segunda-feira, 25 de maio de 2015

Cavalos brancos (Lenda dos) - Manuel Alegre

Bairro Ocidental = Sentimento dum (Novo) Ocidental ?

- Deste livro  de Manuel Alegre, de 2015 - já lido - um poema muito referido será «Resgate» -  que pode ser ouvido na voz de Luís  Gaspar, no seu  «persistente» Estúdio Raposa

- transcreve-se outro [...]

LENDA DOS CAVALOS BRANCOS

Cavalos brancos me levaram
por ti por mim se perderam
e nunca te encontraram
e nunca me trouxeram.

Noite a noite galoparam
noite a noite me perdi
cavalos brancos me levaram
sem nunca sair de aqui.

Desertos lagos de sal
vales e montes atravessaram
ilhas azuis de coral
cavalos brancos me levaram.

Por sobre as águas passaram
sobre a espuma e a areia ardente
e nunca chegaram 
ao país ausente

Um era acaso outro vento
galoparam além de mim
cavalos brancos de dentro
com eles fui e não vim.

Sempre de mim para ti
nunca nunca te encontraram
noite a noite me perdi
cavalos brancos me levaram.

Manuel Alegre, Bairro Ocidental, 2015 (Maio), D. Quixote, pp. 31, 32

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Blimunda e Lilias, I - «Que nome tem vossemecê?» - (Hélia Correia)

- Lilias Fraser, tb. Peres, tb. MacLean...

- antes da última «Ronda» de Envelopes, C. retomou, na p. 140, a leitura há um ano interrompida - agora sem o «respaldo» da Força Jovem de Sempre Sorrisos - que por aí andará a «desbravar» caminhos univ....; 

- e lá «alcançou» Blimunda, a cerca de quatro páginas do final  (XVIII cap.):

Recorte(s): [sublinhados acrescentados]
        
       A mulher riu. Tinha um tão claro riso que Lilias julgou, por um momento, achar-se rodeada de crianças. No entanto, apesar do seu cabelo, ainda muito escuro, e do seu rosto, liso e moreno, onde brilhava a leve sugestão de emulsões orientais, vinha dela uma esplêndida velhice. Atravessara o tempo e convencera-o a separar-se dela para sempre. Olhava para Lilias com firmeza, como quem dá o último retoque numa obra que honrou a expectativa.
      O quarto era pequeno e abafado, de tectos muito baixos, em abóbada. A luz esvoaçava entre as paredes, desenhando arabescos com as asas. Lilias soerguera-se do enxergão, levantada pelos olhos da mulher. [...]
        A mulher disse:
        - Comes e descansas, porque essa fuga não acaba aqui.
        E levantou-se. Usava trapos grossos e sobrepostos. Isso não lhe dava o ar de uma mendiga. Olhava o lume. Lilias viu o sinal manchar-lhe a face, que era a face direita, a do poder.
        - Como te chamas?
        - Lilias Fraser, madam.
       A mulher acercou-se novamente. A sua voz cantada enchia o ar como se ressoasse numa igreja. «Perdeste muito sangue. Amanhã vejo se a criança está viva na barriga.»
       Lilias extinguia dentro de si mesma a vigilância de que precisara para fazer o caminho até ali. E aquela fraqueza que a tomava, em vez de a assustar, trazia o embalo da sua infância ao colo de Margaret. «Que nome tem vossemecê?»
      - Blimunda - disse a mulher - Blimunda Sete-Luas.
      - É um bonito nome - disse Lilias. Quis pegar-lhe na mão, porém Blimunda já não estava a seu lado. O próprio fogo se tornara invisível, devagar. [...]


Hélia Correia, Lilias Fraser (2001), 2.ª ed., Relógio D'Água,  2002, pp. 279, 280



domingo, 17 de maio de 2015

Cantar de Amigo - Ana Luísa Amaral

[para M. M. M. (A.), que se «encantou» com o Género, criando uma Joia «para»  C. de A. de D. Dinis, de «Incipit» " - Amigo querede-vos ir" 
- AQUI e AQUI- «YT» (versão musicada e cantada)]

Revisitação do Género em poema do recente livro de Ana Luísa Amaral, que «dialoga» com o mais «conhecido» texto do «Cancioneiro Dionisíaco»... -

[Transcrito incompleto]

PEQUENO CANTO DO AMIGO

Ay mar, ay mar tão escuro e fundo,
se sabeis novas do meu amigo, 
ai mar e u é?

              Sem novas, minha amiga,
             que o mar desta cantiga
             é onde o vosso amigo:

Ay tempo, ay tempo tão sustido,
se parastes ao ver o meu amigo, 
ai tempo  e u é?

              Sem novas, minha amiga,
             que o mar desta cantiga
             é onde o vosso amigo:

Ay canto, ay canto tão parado,
deixai-me pelo menos 
ficar do meu amigo
algo lembrado

[...]


Ana Luísa Amaral, E Todavia, 1.ª ed., Assírio & Alvim, 2015 (Abril), pp. 49, 50



terça-feira, 12 de maio de 2015

Livrónicos

[em 95, na P. da P., C., então D.,  foi a Salzburgo - F. de S. «alargado», como prémio «ganho» no Concurso «....» (não se lembra do nome...) + M. L. C. ...
+ A. C. (e a irmã), então uma jovem licenciada...]


[um pouco antes de 05, durante o M., reencontrou-a, na Fac. de L. - já como Prof. Univ.,  Lit. Medieval...]


[agora, em 15, A. C. surge «à frente» da «Bibliotrónica» - Plat. onde são «alojados» «Livrónicos» ...                    AQUI

Mapa da manhã

[«Verão em pleno Maio»; dia em que o 3.º Bloco foi para C. Branco...; logo, com mais tempo..., C. passou pela Bert., para «reservar» os P. C., de H. H., a sair na sexta...; «Mexicana» fechada...; na «R. D». (na J. XXI), um dos sócios informa que foi «tomada» pela Carc.; ...         quanto à «N. L.», em Alvalade, foi «Insolvência»...]

Well