segunda-feira, 25 de maio de 2015

Cavalos brancos (Lenda dos) - Manuel Alegre

Bairro Ocidental = Sentimento dum (Novo) Ocidental ?

- Deste livro  de Manuel Alegre, de 2015 - já lido - um poema muito referido será «Resgate» -  que pode ser ouvido na voz de Luís  Gaspar, no seu  «persistente» Estúdio Raposa

- transcreve-se outro [...]

LENDA DOS CAVALOS BRANCOS

Cavalos brancos me levaram
por ti por mim se perderam
e nunca te encontraram
e nunca me trouxeram.

Noite a noite galoparam
noite a noite me perdi
cavalos brancos me levaram
sem nunca sair de aqui.

Desertos lagos de sal
vales e montes atravessaram
ilhas azuis de coral
cavalos brancos me levaram.

Por sobre as águas passaram
sobre a espuma e a areia ardente
e nunca chegaram 
ao país ausente

Um era acaso outro vento
galoparam além de mim
cavalos brancos de dentro
com eles fui e não vim.

Sempre de mim para ti
nunca nunca te encontraram
noite a noite me perdi
cavalos brancos me levaram.

Manuel Alegre, Bairro Ocidental, 2015 (Maio), D. Quixote, pp. 31, 32

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Blimunda e Lilias, I - «Que nome tem vossemecê?» - (Hélia Correia)

- Lilias Fraser, tb. Peres, tb. MacLean...

- antes da última «Ronda» de Envelopes, C. retomou, na p. 140, a leitura há um ano interrompida - agora sem o «respaldo» da Força Jovem de Sempre Sorrisos - que por aí andará a «desbravar» caminhos univ....; 

- e lá «alcançou» Blimunda, a cerca de quatro páginas do final  (XVIII cap.):

Recorte(s): [sublinhados acrescentados]
        
       A mulher riu. Tinha um tão claro riso que Lilias julgou, por um momento, achar-se rodeada de crianças. No entanto, apesar do seu cabelo, ainda muito escuro, e do seu rosto, liso e moreno, onde brilhava a leve sugestão de emulsões orientais, vinha dela uma esplêndida velhice. Atravessara o tempo e convencera-o a separar-se dela para sempre. Olhava para Lilias com firmeza, como quem dá o último retoque numa obra que honrou a expectativa.
      O quarto era pequeno e abafado, de tectos muito baixos, em abóbada. A luz esvoaçava entre as paredes, desenhando arabescos com as asas. Lilias soerguera-se do enxergão, levantada pelos olhos da mulher. [...]
        A mulher disse:
        - Comes e descansas, porque essa fuga não acaba aqui.
        E levantou-se. Usava trapos grossos e sobrepostos. Isso não lhe dava o ar de uma mendiga. Olhava o lume. Lilias viu o sinal manchar-lhe a face, que era a face direita, a do poder.
        - Como te chamas?
        - Lilias Fraser, madam.
       A mulher acercou-se novamente. A sua voz cantada enchia o ar como se ressoasse numa igreja. «Perdeste muito sangue. Amanhã vejo se a criança está viva na barriga.»
       Lilias extinguia dentro de si mesma a vigilância de que precisara para fazer o caminho até ali. E aquela fraqueza que a tomava, em vez de a assustar, trazia o embalo da sua infância ao colo de Margaret. «Que nome tem vossemecê?»
      - Blimunda - disse a mulher - Blimunda Sete-Luas.
      - É um bonito nome - disse Lilias. Quis pegar-lhe na mão, porém Blimunda já não estava a seu lado. O próprio fogo se tornara invisível, devagar. [...]


Hélia Correia, Lilias Fraser (2001), 2.ª ed., Relógio D'Água,  2002, pp. 279, 280



domingo, 17 de maio de 2015

Cantar de Amigo - Ana Luísa Amaral

[para M. M. M. (A.), que se «encantou» com o Género, criando uma Jóia «para»  C. de A. de D. Dinis, de «Incipit» " - Amigo querede-vos ir" 
- AQUI e AQUI- «YT» (versão musicada e cantada)]

Revisitação do Género em poema do recente livro de Ana Luísa Amaral, que «dialoga» com o mais «conhecido» texto do «Cancioneiro Dionisíaco»... -

[Transcrito incompleto]

PEQUENO CANTO DO AMIGO

Ay mar, ay mar tão escuro e fundo,
se sabeis novas do meu amigo, 
ai mar e u é?

              Sem novas, minha amiga,
             que o mar desta cantiga
             é onde o vosso amigo:

Ay tempo, ay tempo tão sustido,
se parastes ao ver o meu amigo, 
ai tempo  e u é?

              Sem novas, minha amiga,
             que o mar desta cantiga
             é onde o vosso amigo:

Ay canto, ay canto tão parado,
deixai-me pelo menos 
ficar do meu amigo
algo lembrado

[...]


Ana Luísa Amaral, E Todavia, 1.ª ed., Assírio & Alvim, 2015 (Abril), pp. 49, 50



terça-feira, 12 de maio de 2015

Livrónicos

[em 95, na P. da P., C., então D.,  foi a Salzburgo - F. de S. «alargado», como prémio «ganho» no Concurso «....» (não se lembra do nome...) + M. L. C. ...
+ A. C. (e a irmã), então uma jovem licenciada...]


[um pouco antes de 05, durante o M., reencontrou-a, na Fac. de L. - já como Prof. Univ.,  Lit. Medieval...]


[agora, em 15, A. C. surge «à frente» da «Bibliotrónica» - Plat. onde são «alojados» «Livrónicos» ...                    AQUI

Mapa da manhã

[«Verão em pleno Maio»; dia em que o 3.º Bloco foi para C. Branco...; logo, com mais tempo..., C. passou pela Bert., para «reservar» os P. C., de H. H., a sair na sexta...; «Mexicana» fechada...; na «R. D». (na J. XXI), um dos sócios informa que foi «tomada» pela Carc.; ...         quanto à «N. L.», em Alvalade, foi «Insolvência»...]

Well

terça-feira, 28 de abril de 2015

Desconhecida («Ex-AA»)

[manhã: localizada a «pequena» J. J., filha de A. Isa. Per. - colega da FAC,  num dos  Bl. de J. P.]

- pelas 13 e 30 [enquanto o 1.º Bloco se ocupava do «M. do C.»...],  apareceu no topo da escada junto ao Quad. 502; «Colorida», magreza que disfarçava bem a Idade, com um capacete na mão... Romagem de Saud...]

- disse que: «fora Qd.a no início da década de 80»; «frequentara «CER e MET» (A.s do Fogo?); «é professora, da área, no Superior»; «os filhos não  tinham seguido A...»; «viera buscar um CERT. (???)...
- foi curta a conversa, pá...


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Mapa da Tarde

- Em final de tarde quente (demasiado, para a época) cumpriu-se a tradicional Visita ao Chão (coberto de Mato) de General Z.

- Silêncio. Secura, já Extrema.  Canto do Pássaro e do Vento.

- Desta vez, dando boleia ao 
sr. A. (92, o da «raizinha») e à dona S. (86) (referenciados em agosto de 2013)

- Deu para «cansar»

Well

terça-feira, 31 de março de 2015

Eça, por Campilho (Matilde)

REcorte de O Mandarim, lido por Matilde Campilho - (livraria Cultura, «Minha Língua minha Pátria»)

via  Casa do Público
 
(ver também outros vídeos associados)

terça-feira, 24 de março de 2015

MAPA DA TARde

15:00

C. T. do 4.º Bloco [C., como Estrangeiro, silencioso, sempre, 2 longas horas...]
- protagonistas, 2, pormenores, «milhentos, narrativas, «tenebrosas» [UI!]

17:00
C. T. do 3.º Bloco: - o oposto

Aleluia

Ala para o Rugido (espaço do Grito silencioso, no momento da «liberdade necessária»)

segunda-feira, 23 de março de 2015

MAPA DO DIA

[corredores frios; os gritos das S. A. O. não chegam para os aquecer; os das Neof., por ser Pausa, são agradável ausência....]

[- C. T. do 2.º Bloco - lento. lento, com os Impress. do costume...]

- quase tradição, levar título recente para tais Quad; 

- neste  caso, Fim, primeira ficção de Fernanda Torres; 
M. N. - sentada à direita de C. [com a Servidão humana, oriunda de Eli, ao colo...] - «apropriou-se» e não o largou mais, sorrindo enquanto lia...

Well

sábado, 21 de março de 2015

8 poetas, 8 poemas

8 poetas, portugueses, dizem 8 poemas de diversos autores, nacionalidades, épocas...

no Dia Mundial de 2015,

vídeos em endereço do D. de N. : AQUI 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Alma

«O que é que lhe dói? Se for a alma, não tem remédio»

- uma vez publicada = «morta» - a expressão não voltará a ser usada...

[ terminados os Envelopes,  é tempo de «amendoar» as P. - mas, sobretudo, Tempo de «uso pessoal», enquanto se prepara a «Fuga para o Rugido» -]

Aleluia

domingo, 8 de março de 2015

Tratado da Mão

Sofia Arriscado - DAQUI

Envelopes + 11 portugueses «à Frente» do (seu) Tempo

Com o tempo «reduzido» pela Montagem da última série de «Envelopes», C. não tem tempo para «leituras de Prazer» e, ou, de «actualização»[...]

- por isso só «sobrevoou» este Painel do Público - com 11 Nomes «Fora do Tempo» - a maioria Cientistas, porque será? -   no suplem «2»  ou     AQUI

- ontem à noite, um dos dois Cient. de visita ao Galhardo (Princeso + C. B.) falava dos Teimosos - que caracterizava como «(Núcleos de) J. de A. Q. que resistem a Emigrar...» [também há por cá disso...]

Aleluia

segunda-feira, 2 de março de 2015

AutoMelPsicoGrafias

AutoMelPsicoGrafias - «Esculturas Fotográficas Escorridas a Mel»

- C. sai, desta vez, das Casas Lit., para uma Fotog. -  de Blake Little - que, na «Série» ou Monografia «Preservação», deixa qualquer um em «Estado pegajoso» [só de Ver...]

- video com fotos e  «explicações» - AQUI - 



- Chegou-se lá  pela notícia - «Corpos de Mel» - na Casa do DN - AQUI

domingo, 1 de março de 2015

«Saudade Burra» [F. A. P.]

- foi na sexta; cumprindo essa espécie de  «quota anual»,  lá foi o Quadrado «invadido» pela poesia de F. A. P. [...] 


- e, desta vez, também se mostrou um Recorte do DOC. de Nuno Costa Santos, de 2012 (RTP 2)

- enquanto a «Santa» o permitir... - a «OuVer», no «YouTu»:

https://www.youtube.com/watch?v=XBPTFsOSBxw

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Cavafy + Pessoa

- «The Night Fernando Pessoa Met Constantine Cavafy (2008)»
- documentário legendado em inglês:

no «YouTu»

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

da «Santa» a Livro - Ana («de Amsterdam») Cássia Rebelo

- [tem sido, desde que C. [...],  lá por 0910, uma das leituras ...] 

 - «Autobiografia + Diário + Ficção» - de preferência, como neste caso, num Tecido literariamente elaborado - faz agora, de certo modo, «o caminho inverso» - passa a «objeto-Livro», hoje lançado

A editora (Quetzal) «disponibiliza», na «Santa»,  as primeiras páginas - AQUI

- artigo - entrevista no  Público , de Hugo Pinto Santos - AQUI
- crítica, do mesmo, AQUI

«Azuis» - Rosa Maria Martelo

- C. - relembre-se, «Máscara quotidiana» de D. -  «declara-se dispensado» de «máscaras com data marcada...»
 - por isso, em Dia de «Tintas-Cheias» [...], escolhe a «Cor» - para Ele, o AZUL
- o «Azul», de R. M. Martelo:

1.

Não sei se o fio do horizonte separa ou junta dois azuis. Faz rimar azul com azul, mas é talvez falsa, essa rima. O finito e o infinito, e ao meio uma só linha a cerzir azul com azul. Céu e mar não rimam, e no entanto haverá rima mais perfeita? O mar, e depois dele o outro azul (que às vezes parece negro), assim por esta ordem. Ou é apenas falsa rima, a esconder, noite com noite, uma outra noite maior e mais dispersa? 

2.

Acima da luz da rua e do ladrar dos cães,
depois do dia, antes da noite, e durante muito pouco tempo,
o azul urbanizado concentra-se em mais azul. O céu fica mais alto
e mais fechado, artificial como um palco iluminado, e brilha
para depois escurecer. Sob este azul que não há na natureza
voltamos para casa, como em certos fins de tarde
muito antigos sob outro azul,
no campo, ligeiro e transparente. Mas é este, o nosso azul.
Reflectido a luz eléctrica, tem qualquer coisa de gordura, de petróleo,
é untuoso e pesa. E mesmo assim, aquece
como a gola levantada de um casaco de inverno.


Rosa Maria Martelo, «Azuis», Relâmpago, n.º 31, 32; transcrito das pp. 138, 139, de  Resumo - a poesia em 2013, 2014, Fnac, Documenta

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Surpresa (Visita) - «Ex-AA»

- «à despedida», mostrou um exemplar de um dos livros de Mia Couto, como «prova« de [...] e «remate» de uma gratificante visita.... [e «o Resto não se diz...»]

- «apresentou-se» pelas 15 e... ;«anda pelos» 25...; estuda «nas C....»; pertenceu ao Bloco de 0506 que marcou o 1.º ano no Paraíso de A. S. [já «retirada», entretanto...]
- [levou C. a «rever» imagens de um ano especial, posterior à «Sabática»...]
- [também foi referida J. N., a que inventou o Nome de A. [que durou vários anos...] para o então D.

- C. não percebeu bem «ao que veio» a M. , mas certamente «será esclarecido» na próxima...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Saudade(s) - (do Paraíso 1314)

- deve ser «caso raro» - pouco mais de 6 meses depois - declararam-se S.

- (em frente do «502») -  lá estava o «Bando das  4» - [M. P. + C. L. + «Sempre Sorrrisos» (ou B. Bilr.) + M. Cz.- tão diferentes - mas todas Univ. e contentes com as suas «Escolhas» - todas repetindo que o «Ritmo» obtido no Palácio lhes dá larga vantagem... »         [pois, das (poucas)que levaram S. «a sério»...]

- «em férias de semestre», declararam «ter lido desalmadamente»....mas «tudo coisas das suas novas especializações...»

- «atrasada», C. L. trazia 1984, de Orwell, «carregado de marcas coloridas»... [e disse «que vai Ilustrar um... e que, para o ano, vai para a Escócia....»]
Aleluia

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Berlim (do Paraíso 1314 a)

D.A., por ora, é dos «que vão voltando...» - em «férias de Semestre» - cursa Eng. de Som, em Berlim

- [Qd.o de ADV, do ano passado, foi com ele o «tropeço saramaguiano» AQUI registado 
- disse que «já aprendeu a dar o devido valor à língua portuguesa»
tão rápido», proferiu a Face «carraça» de C....]

- estava na Ágora do Palácio, alvo de solicitações ... - não houve mais que dizer

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

«Ei-los que partem», «ei-los que voltam...» - «Ex-AA»

[M,.do famoso Bloco Cont. de R. B. e M. J., por ex.]
 Veio saber se, para se candidatar à Luso - U., precisa de «repetir» Ex...; C. deixou-a lá em baixo, à espera de CrisSap,,..

Regressa, após Estadia em Londres (curso de Ilust. + trabalho...), dizendo-se «desiludida com o CLIMA,  a mentalidade, o modo de vida, o Quotidiano...»

[peq. e mag., pareceu, a C., que «abanava por todo o lado...»]
  
[Calma, M., só tem 20, ou «mais de 50, pela frente...»]

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Rugido - MAPA do Dia

Terceiro dia, de dez -  com Sol - de quarto Natal no  Palácio dos Aranhiços.
Aldeia deserta, como sempre, em tal Qd.a
 
A Solidão de que C. (e D., já agora) tanto gosta - nem precisa de «gritar para o Rugido», como disse a D. M. A. (Qd.a da «Terra das 3 Mentiras», «temporariamente»  no Palácio 1415)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Almada inédito

ANTONIO COTRIM/LUSARecortes de artigo do Observador - DAQUI:
“Almada Negreiros: O que Nunca Ninguém Soube que Houve” é o título desta exposição [...] o nome [...] remete para o título de um livro de artista, aqui mostrado pela primeira vez, criado por Almada Negreiros entre 1921 e 1922: “O Pierrot que Nunca Ninguém Soube que Houve. História Trágica Ilustrada com Sol e Palmeiras”. [...] Livros de artista, ensaios caligráficos e de paginação, tipografia, manuscritos, desenhos de ilustração e pinturas integram esta mostra, que dá uma atenção especial à revelação de um vasto conjunto de inéditos, artísticos e bibliográficos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

«Tratado das Mãos», «autopsicográficas»

Com as Mãos «aprisionadas» na Montagem da «obrigatória» Empreitada da «2.ª Volta 1415 dos  Envelopes», C. «sente-se pensando» assim:


CHRISTIAN HARTMANN/REUTERS - Público, 08 - 12 - 2014, p. 39 - legenda omitida, «deslocando» a imagem do contexto futeb. para [...]

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A Raposa e o Pincipezinho

Diz o Principezinho para a Raposa:
- Então, vens ao «Ritual», à Feira dos «80», na quinta-Feira?
Responde a Raposa:
- Estás Louco! Os Batucadores vão atirar «para o Ar» e ainda apanho com alguma «baqueta perdida»;
na Quinta, vou passear para o "Escondidinho do Quinto" (Envelopes, «2.ª volta»..., pois) 

(«Presunçoso», «desmancha-prazeres» - ficou o Princ. a «baquetear»....)

sábado, 29 de novembro de 2014

«Operação ao cérebro» - Fátima Mendonça

Fátima Mendonça, «Cura - Operação ao cérebro», 2014, aguarela e lápis sobre papel, 28x38 cm - outras «operações (d)escritas ao Cérebro» no endereço da  Galeria 111, até 31 de Dezembro - VER: AQUI

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

G. G. - Ex - AA - ou «Cada um é seus Caminhos» (Gedeão)

- até Fev., o «sufoco» dos «Contentores» - depois, o «Palácio 1011» - a Estrear -  Gabriel «fez a diferença», num Bloco muito Heter.
[por vezes, aparecia com tabuleiros de bolinhos caseiros, por ele feitos...]
 - depois, C. tomou-lhe o Nome «de Empréstimo» - ver AQUI
 
-  a convite de Mestre A. G., veio falar do «seu percurso»

- antes, disse a C. que «interrompera o curso de "...", para esudar MAT e entrar em «Gestão» (de «...» - C. já esqueceu) - diz que «está seguro dessa Mudança»
 
- Well
«Cada um é seus caminhos» (António Gedeão)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Era Lisboa, chuvosa


Foi ontem - chovia, muito - 
- a foto é de E. M.  - «Nome de Guerra» (A. N.): Eli 

[«bateu certo» - ontem, dia 1 de 365 = 60]

Well

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

MAPA DO DIA

Pelas 11 e 30. Quadrado 502.

«Não me Mate, que Eu não sou Fascista!»  [A. B.]

[«engraçado aparte» ou espécie de «Troco», que «divertiu» C. - a Criança que vai voltando a ser]

("Maria! Não me mates que sou tua mãe! "= célebre folheto de Camilo, de 1848)

sábado, 15 de novembro de 2014

«Sophia» (Mar de) + Ana Seara

[ Ana Seara compôs uma peça musical, de 8 minutos, «para» este poema de Sophia]
- no YT, «carregado» pelo «P3» (sup. do Público)

[também «amanhã», vista nas televisões]

FUNDO DO MAR

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.

 Sophia de Mello Breyner  Andresen, Poesia I, 1944 – transcrito da Obra Poética I, 5.ª ed., 1999, Caminho, p. 50

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Kely Barboza + Tancredo Ferrari (MAPA DO DIA)

[que Nomes!]

António Pedro. Cerca das 10.

Estão «porta com porta», onde, em tempos, eram (2 das) Lojas do Sr. Domin. - Madeiras, pois -  (tem a neta num 2.º Bloco do Paraíso 1415...)
- C. «apostou» com a General Z. [pois, pois,  deu   motivo para Conversa...] «quanto tempo se irão aguentar ...»
[pois, que estes cab. br. abrem (e fecham) (quase) «num abrir e fechar de olhos»...]
- [continuam abertos, a 2 de outubro de 2016 - Aleluia]

«A queda» (sobre) [«pensar - sentir»] - Gonçalo M. Tavares

[nos intervalos do último Envelope, já dá para voltar a Ler...]

Recortes da «Crónica», de hoje, de Gonçalo M. Tavares:

[...]
2.
Em que sítio do corpo se sabe? Saber é algo que vem do cérebro (vem-vai) - mas também do calor, do frio e da dor.
Saber a partir do impacto: um corpo forte vem contra o nosso corpo forte e ensina-nos . Aprender pela queda e pelo salto. Pelo salto vejo, pela queda sinto.  [...]
(Rastejar como forma de se pôr ao nível do chão, queda como o ato do mundo que nos coloca ao nível do chão. [...])
E de qualquer maneira isto: caio para me aproximar das coisas. Cair como método científico, correr andar saltar e cair.
Caio como quem vê pelo microscópio, caio como método de análise, caio para ver mais de perto, caio para ver de outro ponto de vista. Caio porque quero entender.
[...]
 
Gonçalo M. Tavares, «Sobre a Queda», Visão, n.º 1132, 13 a 19 - 11 - 2014, p. 10

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ricardo Reis + Lídia + CNB

Foto de Rodrigo de Souza + recortes da «Info» da Casa do Diário de Notícias:
São treze bailarinas dançando em movimentos geométricos e sincronizados. Os corpos habituados à rigidez dos movimentos do ballet clássico resistem a fluidez poética do ballet contemporâneo trazida por Paulo Ribeiro. [...]. E assim vai nascendo 'Lídia', o novo espetáculo da CNB para comemorar os cem anos da revista 'Orfeu' [...]
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio/Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos/Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas./(Enlacemos as mãos.) Assim começa o poema de Ricardo Reis que serviu de mote para a construção desta peça criada em parceria pelo coreógrafo Paulo Ribeiro e o compositor Luís Tinoco: [...]

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

SMT + MAPA DO DIA

[enquanto  General Z. [...], das 10  às 11, C. percorreu a Outonal Avenida -  «inventariando» mudanças [...] [na «Prada», impec. «fardada» de Negro, «Pat.» [a menina do anúncio da P. R. P....], com «perto de 40», ainda muito B. - do Bloco de T. A. - 92 - 93

- lá foi até à «SMT», - esquina da R. S. com a B. S. - fevereiro de 75 a abril de 78 (3, tantos anos) - outras histórias [...]
- tem agora uma ESP no declive... - a FUNC (cerca de 50 e tal):

- pode sentar-se na ESP, paga o mesmo [...]
- [C. «declinou»]
- está a fazer um «reconhecimento» da Casa?
- [....] [Silêncio]
- veio cá «matar saudades»?
- [...]
- muita gente vem cá para «matar saudades»!...
- a senhora é muito observadora, muito perspicaz...

[que mais poderia C. dizer - não estava «virado para confissões» - cada vez menos está]

domingo, 12 de outubro de 2014

Castelo Branco + «EX - AA»

- declarando-se, logo, «Albicastrense», C. L. (que realizou um dos melhores percursos, no ano passado, no QUAD. de C., então S.), enviou «Emel» [...]

- Recorte do mesmo:
 
[...] Eu a pensar que me tinha livrado do Português, quando chego à faculdade e me deparo com uma cadeira do dito cujo!  [...] [e o resto, logo o apagou C.]

 [esta coisa de as FAC introduzirem «cadeiras» de Port. nos primeiros anos, já deve ter deixado de «dar pano para mangas» há muito...]

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

[«Se não sabe, por que é que pergunta?»] + Mapa dos Dias + «EX-AA»

[sexta; pesa tanto]

- ontem, G. esteve no Galhardo, a «substituir os INT»; General Z.«resmungou», mas só até conhecer o Menino; 
- cá do Bairro, «anda pelos 32»;  «AA. », de 3.º Bloco, de D. de P., em 99-00;  LIC em «[...] de A. V.»,  2 anos como Prof., ano e meio de C. de MECAT., ........
«presta serviços» na área da ELEC. + CAN. + «o que for necessário [...] 
[= EMP. do «Biscate»?]

- hoje, pela hora do almoço, apareceu B., de 1.º Bloco em 07 - 08; após várias hesitações e mudanças, vai concluir «qualquer coisa em COMUN.»
 - falaram de João dos Santos [«Se não sabe, por que é que pergunta?»], que lhe «reapareceu» na FAC, e as referências a Odemira prometem Futuro [...]

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Dia 1 = 119 + 1 : MAPA ou «Facebook»

[dia em que C. «foi visitado» por «Sempre Sorrisos» + M. C.]

[Dia de calor podre, ventilado  a «correntes de Ar», ... ; dia em que, finalmente, Novos (e Novas) Rostos de M. se avistavam...]

[a  larga e comprida Alameda «afunila» numa porta «normal» e é sempre engraçado ver a «Massa» [que Rosto numa Multidão de Rostos que desfila?
(ainda) Compacta e POntual - a formar «Gargalo»]
 
[de Resto, nos Quadrados, todos os Rostos DESconhecidos  rapidamente passam a Familiares]

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Dia « - 1» = «Mulher dos sete...»

[enquanto o sr. DT «bemvindava» grupo Nórdico, Louro, Espigado, Bronzeado, o ex-sr. DT, à (em) frente de «Nova TRopa Fandanga»
(«Gritinhos», não tarda...),    Muito Familiar, retratava a Dona GTT como
«A Mulher dos Sete Ofícios (Instrumentos?)»
Ah, Valente!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Faz Fresco

[«Faz frio. / [...] Vibra  uma imensa claridade crua.» - Cesário, «Cristalizações»]

- cerca das 9 e 15;
- dia de outono; luminoso e fresco, visto que dois cantoneiros lavam as Ruas, em frente do Palácio 1415 (por ora, Deserto)

C. (para um deles):
«A partir de Quinta, podem vir todos os dias!»
[o sr. Cantoneiro sorriu.]

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

MAPA DO DIA + QUOTAS

- [último C. de T. - o do Bloco que, parece, «menos Rosa» será...;
talvez por isso, alguém alvitrou:
«é preciso preencher quotas neste C. de T!»]
- [com tanto H. (P. R. + D.F. + A. F. + A. P. + L. S. + J. J. + J. F. = 7 !) - alguns de «Naniz bem EMP.», conseguirá o «lado de lá» «fazer farinha»?...]

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MAPA DO DIA + «Ex-AA»

[diluviano dia, de Setembro, pelas 13 e ...;  pelo meio de bloco P.,  «irrompeu» B. M. R.,  - («semi-Homónima» de D, pelo «R»») - ; vinha buscar «peça de...»]
 
[oriunda de um décimo «Contentatorial», fez um percurso determinado, brilhante, sem ...]
 
[está no Porto, no 2.º ano de [...]; diz que «gosta da cidade»; acrescentou que «agora está tudo mais «nivelado», mas que, no início, com a «Embalagem» que levavam do Paraíso 1213, faziam A Diferença»;
Aleluia]

[não se deu conta de que, no Paraíso 1415, ainda não havia Infantes; boa distração]
[só Velhos e jovens «proto - CONT.», «condenados» ao  «volunt....»]
 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Facebook ou «as cores das MAÇÃS», II

[Antes de abrir o livro, («Somos UMA LANÇA em África»), o senhor DT apresentou «11 Faces Novas» ]                   - Jovens, poucas...
 - as Outras virão «aos arrancos», quando os Deuses...
- imagine-se então o Nível Etário das presentes...

- C. «fugia» da Ventilação Sofisticada = «correntes de AR» (que não «suporta»)

[Ah, as maçãs eram de diversas cores]

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A cor das maçãs

[reabertura do «Alpa»...] 9:45  - Pelo «Palácio 1415», [...] sempre «aluada», A. T. («H. Zero» em...),  julgava que o Ritual era hoje...
C.:«então, Dona GTT. [eterna GOV.], de que COR serão as MAÇÃS amanhã?
E C. «já se vê» como o da ILUST.
[ de Enric Vives-Rubio para a «peça»  «Estudos Gerais é um curso para curiosos inquietos», de Raquel Ribeiro, na «2», do Público de 14 - 09 - 2014, pp....]


quarta-feira, 11 de junho de 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

Fecho + «APAGA-APAGA»

- fecha, temporariamente, a Casa de Inverno (o «ALPA») reabre a de Verão (o «Peri»)
- cada vez mais S. «se agarra» a estes Ciclos, para [...] (« e o resto não se diz...) -

domingo, 8 de junho de 2014

junho, 8, letra pequena

[se fosse possível «suspender o tempo», S. fá-lo-ia «sobre» estes dias Iniciais de Junho
- «iniciais», porque, com o fim dos Envelopes,  são retomadas as   adiadas L.

[...] "ser Deus por uns minutos e parar o sol sobre Lisboa. Ora aí está a solução: parar o sol sobre Lisboa, parar o sol sobre mim" [...]
 
- Lobo Antunes, 2007 [...] («sobre» verso de Ruy Belo?) - a verificar  Ler mais: http://visao.sapo.pt/se-eu-fosse-deus-parava-o-sol-sobre-lisboa=f496957#ixzz342QoOoSO

- mais «complicado», o junho passado - houve a Pintura,  20 anos após...
[o senhor L. L. «oficiou» --- AQUI + AQUI] houve que deslocar [...]

sábado, 7 de junho de 2014

Pausa

E, ao terceiro dia de Pausa, já se conseguiu a Bolsa de Silêncio que permitirá [...]
[ontem, das 14 às 16 e 30, não foi fácil, a ouvir todo o habitual ARGUM dos aprend. de FEIT. que «pensam poder salvar o futuro de todos e de cada um»...; conseguiu-se, folheando a GRanta, n.º 3...]

é junho; vem aí o (próximo) «apaga-apaga» + fecho (temporário) do ALPA...

domingo, 1 de junho de 2014

MAPA DO DIA (da Criança)

[enquanto Princeso e C. não «cumprem o programado» - (eng...e «está tudo dito...»)]
[são os maiores vinte dias ... -  sair, sair... - aspirar «odores de tempo de Fronteira» - «sobre Tudo», regressar à Casa Verdadeira - a da Infância -

[é o que também faz A. Eus - após «largo interregno», na sua Casa - «CAsAs» - AQUI] [...] Já vivi em vários lugares, mas aquele que aparece como a Minha Casa é essa casa da infância da qual não guardo qualquer objecto.[...]

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Saramago e os Pequenos Leitores

«Por esta não esperava», S.

Alguns dos P. L. do 3.º Bloco deixaram «mesmo» para o Quadrado a leitura do «Final» - resistindo «a saltar»

M., a «DISC.» [«não percas a Rosa»] lança:
- «Ó M. , acha bem o Final, tão trágico e tão rápido, a modos que Seco?»

S.: «...»

["foi bonita a Tragédia", pá]

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Blimunda + Lilias + Hélia Correia + «Sempre Sorrrisos»

- «Sempre Sorrrisos» é B. B. - com ela estabeleceu  S. uma «parceria»: - ler, finalmente, o livro de Hélia Correia, que há anos esperava -

- começaram há cerca de 15 dias; «SS» está quase a terminar, S. «paralisado» na p. 79; ontem, no Quadrado, S. «fez batota» e avançou..., até "encontrar" Blimunda...         «SS», no seu, só seu, Est., «recalcitrou»...

RECORTEs: 

         [...] Anne por longo tempo se lembrou da criatura que se atravessara no seu caminho como um desperdício, um fragmento de guerra distorcido pela beleza de uns cabelos infantis. Pois, quando ela abortou e muito pano de linho foi necessário para lhe ensopar o sangue, a sogra e o seu próprio desgosto lhe diziam que Lilias lhe deitara mau olhado. [...]
      Muitas mais vezes Lilias viu mulheres que pareciam dissolver-se num líquido vermelho, perdendo todo o corpo devagar, até que delas nada mais ficava senão um nó de vermes sobre o chão. A sangradura começava-lhes no sexo, e a substância da vida ia-lhes escorrendo, ao longo dessa tripa, ia chamando pelo que já jazia e tinha o aspecto de um coração meio devorado pelas feras. Lilias olhava para a mulher que lhe sorria na iluminação da gravidez e nada lhe dizia, sabedora da inutilidade do aviso. Baixava o rosto e prosseguia, cada vez menos dada à compaixão. Porém, naquelas noites de criança, [...]

Hélia Correia, Lilias Fraser. 2002, Relógio D'Água, pp. 47 - 48

[1.ª ed: 2001; como é possível que um romance destes não esteja em «n+1» edição? Distração, certamente; pois se Também S.  levou 10 anos a «decidir-se»... VIva «Sempre SOrrriSOs»]

terça-feira, 20 de maio de 2014

Visitas...

Ontem. Átrio Central. Cerca das 16 e 30
[...] senhora de «30 e tal». [...] -I., uma das Qd.as de Bloco  de 00 - 01, FIN. de ADV, do Bloco  onde pontificou C. I. - um dos mais [...] ; DIR. de FOT., [...] [«Garden Films»...]
- erntre outras coisas, disse:

- «ter saudades dos  QUAD de S.» [?!]
-  ter trabalhado na V. de C.,  na área da ILUM [...]
- trabalhar agora em «Gestão de COND», em empresa familiar [...]  [é a Vida, diria o «Outro»...]
- quanto ao tópico «Emigrar», alegou que: «está tudo mau lá fora, também»; e acrescentou:
- «onde é que existe este nosso SOL?»

- «está bem, está bem, ó 31 Primaveras...»

domingo, 18 de maio de 2014

Saramago e a «prosa que ofende» [ou «tijolos e homens»]

Quarta, pelas 11, 4.º Bloco, numa daquelas «sofridas Corridas» pelo texto...

D. de A.: (mais leve, após o «desbaste capilar»): - M., sinto-me [penso-me?] ofendido por Saramago!
S.: ??? (aproxima-se)
D. de A. (mostra a página e lê): "[...] e a diferença que há entre tijolo e homem é a diferença que se julga não haver entre quinhentos e quinhentos, quem isto não entender à primeira vez não merece que lho expliquem segunda"
(e acrescenta) - já li isto várias vezes e não entendo nada...
S: (...) [!!!]

[de D.de A., não se faz Retrato algum, e «o resto não se diz...»]

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Leonoreta, não a (do poema) de Gedeão

Quando, em 92 - 93 (ano PROB),  S., então D. (já não muito Jovem...) «arribou» ao Palácio, a BIBLIOT funcionava numa sala do 3.º Piso [...]
Quem dela «cuidava» era L. L., já muito perto da APOS., após uma longa Carreira (sim, houve tempos em que existiu, a C.)
«Reaparece, agora, com perto de 85 (!) PRIM, com o projeto da Pub. das «Memórias».

AQUI [LUSA]

terça-feira, 6 de maio de 2014

MAPA DO DIA - Ex - AA

[cerca das 15 e ...]

- estavam as duas à porta do QUAD, em mais uma daquelas situações «não canónicas» - pretexto para o 1.º Bloco «chalacear» ( atividade em que mais se distinguem...)

- G. V. (um dos retumbantes sucessos da L. M., a PSI) e ....... - ambas pelos 23; a primeira com rebento de seis meses ao colo; 
- são agora colegas de trabalho na MULTI «P and B» - «vá lá, vá lá»

- foram dois (chamados) «casos difíceis» - «e o resto não se diz»

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Saramago: «O poeta quando jovem»

Retrato do poeta quando jovem

Há na memória um rio onde navegam
Os barcos da infância, em arcadas
De ramos inquietos que despregam
Sobre as águas as folhas recurvadas.

Há um bater de remos compassado
No silêncio da lisa madrugada,
Onde brandas se afastam para o lado
Com o rumor da seda amarrotada.

Há um nascer do sol no sítio exacto,
À hora que mais conta duma vida,
Um acordar dos olhos e do tacto,
Um ansiar de sede inextinguida.

Há um retrato de água e de quebranto
Que do fundo rompeu desta memória,
E tudo quanto é rio abre no canto
Que conta do retrato a velha história.

José Saramago, Os poemas possíveis, 5.ª ed., Caminho, Lisboa, 1999, p. 59           [1.ª ed: 1966]

quarta-feira, 2 de abril de 2014

BRANCO - Rosa (Maria Martelo)

[têm perguntado a S.: «então, já não invades QUAD.?»,  «a propor aqueles P.?»]
[tem respondido: «estou muito contido» ... [« e o resto não diz»]

[hoje, abriu uma excepção, no Quadrado de A. G. - de quem tanto [...] - 2 rapazes, 2, após anos de [...] - e escreveu na Tela, enquanto a Mestre procedia à AVAL, person., com o(a) INF (a) sentadinho à ilharga e tudo...]


Branco

Interessa-me o inconcreto branquejar
da roupa no estendal (o branco, não)

mais do que o peso da água, ver
que o nada não se vê na água a evaporar

na luz do tecido em contraluz interessa-me
o vazio suspenso do vazio
quando a roupa enforma ao vento e sobe
no arame, interessa o risco que sustém a louca nave,
os voos desabitados e a pequena hora de ninguém.

Rosa Maria Martelo, Relâmpago, n.º 31 / 32 [transcrito da p. 139 de Resumo - a poesia de 2013, fnac / documenta, 2014