terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Barcelona (ex-AA)

[ZMAB -
um dos Velhos Residentes diz:
«Tão pouca gente na Z., neste [final de] ano» 
- responde L. - o filho do «Alemão» - : «Só neste (final de)  ano?]

M. J. J. gosta, como S., de só dar notícias quando «o rei faz anos»
[S. não a esquece quando,  num típico Bloco «AA» inicial, fazia  a  Diferença - a  intelectual]

É das que não desistem de perseguir os S. mais profundos e diz que

«[...] aqui a menina vai voar para Barcelona! Depois de estar com a alma esmagada por uma licenciatura que só serviu para passar as horas, todas elas infinitas naquelas salas perturbadoras, um milagre caiu dos céus e consegui um estágio na galeria de ourivesaria [...]
[ e o resto não se se diz aqui]
- promete um «Blog em forma de rascunho» que irá «diarizar» a Coisa...
Aguardemos.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

FRio + Pensar + Corpo + Peso - Gonçalo M. Tavares

Recortes de «Frio em dezembro e hotéis», Visão, n.º 1086, 26-12-2013, p. 10
 
[...]
No calor o nosso corpo afasta-se de nós, afasta-se do centro. Está para ali à minha frente ou ao meu lado. No frio, pelo contrário, o corpo torna-se aquilo que eu quero proteger e aquilo que me protege. Por isso é que nos apertamos muito no inverno, no exterior. Temos de fazer duas opções opostas ao mesmo tempo. Proteger e ser protegido. No inverno, o corpo ocupa menos espaço. De facto, é impossível exigir reflexão a um povo que viva debaixo do sol e do calor permanentes. Acima de trinta graus de temperatura, filosofar é perder a vida e o exterior. Abaixo de oito graus, não pensar é não ter cabeça.
[...]
É preciso materializar as ideias. Colocar comprimento, largura e volume numa ideia. [...] Toda a ideia terá peso concreto ou nada terá. Só o peso concreto dá peso espiritual; só o peso concreto dá peso potencial. Quanto pesa a tua ideia?
[...]

RUGIDO

- às 10, quando S. saiu [há sempre um ou dois sítios abertos, na Aldeia]
 o RUGIDO «parecia subir a rua» - violento espectáculo - a ver, enquanto as Famílias, fechadas, se entretêm a «jiboiar»

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Os Maias - Eça, por João Botelho

- depoimento «torrencial» de João Botelho, nos «Bastidores» das filmagens dessa, agora, Operática, Revisitação - é sempre de Portugal que se trata -citando:

 «Neste espelho em forma de filme, Portugal vê-se, sempre igual, há mais de um século. »

- na Casa do Público - AQUI

Aranhiço(s)

A Casa é «deles»
- minúsculos, só de muito perto é visível a miríade de «patinhas»
 - houve que subir e caçá-los, um a um
- foi a «atividade principal» desta (primeira) manhã de Exílio (das Famílias...) - foi tudo para os «Montes» - «Pausa» na Aldeia Deserta

Aleluia

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"não, obrigado, estou bem, nada de novo" - Herberto Helder, por Pedro Penim

[ontem, no H. da L., enquanto esperava, de pé, como tanto gosta, leu, finalmente, em contínuo, o livro - Servidões - que mais tem andado na mala, no saco, no 1.º Bloco de «O Velho e o Paraíso»]

- à noite, a interpretação do poema indicado «acima» por Pedro Penim, aCtor do Teatro Praga - na Casa do Público - AQUI

domingo, 8 de dezembro de 2013

Voltaire (o senhor) - Gonçalo M. Tavares

[S. não costuma adquirir o «DN», ao Domingo - excepto no Verão - ou hoje, num passeio-intervalo-dos-«extraordinários»-Envelopes - para combater o Gelo - 11:00 às 11: 30 - esteve certa,  a leitura dessa «pausa»]
Recortes:
[...]
O senhor Voltaire disse:
[...]
(outra foto)
Como se vê por esta foto - disse o senhor Voltaire - em 1955, já há cortinados feios, e o rádio encontra-se no canto do quarto, e o quarto encontra-se no canto da casa, e a casa encontra-se no canto do bairro, e o bairro encontra-se no canto da cidade. Portanto, o rádio é o único centro das vidas que foram empurradas para a periferia. O rádio traz notícias do centro e assim o ouvido das pessoas que vivem na periferia torna-se uma parte fisiologicamente central, fisiologicamente actualizada.
(outra foto)
Em 1956, em plena cozinha, uma máquina muito grande executava uma função muito pequena. Mais tarde, o tamanho das máquinas diminuiu e as funções aumentaram. Até ao ponto em que a máquina desaparecerá no meio da paisagem [...]
(outra foto)
Diz o senhor Voltaire:
Como se vê, os homens usam muito bigode, dividindo o rosto em dois; e a inteligência fica para cima e as palavras para baixo. E, separadas que estão as duas partes, é natural que o homem diga futilidades, mas pense profundamente.

Gonçalo M. Tavares, «O senhor Voltaire e o século XX - rádio e bigode», «Notícias Magazine, n.º 1124, 08 - 12 - 2013, p. 98

Outras, da mesma «série» - AQUI

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

C. C. («CARBONE»)
- de avô italiano - «homem do mar» - Genovês [ficou «prometida» a história restante...]

- «apresentou-se» esteticamente compósita (ou Modelo Vivo de diferentes «matérias icónicas»):

 - calças de Jogador de Golfe de «antanho» OU «à Tintin», OU «à Corsário» [...]
- Carrapito de «Carochinha» (sem João Ratão) [...]
-  Jaquetão de Marujo [...]

- já teve que ouvir «duas leituras» de «si mesma, a outra» e «o resto do dia promete»

Eh, eh, eh (em dia de Envelopes)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Deidda + Mafalda Arnauth + Pessoa + «Mar Português»

- Lançamento do quarto trabalho de Mariano Deidda dedicado à obra de Pessoa - pela qual se apaixonou, desde que o leu, muito jovem, numa tradução do Livro do Desassossego, de Antonio Tabucchi (escritor, professor e intelectual «Europeu», que sempre recontou como, quando também muito jovem, o poema «Tabacaria» lhe «construiu um Rumo de Vida...»  - ver, por ex., AQUI)

- trabalho  dedicado à Mensagem , desta vez - Ouvir, então, «Mar Português» - AQUI
e ler AQUI - endereço do Público, o  artigo intitulado «44 poemas apontados ao Futuro de Portugal»

- Recortes, do próprio Deidda:
 - [...] Era muito jovem quando o descobri, e encontrar-me com uma obra tão forte como a do Livro do Desassossego foi como se tivesse as mãos a tapar os olhos e de repente os destapasse. Pessoa abriu-me os olhos. E comecei a ver o mundo de outra maneira.” [...]
- [...] o livro de Pessoa que agora musicou é uma obra sem tempo: “Fernando Pessoa contou, em 44 poemas, a grande história de Portugal do passado. Mas lidos por uma óptica moderna são 44 poemas apontados ao futuro de Portugal[...]



sábado, 16 de novembro de 2013

VAN GOGH («A tesoura de») - Nuno Júdice

A TESOURA DE VAN GOGH
(variante)
 
[incompleto; recorte inicial]

 
No quarto em que fecharam o van gogh não havia
nem tela nem tintas para ele pintar a sua própria
orelha. Van gogh estava sentado em frente de um
espelho, olhava para a orelha e não sabia o que fazer
com ela: se tivesse tela e tintas, e lhe tivessem
dado um pincel, teria pintado a sua orelha sentada
numa cadeira de pau, com as costas pintadas de azul
e a frente de amarelo. Mas sem ter nada disso,
van gogh olhava para o espelho e a orelha como
que crescia na sua cabeça, ocupava o espelho inteiro,
tapava-lhe o rosto e impedia-o de ver o que quer que
fosse à sua volta. Então, van gogh começou
a procurar soluções para o problema
que a orelha colocava: [...]
 
Nuno Júdice, Navegação de acaso, D. Quxote, 2013 (nov.), pp. 70-71


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

«vende trapos, pequena, vende trapos» («come chocolates...», Campos)

[faltavam 10 ' para a abertura da FNC -   S. «fazia tempo», pela Praça onde os Cafés foram substituídos por Bancos e estes por «Manjedouras»]

-  avistou o «arraial» de Trapos na Esquina Nobre [com a R. do O.] onde ANTES havia uma Livraria do «DN»        [????];  - «Incrédulo», entrou[...]

-  à espera de comp.  [...] - a um balcão, D. S. (1112, RPE),  Típica «Ex» de uma certa «AA» - [«e o resto não se diz...»] - de origem ANGOL., Qd.a por duas vezes - de «serviços mínimos» com a Palavra - contou:
- «que a família voltou  toda para Angola e só ela regressou, após sete meses, que correram mal»;
- à (tradicional) pergunta: «e como vai a Carreira Artística?», respondeu: «uma coisinha aqui, outra ali, como Modelo...

- «vende Tecidos, pequena, vende Tecidos»

terça-feira, 5 de novembro de 2013

«(des)Encontros - AA»

M. R. é uma «recente» «Ex-AA».

«Senhora», já - por Herança Ibérica? - de muitas leituras, natural (ou discretamente) se destacou num Bloco fraco, mas, porque, tendo sido o que mais seriamente «tomou a Receita» de S. -  alcançou um número razoável de Sobreviventes no Cataclismo «639» do passado Verão.
[Ah - facilmente obteve um P. no C. «E. com A.»]

Está no Porto, em ARQ - em parceria com a Pequenina PRO, também M., de seu Nome - e visitou, ontem, o Palácio 1314 
-  («arejada», com Corte mais Curto a Enq. a Moldura)

À pergunta «Que nome é agora o seu?» - terá respondido?
Não se lembra, S.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

o poder da metáfora



Maria Rueff: «esquizofrenia bem resolvida a Metáforas»

- depoimento, emocionado,  na sessão sobre a obra de António Lobo Antunes, no CCB, no último domingo - do endereço do Diário de Notícias

«APAGA - APAGA»

- [não anda a ler nada de «jeito»];

- não tem T.-  para novas AQUIS. - («alimentar o Vício»);

- nos Qd.s, o discurso tem oscilado (mais «entaramelado» do que gostaria);

- a Paciência vem, mas com um enorme esforço;

- outubro estava «carregado» de «circunstâncias»;

- foi de «inteira reposição», o «APAGA-APAGA»
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

VideoPsicoGrafias - H. H. - «As MUSAS CEGAS, VII» [+ Envelopes ]

[Fechado, para a Gloriosa Empreitada dos Envelopes]

Fica «Substância» que chega para esses Dias [e para muitos mais]:

 
 
«As MUsas CEgas, VII», de «A colher na boca.... - dito por Luís Lucas - «Videografado» numa Casa EXemplar:      - CinePovero

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

«639» = «assassinar a vontade de escrever»


[ também eu tirei «x» na primeira fase; depois, assassinei a vontade de escrever e consegui tirar «y» na segunda; de nada serviu, pois entrei na primeira....]

Well        

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Abertura do 1314

[às 8:30, serviu de Sinaleiro, S.]

a) após tanto tempo de Silêncio, havia que «defender» as pobres pregas vocais («cordas» lhes chamam, também)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

20 anos

É um regresso «Em Grande».

I. M., mestre de FILO - talvez 20 anos depois.

Difícil foi convocar as imagens de então, face ao Rosto de  agora.

Aleluia, de qualquer modo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Maçã como Abertura Solene

A)
No Pedra da Página são inscritos os Nomes - 24, um por cada Letra do Alfabeto : «Alcino, Brás, Cristóvão, Daniel [........]» Saramago, Memorial
B)
Hoje, muito mais Efémeros, outros Nomes Próprios, cerca de 150, foram lidos, um a um, na voz Potente do D. N.
 - S. ouviu o seu, D., em segundo lugar, e «deu um salto», porque «ainda não dava para perceber»                    [e o resto que pensou, depois, não o diz]
C)
Vermelhas, Polidas e «Perfiladas», as Maçãs, em vários Tabuleiros, na Lateral- final diferente (?) para diferente (?) Abertura         
D) Os Rostos Novos são, frequentemente, Regressos de Antigos
- Aleluia.



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Memorial, por Gonçalo Ferreira


 Gonçalo Ferreira, 17 anos - defendeu «prova de aptidão profissional» em curso de interpretação (5.º entrevistado da série em publicação no Público):
[...]
Talvez nenhum livro lhe agrade tanto como Memorial do Convento, de José Saramago. "É mesmo o livro que mais me diz, que mais me toca." Delicia-se com a dimensão social e política que a obra encerra, com o modo como o divino entra no quotidiano das personagens, com a sensibilidade, a beleza de tudo aquilo: Blimunda Sete-Luas, Baltazar Sete-Sóis. Haverá algo maior do que o desejo de viver um amor que não cede aos cansaços do tempo? "Ela ver a vontade de Baltazar e a dizer: vem. É muito bonito. É cheio. Não sei. Eu gosto muito."
 
Ana Cristina Pereira, Público, 16 - 08 - 2013, pp. 12, 13 (foto de Dato Daraselia)


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Fecha o «ALPA»

- é Dia de «desbastar» o Campo - apagar, do «ALPA»,  o mais «infeliz ou circunstancial ou ....»

É Tempo de Limpeza; espera-se mais Tempo para Leituras - que, ao longo do Tempo do Paraíso 1213 [com 2.º ano de «Castigo»], foram ainda mais «inviabilizadas»

Para esse Tempo - reabre o «PERI» - a Casa do VERÃO

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Senhor L. L.

O Senhor L. L. anda agora lá pelo Galhardo.

Figura Curiosa. Açoriano, com cerca de 40 e «picos», muito, muito magro.
Fez ORÇ menos «escaldante» - e «recupera» na rapidez e eficácia [...]
- General Z. diz «que nunca viu um Pintor a trabalhar tão depressa»

Foi Seminarista e frequentou os dois primeiros anos de «Clássicas», em Lisboa; 
diz «que Latim e Grego, sim, «Lusíadas», também, Literatura, não.»
- diz-se «impressionado» com a quantidade de Livros que T. retirou só das Estantes do Corredor; 
- hoje de manhã recitou de COR as três primeiras estrofes de «Os Lusíadas», muito depressa, quase de um só fôlego - pois, essa coisa da «MEMO»

sábado, 11 de maio de 2013

Face - book (al) - Álvaro de Campos nos exames nacionais, II

[em E. de 01 de Fevereiro se falava deste livro de Alberto Pimenta - em que tudo começava com um Rapaz («não raro») que se AFOGARA, após:
[...]
a prova dessa vez incluía
três versos dum poema
atribuído a Álvaro de Campos
"... no alto céu ainda claramente azul/
Já crescente nítido, ou círculo branco,
ou mera luz nova que vem,/
A lua começa a ser real."

mais um Recorte:
[...]
outras respostas
pegavam nas palavras
como quem pega numa coisa
e a usa a seu gosto
atreviam que não se via nada
era tudo uma invenção pegada
de dia a lua não se via
de noite é quando há lua
mas é preciso muito espaço
e uma delas protagonizava até
o festival na margem do Coura
com os Pixies a tocar
e com a lua  a meter-se também no palco
coisa que nem vinha anunciada
como devia
no site festivaisdeverao.com
e assim
perdia-se a confiança no site
ela a autora da resposta estava sempre
com um ouvido na música
e outro a arquitectar já
o festival que estava para vir
mas dessa vez passou o tempo todo
a delirar no do ano anterior
sem lua nenhuma
tinha sido mais aconchegado

havia respostas com amplitude e audácia
ambiciosas mas desiguais
como a que dizia
ele via a lua
mas não sabia o que era a lua
para saber o que é a lua
não é preciso ver a lua
e se ele sabia o que era a lua
isso não tem hora certa
e outra referia
que ela devia estar
a preparar um design da lua
para um calendário
anual
[...]

Alberto Pimenta, Al Face-book, 2012, 7 nós, pp. 12,13

«PENTE FINO» - «Vade - mécum»

[está a chegar a época do " Pente Fino "no Palácio 1213 remete para a sala  - para onde se vai VERIFICAR as P.

AQUI, designará palavra ou expressão sintética que [...]

Começa-se com Vade - mécum, - num - Verbete curto - de novo colaborador, Ricardo Marques - no «sempre à mão»         E - DTL

domingo, 5 de maio de 2013

«Poeta obscuro»

- uma «máquina de pontas», a Santa Net
- no caso, «recortado» em 4, o documentário »Meu Deus fazei com que eu seja...», de António José de Almeida, de 2007, da RTP 2 - aí de novo mostrado em Setembro de 2012:       [não]
- completo, no ARQUIVO RTP





sábado, 27 de abril de 2013

RUGIDO

[o «precoce» Verão ausentou-se;o Pinceso chegou; é o Dia dele
- as conversas não se afastarão dos Tempos - no Rugido foi (todos foram) feliz(es) - aqui volta, voltamos, voltaremos 
- e também voltarão o(s), a(s) que está, estão «prometido(s)]
ALELUIA - é dia de Desligar sem desligar poder (-se), dos Tempos.
- Indiferente, só o Rugido, «lá em baixo».
Chega.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

[35 gavetas] Clarice, pelo filho

Clarice levou A. Eus a suspender as matérias do quotidiano, passando a uma «Clandestinidade Vital»

[Quanto a T., não se lembra do «primeiro contacto» com a Prosa Intimista Clariciana - FAC, 87-88? - Antes?]

Visita guiada à exposição «A Hora da Estrela», por um dos filhos, Paulo Gurgel Valente - vídeo, de Simone Duarte e Ricardo Rezende, no Público 

[ só no último dia, manhã de domingo, 22 de Junho, - com as Famílias na Praia -  lá foi T.
- alguém comentava: «Uma Vida em 35 gavetas»]

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Baú de A M

Mestre A. M. é - «aquela que General conhecia sem a conhecer» - «Contos Largos»]
A filha, F., abriu o Baú da Mãe e estendeu, segundo A. M., uma «pequenina parte» dessa enorme Arca do Fio

AQUI

domingo, 21 de abril de 2013

TRATADO DA MÃO, III

- entre os que têm que «ficar de fora», mas que dentro ter ficado deveriam, este, de Fiama:

TAPEÇARIA DE PORTALEGRE

 A contraluz as tecedeiras envoltas
numa aura intensa clara cruzam
e entrelaçam os fios inverosímeis.
Como poderão encontrar no meio da luz
fios senão os da própria luz
que está estendida? Postos assim,
quando vem o fim da tarde,
os teares contra as janelas velhas
de esquadria alta e ampla,
são os teares oníricos das pinturas
que tentam transformar a tecelagem
na metáfora da arte.

 Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007), Três Rostos, 1989 [transcrito da p.537 de Obra breve – poesia reunida, 2006]

sábado, 13 de abril de 2013

Consultório, I

[Consultório, de leituras]

12:00. Cinderela. Areeiro.

Copeira (cerca de 50s) e «Balconista» (por volta de 30s) falam dos livros que lêem. A segunda refere que «os começa pelo fim»

Por causa dessa coisa de «começar pelo fim», Intrometido, T., o cliente, refere - - Caranguejo (1952), de Ruben A. -  «demasiado» para a  «Balconista» que, se gabou de, «na Escola, ter sido a única, do seu Bloco, a ler Os Maias» [...]

«Olha a novidade». Lá disparatou «as tiradas» do costume, T.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

EStação HC

12:00
[ao longe, da varanda do Qd.o 509, T. avistava MGG na sua PERF - mala  de  Cartão - Círculo de Giz em Livros - Leitora em «Andas» - Hoje na «Praça 1213»
- é a Gloriosa «Época HC» - chegou um pouco mais cedo este ano - pela PRIM, HC Anima as Hostes , tirando dos Quadrados os Dormentes -
- não esquece T., no glorioso Palácio-Aldeia de Plástico,  o «Chocolate Mecânico» ao som de Gaita de Foles
- Histórico

domingo, 7 de abril de 2013

MAPA DO DIA - por devoluta Lisboa

[após a DOM, na A. R., pequeno «passeio higiénico», pelas adjacentes do j. Constantino - DEAMB]
 
- na José Estevão, um rés-do-chão «mimoso» faz a diferença (para melhor) num velho prédio; [aí surgiu, a T., o título para a próxima «PAO»]

Well

sábado, 6 de abril de 2013

MAPA DE ONTEM

Ontem
[Dia dos que «não podem perder a força anímica»]
10:30
Finanças -  IMI - «1.ª TRanche»- 9 postos de atendimento (entre 20) e ninguém com menos de 50 [«este país é só para Velhos»]
 11:20
ADSE
quando se volta, T. avista G. P. R. J. - mais um dos «cíclicos reencontros» [o último fora numa MAN «descomprometida» nos tempos do Consulado de M. de L. R.]
 
[não teve mais «história», o Dia]

Dorme, meu amor ... - Maria do Rosário Pedreira, por Carmen Dolores

[Carmen Dolores diz o poema de M. do R. P., no programa «Alta Definição», de Daniel  Oliveira - de 01 de abril 
-  [«pelos» 11 minutos] - na «Sic» - AQUI (já não, claro)  ou no «YOUTU»

Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega — o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor —

a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me — eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos


agora e sossega — a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme,

meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos — a noite é um poema
que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.


Maria do Rosário Pedreira,  O canto no vento dos ciprestes, 2001, Gótica, p. 45

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Neta de Peixe sabe nadar?

- altera-se o Provérbio, porque o Peixe foi FAP e a neta é MBG

[há «Eternidades» que T. a «massacra» com:
- «MBG, "devolva-me" a M. A. P. de há três anos!»

- invariável, também, a resposta: «Isso não é assim, isso não funciona assim»]

segunda-feira, 1 de abril de 2013

«Inquietação», José Mário Branco + Naifa + Canal Q

Nova versão de «Inquietação», de José Mário Branco, para os 3 anos do «Canal Q», pela «Naifa»
 

Tratado da Mão, I

[3.ª Estação. Abre amanhã. Vai ser, como sempre, Rápida. Sombras.]
[Exercícios de Aquecimento. Nem por isso.]


Fotografia de MARK BODAMER, Público, 01-04-2013, p. 24, Nicolau Ferreira
(«Usam ferramentas, com que partem nozes ou apanham térmitas. Fazem e desfazem alianças. Matam-se. São altruístas e também se ajudam.»)


 

sábado, 30 de março de 2013

(Des)Encontros AA

17:45
Esquina da M. S. com a F. S.
[Aos Recados ia T....]
 
Não a reconheceu logo, porque está [...]
Do Bloco da M. ANG, também foi para PINT, após «alguma hesitação»[...]
Disse que
«está [ aos 24] agora a acabar [...]»;  «ia a casa de uma A., para[...]»;  
falou-se um pouco de L.s e adeus,  até outro Reencontro...
 
Do que T. jamais  se esquecerá é daquele momento, talvez numa sexta de manhã, em que lhe perguntou, no final do Bloco, se havia algum problema [...]

domingo, 24 de março de 2013

RUGIDO, I

[por seis dias, desta vez]

[Vento, sol esforçado, debalde, gaivotas - aqui sempre raras - rugido feroz
well]

Café do Alemão. Aproveitar para a Limpeza das Casas - apagar o mais [...]

11:00 - desfilam as senhoras locais, portadoras dos seus Ramos de Oliveira, cerca de 30, vindas da capela que olha  o Rugido; jovens, nem uma; homens, aqui, «não vão lá»
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

SABÁTICAS

Foto de Nelson Garrido
[frequentemente lhes diz T., quando não sabem «que o Futuro nunca é já ali e que, quando o é, já foi», que:
- têm ainda «seis décadas pela frente»
- «tirem um ano de Sabática, para VIAJAR, conhecer MUNDOS OUTROS (mesmo, ou num Trabalho, ou num VOLUNT»]
[tudo, por ontem ter lido sobre o Motivo, no Público, pp. 10,11 - «Depois do 12.º ano, uma pausa para viajar», artigo de  Graça Barbosa Ribeiro  - AQUI]

[SABÁTICO foi  o «ano mais feliz» de T. - já «fora da Idade» - (ainda que) a viajar só por DENTRO dos livros - os passeios pela Costa não contam - mas com (quase) tudo PAGO - quando os Mestres ainda não eram «Material DESCART.» - foi em 04 - 05 - Ontem, tão Longe]

terça-feira, 12 de março de 2013

«Ainda não» - Forte, António José

[quando T. «aportou» no Velho Palácio, Aldina já era uma VET - anos depois, por 03 - 04, timidamente - lá lhe pediu uma Rubrica na (re)edição de Obra de Forte, António José - com ilustrações da própria Aldina]

AINDA NÃO

Ainda não
não há dinheiro para partir de vez
não há espaço de mais para ficar
ainda não se pode abrir uma veia
e morrer antes de alguém chegar

ainda não há uma flor na boca
para os poetas que estão aqui de passagem
e outra escarlate na alma
para os postos à margem

ainda não há nada no pulmão direito
ainda não se respira como devia ser
ainda não é por isso que choramos às vezes
e que outras somos heróis a valer

ainda não é a pátria que é uma maçada
nem estar deste lado que custa a cabeça
ainda não há uma escada e outra escada depois
para descer à frente de quem quer que desça

ainda não há camas só para pesadelos
ainda não se ama só no chão
ainda não há uma granada
ainda não há um coração

p. 221, De palavra em punho Antologia poética da Resistência, José Fanha (Org.), 2004.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Fernando Lopes

Ontem. 16:50

Tinha terminado a «Função»;

- à porta, T. pediu a D. V., um dos «Especiais», neto do cineasta que Grande Leitor também foi, o exemplar de «FHL» que «usara» - quinta edição, de 1963

 - lá estava a Dedicatória, em caligrafia legível, dirigida «ao Fernando» [...]

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ler até ao fim




Já várias vezes T. leu, em entrevistas e crónicas, Pedro Rolo Duarte, jornalista,  relatar a «redescoberta» de Vergílio Ferreira - seu professor no Liceu Camões [...]

- agora [i. é, de 2010],  em vídeo, no «Ler Mais Ler Melhor» - «Livro da Vida» - a algum Qd.o «dará motivo para reflexão» certamente, espera-se
- quanto a «ir ler», isso é «outra história»

Portugal - de Ana Paula Inácio


Como vais tu morrer
em portugal
que te assenta de igual modo à camisola
que lavaste no programa errado;
Como vais vender os teus versos
ao preço da chuva
num país de cheias
e lágrimas fáceis;
Como vão as tuas palavras
arder no coração daqueles
que vêem as florestas
sucumbir ao fogo
todos os verões;
Como vais ficar em nada
como o gelo no whisky
no copo da mulher
que o teu marido ama;
Como vais, tu, abrir os braços
se só já tens penas
como o pobre Garção?

 Ana Paula Inácio, 2010-2011, Averno, 2011 ; transcrito de Resumo a poesia em 2011, 2011, Fnac (escolha de Luís Miguel Queirós)
 
 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tempo da Espera - Ana Paula Tavares

Ontem, 9 horas.

T. escreve o habitual poema na Tela do Vizinho da Frente - Mestre J. L., pintor, da «colheita de 55», tal como T. 

O Cercado

De que cor era o meu cinto de missangas, mãe
feito pelas tuas mãos
e fios do teu cabelo
cortado na lua cheia
guardado do cacimbo
no cesto trançado das coisas da avó

Onde está a panela do provérbio, mãe
a das três pernas
e asa partida
que me deste antes das chuvas grandes
no dia do noivado

De que cor era a minha voz, mãe
quando anunciava a manhã junto à cascata
e descia devagarinho pelos dias

Onde está o tempo prometido p'ra viver, mãe
se tudo se guarda e recolhe no tempo da espera
p'ra lá do cercado

Ana Paula Tavares (1952;-), Dizes-me coisas amargas como os frutos (2001)
[transcrito da p. 26 da edição da Caminho, de 2010 - conjunta com A cabeça de Salomé)

a) sempre paciente com T., J. L. leu o poema [para uma Plateia algo «pasmadita», diga-se]
b) informou da coleção de «provérbios nas tampas das panelas», próprias de [...] angolanas, a ver no Museu de Etnologia

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O POEMA - João Miguel Fernandes Jorge

a) «de resposta fácil»

b) «que não cabe no teste»

c) «que não faz rir a maioria»

«Três em Um» - por A. Eus - AQUI

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ana Hatherly

[quando T. foi aluno de A. H. - por duas vezes - na NOVA, tinha a mesma regressado há pouco tempo dos Estados Unidos - ]

[chegada mais tarde a estas Lides, a Outra Mia conseguiu visitá-la, há dois anos]

- além de prof., ensaísta, poeta e artista plástica (e «o mais que se não diz» em tão curta Nota) está hoje na «Ordem do Dia» - no Teatro Nacional de D. Maria II, com a inauguração de uma Exposição e a leitura de textos seus por  [...]

domingo, 24 de fevereiro de 2013

CASANOVA (por Mega Ferreira)

[A. Eus é uma das (duas) Almas Generosas que tem a paciência de «visitar» as «brincadeiras» de T.]
- «oficial do mesmo (desgraçado) Ofício», tenta afanosamente educar os Qd.s, tentando que comecem a Ver Outros Mundos - os da LIT, pelo menos -  «mais desprendido» será T.]

Silenciosa em sua Casa, já há dias, calculou T. que estaria «noutras leituras»
- e reapareceu -  tendo-se dado ao trabalho de colocar alguns Recortes da obra mais recente de Mega Ferreira - calcule-se, uma «revisitação ficcional de um dos Grandes Mitos» [mas «do século XVIII», veja-se lá]: Cartas de Casanova - Lisboa, 1717

[bem bom, numa Fase - que já não deverá «inverter», em que T. está de VERBA ZERO para o Vício]

Começa assim a E.:
 
«Em Mafra, ficaram os Meninos surpreendidos com os amores freiráticos de D. João V, tão longamente íntimo da Madre Paula, abadessa do mosteiro de S. Dinis, em Odivelas. Não é fácil imaginar outras épocas, em que os papéis sociais e os afectos se distribuíam duma forma muito diversa da actual. »
 
RECORTES AQUI

domingo, 17 de fevereiro de 2013

«OMÃI e PULUS» ou Ricardo Araújo Pereira + Nuno Bragança

T. já tinha «passado os olhos» pela crónica de R. A. P., datada de 7 de Fevereiro, na Visão - a ler, na íntegra              - AQUI

Mas só há pouco, emel recebido de uma atenta leitora,  voltou a  lembrar -se:
- a expressão inicial do título é de Nuno Bragança, de A noite e o riso -

Recorte daí, então:
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            Um dia peguei em uma caneta, em um tinteiro e em uma folha de papel, e fui sentar-me a uma pequena mesa em um pequeno gabinete, e escrevi no alto da folha e em letras grandes:

U OMÃI QE DAVA PULUS

             Depois chupei o rabo da caneta, que sabia a lavado e a polido, e escrevi por baixo e em letras pequenas o seguinte:

                               U omãi qe dava pulus era 1 omãi qe dava pulus grãdes                               El pulô tanto qe saiu pêlo tôpu.

                           Isto feito, levei o papel ao meu tio Maurício, que estava sempre a ler jornais. O tio Maurício olhou para o meu escrito e foi-se embora com ele sem me dar palavra. Dois dias mais tarde reuniu-se o III ConselhodeFamíliaporcausadoPequeno.

Nuno Bragança, A noite e o riso, Lisboa, Moraes, 1.ª ed., 1969, p. 19

[encadernada, oferecida pelo C., já retirado - de HCA -um «suave» Veterano da G. C. - , de uma vez em que fez obras e arrumações em casa]

[«acrescento», a 7 de julho de 2015] - documentário, de 1989, da RTP («Grande Plano de ... Nuno Bragança»)  disponível no ARQUIVO da mesma ]