso»: «Dai-nos de novo o astrolábio...», Alegre + David de Almeida

[caminha-se «afincadamente» para Envelopes, «Carnavais» e «outros ais»; «EntreMentes», sem Eli, vai-se fotograf... - sem o talento da «Jovem», claro...]
[editado pela G. 111, em Nov. de 1991]

No corredor: 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Retirada (M. da)

[...] será o Nome do «T. R.» que «está quase a abrir...», lá para ODEM.; (re)apareceu, hoje, pela hora do almoço, «muito Fresca», naturalmente, cerca de 2, 3 dias após  completar 25; já está terminado o curso de C. S., mas a vida vai ser no Campo...; falou dos pais e perguntou «se podia enviar um texto...»; J. lembra-se muito bem de ..., mas não a consegue localizar no «A. dos R.»...; no final, dizia que «queria era ser ESCR.» [...]
Well 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

MAPA DO DIA

cerca das 10 e 5

- de 1.º Bloco, «lingrinhas, sempre aos saltos», veio perguntar «se J. precisava de ajuda» (para arrumar o Q.do) - mesmo tendo J. negado,  veio «cirandar»....

- seguiu-se a «conversa disparatada» do costume e disse, entre outras coisas, «que era filha de Man., Ped., Est. (mas em S. na Av. de Roma...) e de Carteiro» (ainda os há); à pergunta se «viria a ser a primeira Lic. da Família», não respondeu e «devolveu»... - J. confirmou «que o foi» 

- também referiu que «queria ir servir às mesas», mas, após a «provoc.» de J.,acrescentou «que seria para ganhar, para continua a estudar...» (Ah, bom); 
- ref. às «outras vidas» de J. e da General e «lá voltou para os saltos», no Corr....

«É tão bom ser pequenino, (na), no caso»....

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

«Verdadeiramente sou quem fui» - Sophia

[transcrito da p. 21, do JL, de 13 a 26 de maio de 2015, que o refere como o último dos dez poemas inéditos que «encerram» a edição da O. P., de 2015]

A minha vida está vivida
Já minha morte prepara
Seu pó de beladona
Viajarei ainda para me despedir das imagens
Antes de despir a túnica do visível

Em vão me engano
Verdadeiramente sou quem fui
Atravessando quartos forrados de espelhos
ardentes
E diluída no fulgor da Primavera antiga

Se ainda busco o promontório de Sunion
É porque nele vejo a minha face despida
O mitológico mundo interior e exterior
Da minha própria unidade perseguida

Mas como despedir-me deste sal
Deste vento inventor de degraus e colunas
Como despedir-me das pedras deste mar
E deste denso amor e sem costuras

Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

«Orientador de Leituras?» Talvez, talvez...

- apresentou-se, à porta do «C. de R.», pouco depois da partida de A. R. Pator.; 
- declarou-se enviado por F. C. (1.º Bloco «Contentorial» - «o menino que fazia Vénias, por amável bricadeira...»)

- Chama-se D.; está em 2.º Bloco, com baixas... na disc.; falou do que tem lido, boas referências...; quereria uma Fórmula para «escrever melhor»?  - a de «Só escreve quem lê» não se lhe aplica?... 
- divergiu então a conversa e três das referências «acrescentadas» foram: Mia Couto, Yourcenar e Cardoso Pires
- ficou de Voltar...
Well...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

«Máscara (de Aço)» - [do Leitor] - Amadeo + «... contra Abismo Azul» (Paulo Rocha

- este é um dos cinco quadros de Amadeo destacados, e comentados, pela Comissária Marta Soares [...]
- hoje, que vários artigos voltam a referir a «Expo dos 100 anos» («Porto, Lisboa»,2016-1916), agora em Lisboa, J. relembrou  o acima referido,  do Público de  7 de Novembro

Recorte:
[...]Este tema do leitor, que é recorrente na história da pintura, praticamente não existe na obra de Amadeo e é por isso curioso que tenha escolhido esta obra para o começo de uma exposição que tem como epígrafe uma montagem de versos de Rimbaud [entre os versos do poeta francês cujo fascínio partilha com outros artistas, como o casal Delaunay, está este ‘Je ne suis pas prisonnier de ma raison’]. Livros e arte porque a poesia atrai-o, influencia-o [...]

- a 16 - 02: artigo do DN, sobre o filme de Paulo Rocha, de 1988, «restaurado...» - AQUI
- exc. no YT

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

L. F.

Hoje, no final do Qd.o do 3.º Bloco, R. «trouxe notícias» de L. F. - Qd.a que J. admirava, por muitas e boas razões - pertenceu a um Bloco que «sobreviveu» a 1213 - ano «terrível»   [...]
Disse que L. F. já terminou a LIC e que superou o a «ano de experiência», num bom Local de trabalho e em PORT. [...] 
- Aleluia

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Livros - Caetano Veloso

- «animadas» versões, no «You Tu»:

https://www.youtube.com/watch?v=mXxkhJf-b4M

(filme aí usado: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore (2011) 

https://www.youtube.com/watch?v=AkPozzLSrsM

[referida na «abertura» do 2.º «Curso de Cultura Geral», de 15 de Janeiro, por A. M. R.: http://www.rtp.pt/play/p3097/e268678/curso-de-cultura-geral ]

[reencontrado o «DVD» - «Livro» - a que pertence - na estante atrás da p. do ESC,. hoje, 22]

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

o padre que desenhou para Scorsese

- do «Notícias Magazine», supl. do DN: 


«Trailer Outro» do filme + a  a história do urban sketcher Nuno Branco - ex-Arquitecto, padre jesuíta 

domingo, 15 de janeiro de 2017

Romeu

Romeu - Nome que gerou as habituais «associações»... - anda pelo ano e meio de idade - na Fase do «andar desengonçado»... 

É filho de R. S. - de 1.º Bloco de CER, no Palácio 9697 - que continua a morar no Bairro;

Reencontro, após alguns anos, no Café D., na Esq. da A. P. com a J. F., ontem de manhã[...]; 
R. S. contou que "este ano dá aulas de E. T., numa escola perto da Ericeira "[...]; 
- «conversas retomadas» (evocação do Tonit. M. Vaz, por ex...) e «o resto não se diz...»

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Nevoeiro (+ «O Encoberto»)

- manhã de Nevoeiro, bem agradável; 
- mas, à chegada ao Palácio 1617, A. G., M. de T., mãe do N., Ex-Qd.o,  vem com a notícia do «seu despejo, em Maio, da casa, perto do J. C., que arrendava há 32 anos e explicou que ... [...]» 
- Lisboa a ficar [...]

- no dia seguinte, o «Bartoon» de Luís Afonso , no Público:



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

«Pequena Europa», na Zmab

[hoje, reabriu o R.,...; dia um pouco menos cálido...; «nem parece Inv.», é o que mais se ouve, diz, na deserta Ald...; 
Pausa em tudo, até nas Leit.; só o «regresso» de M. I. C., com Pequena Europa; vai na p. 38, J.]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Tratado da Mão

I. «extraída» de  uma das Casas do Médico Jorge Bacelar, Veterinário que também é Fotógrafo...

DAQUI

OU

DAQUI

- «encontrado» numa artigo do OBSV - «Um Portugal pelo Olhar de um VET de aldeia» 

AQUI

sábado, 10 de dezembro de 2016

«Nascer a 9, morrer a 10»


[os livros de Clarice estão na EST do quarto que foi do Princeso; com portas de vidro, é a «mais...» ]
- haverá um Tempo para os (re)ler, certamente


- hoje é o «Dia de Clarice» - sobre o mesmo, «Escrevam, por favor, por favor,...»o artigo do Expresso

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

«Volta(r)»

- quando fala no assunto, J. refere a «impressão» de que são cada vez mais os «AA» que «antes de deixarem de sê-lo já o não são», já de «saída antecipada» estão.. 
- é o caso de M. A., do 1.º Bloco, que vai na próxima semana a «St. Martins» num «qualquer coisa-curso rápido» que, a J., «soa a Captação...»
- faz lembrar a C. de M. F.: "ei-los que partem / novos e velhos  / buscando a sorte / noutras paragens..."

- alguns voltam... é Motivo para Festa...; é o caso destes três... são o Coletivo «Volta» - visto no Público


domingo, 4 de dezembro de 2016

«O Amor próprio» - Fernando Pinto do Amaral

[recente, de nov., com 56 textos, Manual de Cardiologia tem sido uma das leituras de «entre Envelopes e, ou, Qd.os»...]
[na quinta, 24, esteve nas «mãos» de M. P., do 2.º Bloco, que ... («e o resto não se diz...»)]

FORA DE PÉ

Rien de plus sale que l'amour-propre.
                        Marguerite Yourcenar

Desiste de falar    Ninguém virá
abrir nenhuma porta    responder
ao vazio     Agradece
essas poucas migalhas     Mendiga
seja a quem for apenas mais um dia

Abdica de tudo      desse trono
de barro     Estás enfim 
longe da terra    sim    cada vez mais
fora de pé
fora de ti     à deriva
talvez sem salvação     A partir de hoje
deixaste de ser tu     de dizer «eu»

O amor é talvez isto     «Viver num
coração dentro de outro coração»

O amor é assim     só te ensina 
a perder

O amor     desamor-próprio


Fernando Pinto do Amaral, Manual de Cardiologia, 2016 (nov.), D. Quixote, p.27


           [Carlos Vaz Marques, no «livro do Dia» de 23, na TSF, diz o primeiro,  «Porquê.» - AQUI]


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

«Ataraxia, please» - M. E. C.

- revisitação do Ideal da «Imperturbablidade» dos Gregos, na prosa «Cronística» ou  «Quotidiana» de M. E. C. - na p. 47 do Público, de hoje 
- ou AQUI

Recortes:
[...] Imperturbabilidade é a melhor palavra para entender a ataraxia que Epicuro dizia ser o primeiro dos prazeres. Goza de ataraxia quem se encontra livre de medos, preocupações, inseguranças, angústias, dores ou preconceitos.
A ataraxia é a mais desejável das liberdades. [...] É a tranquilidade [...]
[...] A ataraxia, para Epicuro, é um luxo acessível. [...]
A ataraxia parte de uma decisão: a partir de agora não vou deixar que as chatices evitáveis da vida perturbem a tranquilidade com que gozo os prazeres da vida. É uma questão de prática. Fala-se bastante de outras grandes noções dos clássicos gregos mas a ataraxia não é suficientemente conhecida. É uma palavra portuguesa que dá gosto dizer: ataraxia. E ajuda.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

«Tabacaria» («Incendiar a...»)

Recorte inicial do texto lido na apresentação da edição Especial da «Guerra & Paz» - AQUI

domingo, 27 de novembro de 2016

«tugas em Hollyood» - MEC

- crónica de M. E. C., de 24 - 11,  sobre os atores que interpretam missionários jesuítas portugueses no Japão do Século XVII, em «Silence» - o «próximo» Scorsese...

AQUI -
Recorte inicial: 
Estudei o trailer de Silence, o novo filme de Scorsese e acho que Liam Neeson, no papel do Padre Cristovão Ferreira, é o que tem menos pinta de tuga. São poucos os tugas com 1 metro e 93 em 2016 e terão sido menos ainda no século XVII. Eu diria que havia zero. As pessoas do século XVII eram notoriamente mais baixas do que no passado ou no futuro, sabe Deus porquê.
Adam Driver até passa por tuga mas o apelido do personagem deita tudo a perder, pois ele faz de Padre Francisco Garppe [...]
AQUI

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

M. C. C. L. - «que Nome é o seu»?

- contou que «nasceu em 74, na Venezuela, onde viveu até aos quatro anos» - «filha de Índio e de Aranha (ou Serpente)...» - «protegida pela Santa que lhe deu o Nome («Próprio, não Apelido, ouviste?») - é um dos «C.s», com quatro «O.s», quatro...
- J. implorou pelo resto da história, mas esta M. de C. (no «Paraíso das A.») alegou que «estava a escrever um «Emel» de grande responsabilidade» - e lá foi J. «à sua vidinha...»
Well

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

«Curiosidades» («Zoo lógicas?»)

Eis algumas das Frases [em Cartazes a duas Cores, «empalhados» pela paredes do Palácio 1617] ] que hoje deixaram «Parua» a «Alma de J.»:

- «Solid. para com as F.!»
- «Solid. para com a F. P.!»
- «Fim do Ex. de F.!»

[quanto mais vive, mais «Espantado» («Espantalho?»)  anda J.]
[«Morte ao F., já agora...]

sábado, 19 de novembro de 2016

«A Casinha da D.» (Zmar)

- paga pela Marechal H. em 83,85, foi Cantinho (muito Modesto e muito...) de «descompressão», daí até 2011-12      (ano da «Loucura» «ZT»  da General Z.) 
- a Marechal dizia que «seria Herança do Princ.» - que aí brincou, feliz, muito, Verão após Verão... 
- D. dizia que («ela», a Casinha) esperava a (pela) pessoa certa» - o processo foi um pouquinho  [...], mas lá foi entregue, ontem; «à pessoa Certa» - assim parece, após [...]
- passa a ser a «Casinha da D.»
Well

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Quadrado? Não, obrigado!

- há muitas, muitas Estações que J. «adoptou» o Q.do - disposição «arriscada», mas que permite a «Circulação»... [e evita as nódoas Negras nas....]
- ontem, a arquite(c)ta B. S. perguntou-lhe «se a 502 estava em U» - «Sempre, exce(p)to nos T.»

- hoje, a Sr.a A. O. informou que «seria  para todos e para sempre»
- «Aleluia!»

- (aqui só entre «Nós, os Outros», «vai dar estrilho» - «vai dar Raia»...)

[«deu mesmo» - a 24, veio a «Contraordem» - segundo o «jornal da Caserna», houve até quem considerasse que «se estaria a beneficiar uns e a prejudicar outros» - «É só Filmes...»]


domingo, 13 de novembro de 2016

Tejo: um Lago

- com aquela «Parede de Vidro» (e Grande Espaço Interior),  o «D. C.» - (integrado na ArQ. da F. C.) - também «serviu bem»,  na serena COM. «de S. Martinho, da General Z», com 1 dia de atraso - e com MAT. «em Grande Forma»

- depois, o Tejo sem Vento, logo, sem Corrente, sob o Sol Outonal, parecia um Grande Lago - não restava aos pequenos VELEJ. senão... serem rebocados
 - quanto à «Outra Banda», continua por «(re) Ordenar... [e o «resto, que foi pensado», não se diz...]

terça-feira, 8 de novembro de 2016

«A Gorda» - Isabela Figueiredo

[rapidamente lido em 4, 5 dias, ...;
- não se escolhe um excerto com «ligação direta» ao título - ...]

[...] E a mamã morreu mesmo, sem conseguir o feito de entrar docilmente na noite serena e odiando a luz que começava a morrer. Como a entendo! Que difícil será desistir, deixar para trás, libertar o peso que queremos manter porque esteve connosco e nos matou e amparou no mesmo minuto, porque tudo é o que é e o seu contrário. Como é que se abdica da vida?!
     Era para lhe ter pedido uns conselhos na véspera à noite, mas já era tarde. A conversa fica adiada para um sonho futuro. Não lhe dei o beijo de boas noites. Há um dia em que todas as noites acabam.
    Tenho-a sepultada em campa rasa no cemitério de Vale de Flores, Feijó, com uma tabuleta de metal negro onde pintaram um 880 a tinta branca. Talhão B, campa 880. A mamá deixou de ser um nome associado a uma data de nascimento, filha de fulano e sicrano, nascida na freguesia tal, de determinado concelho do país. Pesa-me, porque a mamã nunca foi uma combinação de números. A mamã atravessou vidas e oceanos. A mamã rasgou o véu da existência e inscreveu-se nela, para sempre. Um número?!
    Preciso de comprar uma  lápide para a mamã, para que ela veja, de onde está, que me aguento sozinha, apesar da sua ausência, que pode orgulhar-se de mim pelos séculos dos séculos. Mas o orgulho tem de esperar. Os cortes no salário, os impostos e a sobretaxa do IRS mal me deixam respirar. Dá para viver, não para despesas adicionais. A prima Fá emprestou-me o valor do funeral. Se a mamá soubesse, meu Deus, se ela soubesse! Ainda bem que se foi.

A Gorda, Isabela Figueiredo, Caminho, 2016 (outubro), p. 209, 10


Sete anos depois de se estrear com (...),
Isabela Figueiredo publica, aos 53 anos,
o seu primeiro romance - 
NUNO FERREIRA SANTOS

[crítica de Hugo Pinto Santos, no «ípsilon», de 24 - 11 -        AQUI ]

[«Panorama»,  de Rui Catalão, no mesmo «Endereço» - com fotos... AQUI]

domingo, 30 de outubro de 2016

«um livro sobre Gordura»

- Roma, cerca das 11 e 45...

[Outubro..: AS NOV (...); J. já fizera o INVENT.,  na BERT,  e «resistira»...); na BAR,  teve que «adq.» o de Isabela Figueiredo (PSEUD. de I. A. S.)...]

- «Deixe-me adivinhar... foi sua colega na FAC» (disse C., de longe...)
- «Adivinhou mesmo! Fomos do mesmo Curso... Como é que fez isso?»
- (respondendo sem responder) ... «Andaram aí uns miúdos...  A. dela..., não sabiam...repetiam «que era um livro sobre Gordura...»; lá deduzi...»
- [...]
- e a conversa continuou...; para J., C. (GER?) é a única que vem do Início... lá  confessou «que está na Casa desde 88...» 
          
[em 80, o VEND. de REGIST. conversou com o FUND....; estás mesmo Velho, D.]

[8 de nov: vários depoimentos de I. A. S. em canal «dela própria, a Outra» - AQUI]

sábado, 29 de outubro de 2016

«As crianças ardem» (Eugénio)

- [retomando hábito de há 2 anos, na quinta, J. entrou no Qd.o do Arq. P. (ex-DT), para inscrever o poema abaixo...]

As crianças ardem.
E os animais
lentamente também eles
ardem no fundo dos espelhos. 
Podes vê-las daqui:
mordem-se à luz dos seus cabelos.

Eugénio de Andrade, de O peso da sombra (1.ª ed: 1982)


terça-feira, 25 de outubro de 2016

«Morte ao F.!»

- educada e, ou, «disciplinada» por avô «REVOL.» (militante do P.?), A. C.  - que gostava do «discurso POL....» - «está em ano sabático de GD» (Inevitável e «pouco original»...); ontem, de manhã, aproximou-se de J. («encostado» ao Bunker da DONA GTT...)

- sabe, fui ontem assinar um contrato...
- [...]
- ... para ir trabalhar num MAC.DON. em [...]; 30 horas, muito mal pagas, «X», veja lá...
- ... aprenda, observe o que é o Mundo (Cão) do T....
- ... já sei que não vou poder «dizer aquelas coisas»...
- ... observe, aprenda...
- ... acha que me vão tratar bem?
- Claro
[... o resto não se diz...]

domingo, 23 de outubro de 2016

Tratado da Mão

[-Mar Bravo no Rugido, onde se foi numa «corrida», por causa da Velha C. - com Estreia para o «R.R.» 
- na sexta, pelas 19, em ODEm - com M. e F. na Barragem, ficara M. a «fazer companhia à Bisavó» - «mirradinhas», mas Lúcidas 86 pRIMAV - que, segundo a General «lhe estava a ensinar a...costurar...»
- na Estante, inesperadamente, a O. (in)COMp. de Alegre, na edição de 2009 - dois volumes de Capas vermelhas  e Caixa - foi aí que o poema foi (re?)encontrado...]

A PERIGOSA MÃO DE DEUS

Deus é maneta
diz Saramago
só tem a mão direita
à direita da qual todos se sentam.

Eu canto a outra mão de Deus
a que traz o Diabo pela trela
e que por vezes puxa para o outro lado
e escreve sempre por linhas tortas
a mão esquerda de Deus
a mão de sombra a mão do medo
a mão do nada 
a mais perigosa mão de Deus
aquela que de repente solta o espírito
o enxofre a guerra o vento mau.
É a mão esquerda de Deus que aperta o coração
acelera o pulso
desarticula o ritmo. 
Os poetas estão sentados à mão esquerda da mão esquerda
de Deus
até mesmo Antero.
É com ela que Deus abana o Mundo
com sua chuva e com seu fogo
sua onda gigante e seu terrível 
terramoto. 
Não é verdade que Deus seja maneta
Deus é canhoto.

Manuel Alegre, Livro do Português Errante, D. Quixote, 2001, pp. 35-36

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Envelopes + («Life is long»)

- primeira «época» de Envelopes («malfadados») -  [devagar, muito] - numa das (muitas) Pausas, «Life is long» - Rodrigo Leão e Scott Matthew
- 2 temas e entrevista, ouvidos no OBS

- 30 - 10: vídeo, com João Perry e São José Lapa: AQUI

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

MAPA DO DIA

[17, primeiro dia de Cheiro Outonal Verdadeiro. Aleluia] 

- (de sábado, 15)
- [cerca de vinte anos depois - 94 a 96], Regresso à H. de C., agora «renomeada» A. D. 
Sete horas, sete, de Cadeira.
Algum percurso pelos CORR e visita à BIB., «a melhor de LIsboa», seg. a Bibl. - que está no grupo de «voluntários torturados...»


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

«Grandeza do homem» - Ruy Belo

- pelas 8 e 50... - de ontem
- (re)aberto o livro, «ao acaso», surgiu o poema que depois será inscrito na Tela do Qd.o de C. P. - onde só se desenha: 

Grandeza do homem

Somos a grande ilha do silêncio de deus 
Chovam as estações soprem os ventos 
jamais hão-de passar das margens 
Caia mesmo uma bota cardada 
no grande reduto de deus e não conseguirá 
desvanecer a primitiva pegada 
É esta a grande humildade a pequena 
e pobre grandeza do homem



Ruy Belo, Aquele grande rio Eufrates, 1961 - transcrito da p. 89 da 5.ª ed.,  Presença, 1996

[hoje, da introdução de J. T. M.: "Todo o livro é percorrido pela tensão dialética entre a presença misteriosa e irredutível de Deus e a sua ausência, o seu silêncio. Como é claro neste poema [...] Este drama, que moldou tão profundamente a alma do poeta,  é o daquela frase de Bernanos, que R. B. anotou num exemplar pessoal do seu livro: "Num segundo entreviu a sua solidão medonha, fundamental, a solidão dos filhos de Deus" - p. 13]

[1 de outubro - dia dedicado a R. B., em Óbidos, no «Folio» - «H. de Palavras» - Dicionário de A a Z - de Nuno Costa Santos - AQUI]

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Mapa do dia

[corredor dos «500»; 9 e 5...]

- V. cant. «qualquer coisa» de J. A. - ao fundo, Qd.a «reagiu» e perguntou:
- «É cá Mestre? Nunca o tinha visto por cá...»
- [....]
- após «Exp. adequada», J. recontou a velha história do «fazer parte da mobília» e acrescentou que «não frequentava qualquer Corredor...»
- pois a Qd.a queria falar de um livro de R. L. F. (mas como J. não é leitor dessa autora... a conversa "por ali ficou"..)
Well