segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O inédito de sábado (Inesiana)

Poema ao sábado                 Inédito 


Soneto de formol de D. Pedro
para D. Inês de Castro


Não é por ainda te amar
que te coroo depois de morta:
tivesse-te amado um pouco mais
e talvez a casa tivesse sido velada,
e tu coroada rainha em vida
para que todos os homens
te admirassem enquanto eras bela,
e não agora que és só um cadáver.
Trouxe-te à superfície não porque te amo,
mas porque te amei na minha euforia;
desenterrei-te não para te dar vida,
mas para me conformar que estás morta,
e quero que todos os homens te chorem
para que não me fuja essa certeza.

David Teixeira
David Teixeira nasceu em 1990, em S. Pedro do Sul. Tem um livro pronto a editar, que se intitulará Pródromo. O poema que aqui se transcreve é o primeiro que publica.
Público, P2, 24-12-2011, p. 9

 







sábado, 3 de dezembro de 2011

Mário de Carvalho, a vastidão do Vocabulário «Chunga»», por RAP


Em 28 de Outubro, na Fnac do Chiado

(quem também «fala à bandido» são as Pers. de Rubem Fonseca, relembre-se)

Clarice - por Moser

[G. foi ali à Zamb., num «instantinho»;
 aldeia sem as «chusmas» de Verão;
Mar de Inverno com Sol ]