quarta-feira, 2 de abril de 2014

BRANCO - Rosa (Maria Martelo)

[têm perguntado a S.: «então, já não invades QUAD.?»,  «a propor aqueles P.?»]
[tem respondido: «estou muito contido» ... [« e o resto não diz»]

[hoje, abriu uma excepção, no Quadrado de A. G. - de quem tanto [...] - 2 rapazes, 2, após anos de [...] - e escreveu na Tela, enquanto a Mestre procedia à AVAL, person., com o(a) INF (a) sentadinho à ilharga e tudo...]


Branco

Interessa-me o inconcreto branquejar
da roupa no estendal (o branco, não)

mais do que o peso da água, ver
que o nada não se vê na água a evaporar

na luz do tecido em contraluz interessa-me
o vazio suspenso do vazio
quando a roupa enforma ao vento e sobe
no arame, interessa o risco que sustém a louca nave,
os voos desabitados e a pequena hora de ninguém.

Rosa Maria Martelo, Relâmpago, n.º 31 / 32 [transcrito da p. 139 de Resumo - a poesia de 2013, fnac / documenta, 2014



«A P. da P.»

- é a mais agradável, a P. da P.;
- em dia [agora já GRANDE] de Sol e Chuva, desce-se ao CH;
- os ENVELOPES que esperem
[podem esperar]

- encontra-se aquela ou este - da COLH mais recente;
- levanta-se a cabeça, disfarça-se a falta de V;

Well

sábado, 22 de março de 2014

TRatado da Mão - Ana Jotta

Ana Jotta, 68, "a mais jovem das artistas portuguesas", ganhou o Grande Prémio EDP», por Vanessa Rato - foto de Miguel Manso - imagem obtida da Casa do Público - DAQUI

domingo, 16 de março de 2014

MAPA DOMINICAL = Palavra como «tentativa de tocar o ponto» (Pomar)

10:20; no dia, «segundo o S., dedicado ao Descanso», S. termina finalmente os TTI's. -   [com PINK F., em fundo, como sempre que precisa de «mobilizar» a F. do S.]

Quanto ao  poder da «palavra literária» - [...]

- [C. J., há dias, relembrou  artigo - reportagem sobre a (re)publicação da obra «de escrita» de Júlio Pomar - um «Ex-AA», relembre-se -, de que se transcreve o p. final:

Pomar não deixou nunca, porém, de escrever. “Queira-se ou não, faça-se o que se fizer, não se pode prescindir nunca da palavra, que é sempre a tentativa de tocar o ponto. O pintor dá muita importância ao visto, a uma catarse sobre o espectáculo da comunicação, mas não pode prescindir da palavra.”
na íntegra, AQUI

quarta-feira, 12 de março de 2014

MAPA DO DIA

[ainda «atafulhado» de TTI,s]

- (já sem a sua «criadora», R. P. P., 45 minutos de «Ouvir o S. a ler» - salvo excepções - o que trouxeram nem «qualificado» pode ser - 

- «Figuras do Tempo Desperdiçado» [enquanto «podem», porque não?]
Well

[M. S. continua a carregar, dia após dia, desde o  Bloco inicial, a M. M., de Thomas Mann, em edição «velhinha» (emp. por Eli) - vai na página 490]

[quanto a Samuel: Remington, (2013), de Jorge Listopad (1921; -) ]

domingo, 2 de março de 2014

MAPA DO RUGIDO

Violento, ventoso, Rugido. Aldeia deserta.
[Há pouco, reencontro com  P. M.-H.,  «ZMAB-dependente»,  agora no D. F. de L., «ultrapassado» que foi, pelos «Q.Z.P.», no regresso ao Palácio 1314]

[o Ideal para a EMPREIT. dos Envelopes; e a APN ajuda: às sete, saltar;
- há dias, no GALH, o F. do 4E, de regresso da «sua hora diária de GOLF,» pelas 15, dizia que «se levantava às 5 e àquela hora já tinha 8 horas feitas de trabalho...»
- Well - vidas e vidinhas...]

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Envelopes + Pedregulhos + Rugido

[não está nada contente com S.; tem sido, de todos os Nomes, o menos humorado;
duro ou pouco flexível, cruel, até, com «quem o criou» - Bicho que, desde o último Corte - o Brutal, de JAN., em vez de Sangrar, ainda mais Bicho se vem tornando]

- os Envelopes estão quase todos cheios - A. Eus chama-lhes Pedregulhos, em mais um APONT do D. de M. A.  - AQUI

[pelo GALH. - «exercícios de aquec.» -   ESC - ZMAB
- lá, pelo menos, há mesmo pedregulhos - a areia deve ter ido com o TEMP
 - e há o RUGIDO - a pouco mais de 100, ladeira abaixo, ladeira acima

Aleluia

domingo, 23 de fevereiro de 2014

«Em nome do Nome» - Memorial do Convento

[não há ler; só há reler - manhã de preparação de Envelopes - releitura atenta (mais Uma) leva à «paragem sobre» o excerto abaixo transcrito]
[sublinhados acrescentados]

[…]lembrem-se de que toda esta nossa obra terá de ser feita em absoluto segredo, não o podem saber nem parente nem amigo, [...] perante el-rei o responsável sou eu, padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, De quê, perguntaram  Blimunda e Baltasar ao mesmo tempo, De Gusmão, foi assim que passei a chamar-me, por via do apelido de um padre que no Brasil me educou, Bartolomeu Lourenço era quanto bastava, disse Blimunda, não me vou habituar a dizer Gusmão, Nem precisarás, para ti e Baltasar serei sempre o mesmo Bartolomeu Lourenço, mas a corte e as academias terão de  chamar-me Bartolomeu Lourenço de Gusmão, pois quem, como eu, vai ser doutor em cânones precisa ter um nome que lhe assente à dignidade, Adão não teve outro nome, disse Baltasar, E Deus não tem nenhum,  respondeu o padre, mas Deus, em verdade, não é nomeável, e no paraíso não havia outro homem de quem Adão houvesse de distinguir-se, E Eva não foi mais que Eva, disse Blimunda, Eva continua a não ser mais que Eva, estou que a mulher é uma só no mundo, só múltipla de aparência, por isso se escusariam outros nomes, e tu és Blimunda, diz-me se precisas de Jesus, Sou cristã, Quem o duvida, perguntou o padre Bartolomeu  Lourenço, e rematou, Bem me entendes; mas dizer-se alguém de Jesus, crença ou nome, não é mais que vento da boca para fora, deixa-te ser  Blimunda, não darás outra resposta quando fores perguntada.[...]

José Saramago, Memorial do Convento, 51.ª ed., Caminho, pp. 196-197

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

«que nem a mãe da gente»

[«Pente Fino» = viagens por curtas, sugestivas expressões]

«O Brasil - como minha pátria - é que nem a mãe da gente»

[proferida aqui - vídeo do Público, texto de Vera Moutinho,  
da série «Brasil na Estrada»]

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Barcelona (EX - AA)

Mais de 4 anos (e uma Lic. - em H. de A. - ) depois, M. J. J. está finalmente em BARC. - não para o C. almejado,  para um EST, até junho - já AQUI referido

Dá notícias ao fim de um mês - Recortes do E - M de ontem:
"[...]
Isto por aqui vai bem, estou a adorar o estágio. Porém, tem sido complicado encontrar trabalho, porque sou estrangeira e preciso de um número de identificação, e de um lado empurram para o outro...e não tem sido fácil.

Sempre quis viver em Barcelona mas agora que cá estou aprecio mais que nunca Lisboa. [...] saudades de coisas "básicas" em Portugal, [...] Não imagina como passei a gostar de ouvir português. [...]

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Visita da Jovem Sobrinha (Ex-AA)

S. R., a Sobrinha, mas não a «verdadeira», «a de Palmela» -  mais Doce que a Outra - estava junto ao «Bunker GTT», pela hora do almoço.
Chamou, de longe, familiarmente.

«Anda pelos 25». FOT., «equilibra» com trabalho («40horas!») num LAb de FOT

(COmp. de F. F. V. - «rapaz Raro ou de múltiplos Talentos» - já várias vezes aqui referido e apagado - )

- entre outras coisas agradáveis, perguntou a S. «se ainda carregava aqueles livros todos para os gloriosos 5 minutos iniciais...» 

[e mais não se diz...]

A «Camoniana» do sr. L. L.

O senhor L. L., «pintor de paredes», já foi aqui referenciado.
«Trabalha sem parar».
Ontem, domingo, pelas 17:30 (Hora de S. B.) veio ao Galhardo, remontar, «num ápice», a base do móvel de uma C. de B.

Por «trabalhar sem parar», segundo o próprio, «perdeu» a anterior COMp., e também porque [...]

- à despedida, já no Elevador, enquanto General Z.  brincava com o anterior, proferiu, em tom definitivo:

- «Erros meus, má Fortuna, Amor ardente», já dizia o Bocage.

Está perdoado. Bocage gostou, certamente.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Lusíada - Manuel Alegre

LUSÍADA

Desterro desconcerto desatino
vai-se a vida em palavras transmudada
vai-se a vida e cantar é um destino
página a página de pena e espada.

Conjura desengano má fortuna
oxalá só vocábulos mas não
a escrita não se cinde a vida é una
cantar é sem perdão é sem perdão.

Quebrar a regra nenhum verso é livre
outra é a norma e a frase nunca dita
lá onde de dizer-se é que se vive.

Cortando vão as naus a curta vida
transforma-se o que escreve em sua escrita
Lusíada é a palavra prometida.


 Manuel Alegre, Com que pena Vinte poemas para Camões, D. Quixote, 1992, p. 43

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

2014. Palácio. Semana 1

Cinzento, para o Negro, o Branco Palácio.
Nos Quadrados, demasiados Pasmos.

[Sentir Pensado da primeira semana]

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

«bicho da terra» + «Argonautas», Castro Mendes

[o Motivo é tão conhecido - «retomado» em: Lusíadas, I, 106, 8 - , que «não faz Mossa» ver Plateias Inteiras que o «desconhecem»...]

OS ARGONAUTAS

Bichos da terra tão pequenos,
esgravatando à roda do mundo, 
atarantados, sem rumo:

só e apenas isso, 
agora e em todos os tempos.

Luís Filipe Castro Mendes (1950), Lendas da Índia (2011), p. 67




quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2015

11 horas.
Zmab.
- Abre agora o Sol, mas não para «ficar»
 
- Para S., o «15» será Redondo, duplamente, pelo menos.
Será necessário Resistir ao «14» - Saltar?

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Barcelona (ex-AA)

[ZMAB -
um dos Velhos Residentes diz:
«Tão pouca gente na Z., neste [final de] ano» 
- responde L. - o filho do «Alemão» - : «Só neste (final de)  ano?]

M. J. J. gosta, como S., de só dar notícias quando «o rei faz anos»
[S. não a esquece quando,  num típico Bloco «AA» inicial, fazia  a  Diferença - a  intelectual]

É das que não desistem de perseguir os S. mais profundos e diz que

«[...] aqui a menina vai voar para Barcelona! Depois de estar com a alma esmagada por uma licenciatura que só serviu para passar as horas, todas elas infinitas naquelas salas perturbadoras, um milagre caiu dos céus e consegui um estágio na galeria de ourivesaria [...]
[ e o resto não se se diz aqui]
- promete um «Blog em forma de rascunho» que irá «diarizar» a Coisa...
Aguardemos.


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

FRio + Pensar + Corpo + Peso - Gonçalo M. Tavares

Recortes de «Frio em dezembro e hotéis», Visão, n.º 1086, 26-12-2013, p. 10
 
[...]
No calor o nosso corpo afasta-se de nós, afasta-se do centro. Está para ali à minha frente ou ao meu lado. No frio, pelo contrário, o corpo torna-se aquilo que eu quero proteger e aquilo que me protege. Por isso é que nos apertamos muito no inverno, no exterior. Temos de fazer duas opções opostas ao mesmo tempo. Proteger e ser protegido. No inverno, o corpo ocupa menos espaço. De facto, é impossível exigir reflexão a um povo que viva debaixo do sol e do calor permanentes. Acima de trinta graus de temperatura, filosofar é perder a vida e o exterior. Abaixo de oito graus, não pensar é não ter cabeça.
[...]
É preciso materializar as ideias. Colocar comprimento, largura e volume numa ideia. [...] Toda a ideia terá peso concreto ou nada terá. Só o peso concreto dá peso espiritual; só o peso concreto dá peso potencial. Quanto pesa a tua ideia?
[...]

RUGIDO

- às 10, quando S. saiu [há sempre um ou dois sítios abertos, na Aldeia]
 o RUGIDO «parecia subir a rua» - violento espectáculo - a ver, enquanto as Famílias, fechadas, se entretêm a «jiboiar»

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Os Maias - Eça, por João Botelho

- depoimento «torrencial» de João Botelho, nos «Bastidores» das filmagens dessa, agora, Operática, Revisitação - é sempre de Portugal que se trata -citando:

 «Neste espelho em forma de filme, Portugal vê-se, sempre igual, há mais de um século. »

- na Casa do Público - AQUI

Aranhiço(s)

A Casa é «deles»
- minúsculos, só de muito perto é visível a miríade de «patinhas»
 - houve que subir e caçá-los, um a um
- foi a «atividade principal» desta (primeira) manhã de Exílio (das Famílias...) - foi tudo para os «Montes» - «Pausa» na Aldeia Deserta

Aleluia

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"não, obrigado, estou bem, nada de novo" - Herberto Helder, por Pedro Penim

[ontem, no H. da L., enquanto esperava, de pé, como tanto gosta, leu, finalmente, em contínuo, o livro - Servidões - que mais tem andado na mala, no saco, no 1.º Bloco de «O Velho e o Paraíso»]

- à noite, a interpretação do poema indicado «acima» por Pedro Penim, aCtor do Teatro Praga - na Casa do Público - AQUI

domingo, 8 de dezembro de 2013

Voltaire (o senhor) - Gonçalo M. Tavares

[S. não costuma adquirir o «DN», ao Domingo - excepto no Verão - ou hoje, num passeio-intervalo-dos-«extraordinários»-Envelopes - para combater o Gelo - 11:00 às 11: 30 - esteve certa,  a leitura dessa «pausa»]
Recortes:
[...]
O senhor Voltaire disse:
[...]
(outra foto)
Como se vê por esta foto - disse o senhor Voltaire - em 1955, já há cortinados feios, e o rádio encontra-se no canto do quarto, e o quarto encontra-se no canto da casa, e a casa encontra-se no canto do bairro, e o bairro encontra-se no canto da cidade. Portanto, o rádio é o único centro das vidas que foram empurradas para a periferia. O rádio traz notícias do centro e assim o ouvido das pessoas que vivem na periferia torna-se uma parte fisiologicamente central, fisiologicamente actualizada.
(outra foto)
Em 1956, em plena cozinha, uma máquina muito grande executava uma função muito pequena. Mais tarde, o tamanho das máquinas diminuiu e as funções aumentaram. Até ao ponto em que a máquina desaparecerá no meio da paisagem [...]
(outra foto)
Diz o senhor Voltaire:
Como se vê, os homens usam muito bigode, dividindo o rosto em dois; e a inteligência fica para cima e as palavras para baixo. E, separadas que estão as duas partes, é natural que o homem diga futilidades, mas pense profundamente.

Gonçalo M. Tavares, «O senhor Voltaire e o século XX - rádio e bigode», «Notícias Magazine, n.º 1124, 08 - 12 - 2013, p. 98

Outras, da mesma «série» - AQUI

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

C. C. («CARBONE»)
- de avô italiano - «homem do mar» - Genovês [ficou «prometida» a história restante...]

- «apresentou-se» esteticamente compósita (ou Modelo Vivo de diferentes «matérias icónicas»):

 - calças de Jogador de Golfe de «antanho» OU «à Tintin», OU «à Corsário» [...]
- Carrapito de «Carochinha» (sem João Ratão) [...]
-  Jaquetão de Marujo [...]

- já teve que ouvir «duas leituras» de «si mesma, a outra» e «o resto do dia promete»

Eh, eh, eh (em dia de Envelopes)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Deidda + Mafalda Arnauth + Pessoa + «Mar Português»

- Lançamento do quarto trabalho de Mariano Deidda dedicado à obra de Pessoa - pela qual se apaixonou, desde que o leu, muito jovem, numa tradução do Livro do Desassossego, de Antonio Tabucchi (escritor, professor e intelectual «Europeu», que sempre recontou como, quando também muito jovem, o poema «Tabacaria» lhe «construiu um Rumo de Vida...»  - ver, por ex., AQUI)

- trabalho  dedicado à Mensagem , desta vez - Ouvir, então, «Mar Português» - AQUI
e ler AQUI - endereço do Público, o  artigo intitulado «44 poemas apontados ao Futuro de Portugal»

- Recortes, do próprio Deidda:
 - [...] Era muito jovem quando o descobri, e encontrar-me com uma obra tão forte como a do Livro do Desassossego foi como se tivesse as mãos a tapar os olhos e de repente os destapasse. Pessoa abriu-me os olhos. E comecei a ver o mundo de outra maneira.” [...]
- [...] o livro de Pessoa que agora musicou é uma obra sem tempo: “Fernando Pessoa contou, em 44 poemas, a grande história de Portugal do passado. Mas lidos por uma óptica moderna são 44 poemas apontados ao futuro de Portugal[...]



sábado, 16 de novembro de 2013

VAN GOGH («A tesoura de») - Nuno Júdice

A TESOURA DE VAN GOGH
(variante)
 
[incompleto; recorte inicial]

 
No quarto em que fecharam o van gogh não havia
nem tela nem tintas para ele pintar a sua própria
orelha. Van gogh estava sentado em frente de um
espelho, olhava para a orelha e não sabia o que fazer
com ela: se tivesse tela e tintas, e lhe tivessem
dado um pincel, teria pintado a sua orelha sentada
numa cadeira de pau, com as costas pintadas de azul
e a frente de amarelo. Mas sem ter nada disso,
van gogh olhava para o espelho e a orelha como
que crescia na sua cabeça, ocupava o espelho inteiro,
tapava-lhe o rosto e impedia-o de ver o que quer que
fosse à sua volta. Então, van gogh começou
a procurar soluções para o problema
que a orelha colocava: [...]
 
Nuno Júdice, Navegação de acaso, D. Quxote, 2013 (nov.), pp. 70-71


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

«vende trapos, pequena, vende trapos» («come chocolates...», Campos)

[faltavam 10 ' para a abertura da FNC -   S. «fazia tempo», pela Praça onde os Cafés foram substituídos por Bancos e estes por «Manjedouras»]

-  avistou o «arraial» de Trapos na Esquina Nobre [com a R. do O.] onde ANTES havia uma Livraria do «DN»        [????];  - «Incrédulo», entrou[...]

-  à espera de comp.  [...] - a um balcão, D. S. (1112, RPE),  Típica «Ex» de uma certa «AA» - [«e o resto não se diz...»] - de origem ANGOL., Qd.a por duas vezes - de «serviços mínimos» com a Palavra - contou:
- «que a família voltou  toda para Angola e só ela regressou, após sete meses, que correram mal»;
- à (tradicional) pergunta: «e como vai a Carreira Artística?», respondeu: «uma coisinha aqui, outra ali, como Modelo...

- «vende Tecidos, pequena, vende Tecidos»

terça-feira, 5 de novembro de 2013

«(des)Encontros - AA»

M. R. é uma «recente» «Ex-AA».

«Senhora», já - por Herança Ibérica? - de muitas leituras, natural (ou discretamente) se destacou num Bloco fraco, mas, porque, tendo sido o que mais seriamente «tomou a Receita» de S. -  alcançou um número razoável de Sobreviventes no Cataclismo «639» do passado Verão.
[Ah - facilmente obteve um P. no C. «E. com A.»]

Está no Porto, em ARQ - em parceria com a Pequenina PRO, também M., de seu Nome - e visitou, ontem, o Palácio 1314 
-  («arejada», com Corte mais Curto a Enq. a Moldura)

À pergunta «Que nome é agora o seu?» - terá respondido?
Não se lembra, S.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

o poder da metáfora

Maria Rueff: «esquizofrenia bem resolvida a Metáforas»

- depoimento, emocionado,  na sessão sobre a obra de António Lobo Antunes, no CCB, no último domingo - do endereço do Diário de Notícias - NÃO - do YouTU

«APAGA - APAGA»

- [não anda a ler nada de «jeito»];

- não tem T.-  para novas AQUIS. - («alimentar o Vício»);

- nos Qd.s, o discurso tem oscilado (mais «entaramelado» do que gostaria);

- a Paciência vem, mas com um enorme esforço;

- outubro estava «carregado» de «circunstâncias»;

- foi de «inteira reposição», o «APAGA-APAGA»
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

VideoPsicoGrafias - H. H. - «As MUSAS CEGAS, VII» [+ Envelopes ]

[Fechado, para a Gloriosa Empreitada dos Envelopes]

Fica «Substância» que chega para esses Dias [e para muitos mais]:

 
 
«As MUsas CEgas, VII», de «A colher na boca.... - dito por Luís Lucas - «Videografado» numa Casa EXemplar:      - CinePovero

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

«639» = «assassinar a vontade de escrever»


[ também eu tirei «x» na primeira fase; depois, assassinei a vontade de escrever e consegui tirar «y» na segunda; de nada serviu, pois entrei na primeira....]

Well        

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Abertura do 1314

[às 8:30, serviu de Sinaleiro, S.]

a) após tanto tempo de Silêncio, havia que «defender» as pobres pregas vocais («cordas» lhes chamam, também)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

20 anos

É um regresso «Em Grande».

I. M., mestre de FILO - talvez 20 anos depois.

Difícil foi convocar as imagens de então, face ao Rosto de  agora.

Aleluia, de qualquer modo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Maçã como Abertura Solene

A)
No Pedra da Página são inscritos os Nomes - 24, um por cada Letra do Alfabeto : «Alcino, Brás, Cristóvão, Daniel [........]» Saramago, Memorial
B)
Hoje, muito mais Efémeros, outros Nomes Próprios, cerca de 150, foram lidos, um a um, na voz Potente do D. N.
 - S. ouviu o seu, D., em segundo lugar, e «deu um salto», porque «ainda não dava para perceber»                    [e o resto que pensou, depois, não o diz]
C)
Vermelhas, Polidas e «Perfiladas», as Maçãs, em vários Tabuleiros, na Lateral- final diferente (?) para diferente (?) Abertura         
D) Os Rostos Novos são, frequentemente, Regressos de Antigos
- Aleluia.



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Memorial, por Gonçalo Ferreira


 Gonçalo Ferreira, 17 anos - defendeu «prova de aptidão profissional» em curso de interpretação (5.º entrevistado da série em publicação no Público):
[...]
Talvez nenhum livro lhe agrade tanto como Memorial do Convento, de José Saramago. "É mesmo o livro que mais me diz, que mais me toca." Delicia-se com a dimensão social e política que a obra encerra, com o modo como o divino entra no quotidiano das personagens, com a sensibilidade, a beleza de tudo aquilo: Blimunda Sete-Luas, Baltazar Sete-Sóis. Haverá algo maior do que o desejo de viver um amor que não cede aos cansaços do tempo? "Ela ver a vontade de Baltazar e a dizer: vem. É muito bonito. É cheio. Não sei. Eu gosto muito."
 
Ana Cristina Pereira, Público, 16 - 08 - 2013, pp. 12, 13 (foto de Dato Daraselia)


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Fecha o «ALPA»

- é Dia de «desbastar» o Campo - apagar, do «ALPA»,  o mais «infeliz ou circunstancial ou ....»

É Tempo de Limpeza; espera-se mais Tempo para Leituras - que, ao longo do Tempo do Paraíso 1213 [com 2.º ano de «Castigo»], foram ainda mais «inviabilizadas»

Para esse Tempo - reabre o «PERI» - a Casa do VERÃO

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Senhor L. L.

O Senhor L. L. anda agora lá pelo Galhardo.

Figura Curiosa. Açoriano, com cerca de 40 e «picos», muito, muito magro.
Fez ORÇ menos «escaldante» - e «recupera» na rapidez e eficácia [...]
- General Z. diz «que nunca viu um Pintor a trabalhar tão depressa»

Foi Seminarista e frequentou os dois primeiros anos de «Clássicas», em Lisboa; 
diz «que Latim e Grego, sim, «Lusíadas», também, Literatura, não.»
- diz-se «impressionado» com a quantidade de Livros que T. retirou só das Estantes do Corredor; 
- hoje de manhã recitou de COR as três primeiras estrofes de «Os Lusíadas», muito depressa, quase de um só fôlego - pois, essa coisa da «MEMO»

sábado, 11 de maio de 2013

Face - book (al) - Álvaro de Campos nos exames nacionais, II

[em E. de 01 de Fevereiro se falava deste livro de Alberto Pimenta - em que tudo começava com um Rapaz («não raro») que se AFOGARA, após:
[...]
a prova dessa vez incluía
três versos dum poema
atribuído a Álvaro de Campos
"... no alto céu ainda claramente azul/
Já crescente nítido, ou círculo branco,
ou mera luz nova que vem,/
A lua começa a ser real."

mais um Recorte:
[...]
outras respostas
pegavam nas palavras
como quem pega numa coisa
e a usa a seu gosto
atreviam que não se via nada
era tudo uma invenção pegada
de dia a lua não se via
de noite é quando há lua
mas é preciso muito espaço
e uma delas protagonizava até
o festival na margem do Coura
com os Pixies a tocar
e com a lua  a meter-se também no palco
coisa que nem vinha anunciada
como devia
no site festivaisdeverao.com
e assim
perdia-se a confiança no site
ela a autora da resposta estava sempre
com um ouvido na música
e outro a arquitectar já
o festival que estava para vir
mas dessa vez passou o tempo todo
a delirar no do ano anterior
sem lua nenhuma
tinha sido mais aconchegado

havia respostas com amplitude e audácia
ambiciosas mas desiguais
como a que dizia
ele via a lua
mas não sabia o que era a lua
para saber o que é a lua
não é preciso ver a lua
e se ele sabia o que era a lua
isso não tem hora certa
e outra referia
que ela devia estar
a preparar um design da lua
para um calendário
anual
[...]

Alberto Pimenta, Al Face-book, 2012, 7 nós, pp. 12,13

«PENTE FINO» - «Vade - mécum»

[está a chegar a época do " Pente Fino "no Palácio 1213 remete para a sala  - para onde se vai VERIFICAR as P.

AQUI, designará palavra ou expressão sintética que [...]

Começa-se com Vade - mécum, - num - Verbete curto - de novo colaborador, Ricardo Marques - no «sempre à mão»         E - DTL

domingo, 5 de maio de 2013

«Poeta obscuro»

- uma «máquina de pontas», a Santa Net
- no caso, «recortado» em 4, o documentário »Meu Deus fazei com que eu seja...», de António José de Almeida, de 2007, da RTP 2 - aí de novo mostrado em Setembro de 2012:       [não]
- completo, no ARQUIVO RTP





sábado, 27 de abril de 2013

RUGIDO

[o «precoce» Verão ausentou-se;o Pinceso chegou; é o Dia dele
- as conversas não se afastarão dos Tempos - no Rugido foi (todos foram) feliz(es) - aqui volta, voltamos, voltaremos 
- e também voltarão o(s), a(s) que está, estão «prometido(s)]
ALELUIA - é dia de Desligar sem desligar poder (-se), dos Tempos.
- Indiferente, só o Rugido, «lá em baixo».
Chega.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

[35 gavetas] Clarice, pelo filho

Clarice levou A. Eus a suspender as matérias do quotidiano, passando a uma «Clandestinidade Vital»

[Quanto a T., não se lembra do «primeiro contacto» com a Prosa Intimista Clariciana - FAC, 87-88? - Antes?]

Visita guiada à exposição «A Hora da Estrela», por um dos filhos, Paulo Gurgel Valente - vídeo, de Simone Duarte e Ricardo Rezende, no Público 

[ só no último dia, manhã de domingo, 22 de Junho, - com as Famílias na Praia -  lá foi T.
- alguém comentava: «Uma Vida em 35 gavetas»]

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Baú de A M

Mestre A. M. é - «aquela que General conhecia sem a conhecer» - «Contos Largos»]
A filha, F., abriu o Baú da Mãe e estendeu, segundo A. M., uma «pequenina parte» dessa enorme Arca do Fio

AQUI

domingo, 21 de abril de 2013

TRATADO DA MÃO, III

- entre os que têm que «ficar de fora», mas que dentro ter ficado deveriam, este, de Fiama:

TAPEÇARIA DE PORTALEGRE

 A contraluz as tecedeiras envoltas
numa aura intensa clara cruzam
e entrelaçam os fios inverosímeis.
Como poderão encontrar no meio da luz
fios senão os da própria luz
que está estendida? Postos assim,
quando vem o fim da tarde,
os teares contra as janelas velhas
de esquadria alta e ampla,
são os teares oníricos das pinturas
que tentam transformar a tecelagem
na metáfora da arte.

 Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007), Três Rostos, 1989 [transcrito da p.537 de Obra breve – poesia reunida, 2006]

sábado, 13 de abril de 2013

Consultório, I

[Consultório, de leituras]

12:00. Cinderela. Areeiro.

Copeira (cerca de 50s) e «Balconista» (por volta de 30s) falam dos livros que lêem. A segunda refere que «os começa pelo fim»

Por causa dessa coisa de «começar pelo fim», Intrometido, T., o cliente, refere - - Caranguejo (1952), de Ruben A. -  «demasiado» para a  «Balconista» que, se gabou de, «na Escola, ter sido a única, do seu Bloco, a ler Os Maias» [...]

«Olha a novidade». Lá disparatou «as tiradas» do costume, T.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

EStação H. C. (Castro)

[revisto em Agosto de 2019...; por pouco, H. C. ainda não vinculou, mas já leva cerca de uma década, na Escola do Paraíso...; a brincar, lhe diz D. que um dia será DRT....]

12:00
[ao longe, da varanda do Qd.o 509, T. avistava MGG na sua PERFORM. - mala  de  Cartão - Círculo de Giz em Livros - Leitora em «Andas» - Hoje, na «Praça 1213»
- é a Gloriosa «Época HC» - chegou um pouco mais cedo este ano - pela PRIM, HC anima as Hostes , tirando dos Quadrados os Dormentes... -
- não esquece D., lá por 0910, no glorioso Palácio-Aldeia de Plástico,  o «Chocolate Mecânico» ao som de Gaita de Foles....; Histórico

domingo, 7 de abril de 2013

MAPA DO DIA - por devoluta Lisboa

[após a DOM, na A. R., pequeno «passeio higiénico», pelas adjacentes do j. Constantino - DEAMB]
 
- na José Estevão, um rés-do-chão «mimoso» faz a diferença (para melhor) num velho prédio; [aí surgiu, a T., o título para a próxima «PAO»]

Well

sábado, 6 de abril de 2013

MAPA DE ONTEM

Ontem
[Dia dos que «não podem perder a força anímica»]
10:30
Finanças -  IMI - «1.ª TRanche»- 9 postos de atendimento (entre 20) e ninguém com menos de 50 [«este país é só para Velhos»]
 11:20
ADSE
quando se volta, T. avista G. P. R. J. - mais um dos «cíclicos reencontros» [o último fora numa MAN «descomprometida» nos tempos do Consulado de M. de L. R.]
 
[não teve mais «história», o Dia]

Dorme, meu amor ... - Maria do Rosário Pedreira, por Carmen Dolores

[Carmen Dolores diz o poema de M. do R. P., no programa «Alta Definição», de Daniel  Oliveira - de 01 de abril 
-  [«pelos» 11 minutos] - na «Sic» - AQUI (já não, claro)  ou no «YOUTU»

Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega — o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor —

a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me — eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos


agora e sossega — a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme,

meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos — a noite é um poema
que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.


Maria do Rosário Pedreira,  O canto no vento dos ciprestes, 2001, Gótica, p. 45

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Neta de Peixe sabe nadar?

- altera-se o Provérbio, porque o Peixe foi FAP e a neta é MBG

[há «Eternidades» que T. a «massacra» com:
- «MBG, "devolva-me" a M. A. P. de há três anos!»

- invariável, também, a resposta: «Isso não é assim, isso não funciona assim»]