terça-feira, 6 de junho de 2017

«Morte a Jaime» + «I'me leaving the table»

-  Jaime ainda «sobreviveu» ao Funeral que o «Bloco B» ... ;
 - mas agora, Envelopes e Pautas [...] ao som de «Leaving the table», ...;
- algum Apaga-Apaga ainda haverá, mas o 
«PERI» abre já, com o «jogo do costume»: leituras e «íntimas...»

[... para 1718 impôs-se Mariano - não sabe D. «o porquê», mas já suspeitaria da «COMpaixão» que vai ser precisa...]

segunda-feira, 5 de junho de 2017

«Nome ( o que não há num)» - Ana Luísa Amaral

- poema em «contraponto» ao que dá título ao Livro?
- lido, pela própria A. L. A., em «A vida breve», de 5 de junho - AQUI

[para J. F. e A. C. B. e, um dia, para M. B. F....]

O QUE NÃO HÁ NUM NOME

Sentada a esta mesa, a varanda à direita,
como de costume, 
penso na minha filha e no nome que lhe demos,
eu e o seu pai, quando ela nasceu

Um nome é coisa de fala e de palavra,
tão espesso como aquelas folhas que, se pudessem olhar,
me haviam de contemplar daquele vaso,
perguntando-me por que se chamam assim

Porém, não fui eu quem escolheu o nome da flor
a quem pertencem essas folhas:
o nome já lá estava, alguém pensou nele
muito antes de mim, e foi decerto a partir do latim,
só depois: o costume

Mas não há nada de natural num nome:
como uma roupa, um hábito, normalmente para a vida inteira,
ele nada mais faz do que cobrir
a nudez em que nascemos

Com a minha filha,
o mais belo de tudo, a maior deflagração
de amor - foi olhar os seus olhos,
sentir-lhe o toque em estame
dos dedos muito finos

esses: sem nome ainda,
mas de uma incontrolável
perfeição                 inteira


Ana Luísa Amaral, What's in a name?, Assírio, 2017 (Abril), pp. 63,64 ( da segunda «Secção», »Povoamentos»