quarta-feira, 27 de maio de 2026

«Hoje, 3 de Maio», Patrícia Portela

 - [a 3 de Maio de 26, domingo, R. esteve em Coimbra, com o «Clã JJ»...]; [começado ontem, no H. da Luz, seguindo o percurso-proposta «C», de índice na p. 31]

RCORTE(s):

       O Museu do Prado continua às escuras. Apenas a luz excessiva de um quadro sobre uma noite tão sombria se mantém acesa. Uma luz que não vem do céu, nem da fé, nem do progresso nem do disparo de uma arma. Uma luz oferecida pelo pintor dos olhos gastos e zumbido permanente nos ouvidos.
      Ao fundo do quadro, na catedral e no palácio real não há vivalma.
    Ninguém guarda o reino. Ninguém cuida da cidade ou das almas. Ninguém defende, ninguém protege. Sem anjos que guardem ou deus que proteja, o nevoeiro denso provocado pela pólvora que fica no ar arrefece cada aposento real e cada lugar divino, provocando uma corrente de ar que faz assobiar as janelas mal calafetadas e torna insuportável o chiar das dobradiças mal oleadas das portas nos corredores do palácio e da sacristia. [...]
     Cá fora, de mãos no ar e contra a parede das catedrais e dos palácios reais, os condenados são revistados por homens obedientes que vivem tão longe da praça do fuzilamento que nem sabem de quem são as ordens para matar, mas têm fome ou têm medo ou só têm filhos e, por pouco dinheiro ou à força de chicotadas, confiscam as tesouras, as navalhas, as panelas, as colheres de pau, os paus, as pedras, as pás, as enxadas, em suma, as armas de querrilha que confirmam a sentença de morte comum. [...]

                                            Patrícia Portela, Hoje, 3 de Maio, pp. 193-194 

[de «O sono da razão produz a Europa», «Descrição do Espaço, III»]

[Excerto, na «Visão», a 16 de Maio]; [entrevista, a 18 de Maio, em «A ronda da noite»] 

sábado, 23 de maio de 2026

Calor mosquito e poeiras

 - farto do combate contra as ondas de mosquitos - negrejavam, nas paredes da varanda traseira...- lá regressou R., na onda de  calor do final da tarde de ontem, com as poeiras, que constantes se vão tornando... [e ainda Maio não terminou...]

terça-feira, 12 de maio de 2026

«Alentejo», Elisa Costa Pinto

ALENTEJO

E se de tanto se alongarem
os olhos se perderem
alguém os encontrará.

Elisa Costa Pinto, Contra corvos, 2026, p. 15

domingo, 10 de maio de 2026

Abril em Maio no Rugido

 - [após Coimbra, Jone, 42], fresca Primavera no Rugido, ao 5.º Dia da 2.ª Estadia de 26 [chuva, vento, sol em alternância...], mas depressa os Caminhantes avançam sempre [pelo «Trilho dos Pescadores» (???), imensos, desfilam, guiados pelos TLM, «atestados», já o sol vai alto...: logo, só ficam na Zmab por uma noite...]; 
- avança-se devagar na leitura de Pão de Anjos [na p. 152, de 314...] - RECORTE AQUI;
- de resto, grande Invenção, para a Zmab, quer o «ABnB», quer o «BKing», quer a Via TRAD.al...; no «C», todos deixam bater com estrondo a porta da Rua; Well...