domingo, 17 de fevereiro de 2013

«OMÃI e PULUS» ou Ricardo Araújo Pereira + Nuno Bragança

T. já tinha «passado os olhos» pela crónica de R. A. P., datada de 7 de Fevereiro, na Visão - a ler, na íntegra              - AQUI

Mas só há pouco, emel recebido de uma atenta leitora,  voltou a  lembrar -se:
- a expressão inicial do título é de Nuno Bragança, de A noite e o riso -

Recorte daí, então:
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            Um dia peguei em uma caneta, em um tinteiro e em uma folha de papel, e fui sentar-me a uma pequena mesa em um pequeno gabinete, e escrevi no alto da folha e em letras grandes:

U OMÃI QE DAVA PULUS

             Depois chupei o rabo da caneta, que sabia a lavado e a polido, e escrevi por baixo e em letras pequenas o seguinte:

                               U omãi qe dava pulus era 1 omãi qe dava pulus grãdes                               El pulô tanto qe saiu pêlo tôpu.

                           Isto feito, levei o papel ao meu tio Maurício, que estava sempre a ler jornais. O tio Maurício olhou para o meu escrito e foi-se embora com ele sem me dar palavra. Dois dias mais tarde reuniu-se o III ConselhodeFamíliaporcausadoPequeno.

Nuno Bragança, A noite e o riso, Lisboa, Moraes, 1.ª ed., 1969, p. 19

[encadernada, oferecida pelo C., já retirado - de HCA -um «suave» Veterano da G. C. - , de uma vez em que fez obras e arrumações em casa]

[«acrescento», a 7 de julho de 2015] - documentário, de 1989, da RTP («Grande Plano de ... Nuno Bragança»)  disponível no ARQUIVO da mesma ]