[25.º Dia da 4.º Estadia...]; J. veio com o Clã e trouxe o novo livro de J.B, do qual R. já leu a maioria dos «curtos». Nesta recolha de textos narrativos variados - [muitos com pendor ensaístico] -, J. B. «regressa» a Porto Pim, em dois deles. - [o conto de Tabucchi saiu a D. em teste de I. aos E. Lit.os, 1.º ano da FAC..., com a então Jovem M. C. L.]
RECORTE(s):
[...] É a narrar que nos construímos e reconhecemos, com um nome para ti e para o lugar onde nasceste, memórias coloridas de infância, anos de conquistas e perdas, aprendizagens e recorrências, e um certo número de braçadas que cada um de nós teve de dar para aqui chegar. Somos feitos de histórias. E do seu avesso: quando contas a história desta ilha, falas de um pedaço de terra rodeado de água por todos os lados ou do lençol de água interrompido por terra? É o oceano que abraça a ilha ou é a ilha que está cercada? É o mar que invade este porto ou é este que avança para seduzir a água que passa? Que (se) conta em Porto Pim?
[...] Entre aquelas mulheres sentadas na esplanada, há uma que se apresentou com um nome falso. Não por maldade ou vício mas para se proteger de uma fraude que envolve alguém com nome idêntico e um desfalque de milhares de dólares em criptomoedas. Ela decidiu velejar o mundo sob pseudónimo até o equívoco se dissipar. [...]
[...] Entre aquelas mulheres sentadas na esplanada, há uma que se apresentou com um nome falso. Não por maldade ou vício mas para se proteger de uma fraude que envolve alguém com nome idêntico e um desfalque de milhares de dólares em criptomoedas. Ela decidiu velejar o mundo sob pseudónimo até o equívoco se dissipar. [...]
Joana Bértholo, (do conto «O beijo Pim»), Do amor e de outros fantasmas, 2026 (Setembro), pp. 362-363
[OUTRO];