domingo, 7 de abril de 2013

MAPA DO DIA - por devoluta Lisboa

[após a DOM, na A. R., pequeno «passeio higiénico», pelas adjacentes do j. Constantino - DEAMB]
 
- na José Estevão, um rés-do-chão «mimoso» faz a diferença (para melhor) num velho prédio; [aí surgiu, a T., o título para a próxima «PAO»]

Well

sábado, 6 de abril de 2013

MAPA DE ONTEM

Ontem
[Dia dos que «não podem perder a força anímica»]
10:30
Finanças -  IMI - «1.ª TRanche»- 9 postos de atendimento (entre 20) e ninguém com menos de 50 [«este país é só para Velhos»]
 11:20
ADSE
quando se volta, T. avista G. P. R. J. - mais um dos «cíclicos reencontros» [o último fora numa MAN «descomprometida» nos tempos do Consulado de M. de L. R.]
 
[não teve mais «história», o Dia]

Dorme, meu amor ... - Maria do Rosário Pedreira, por Carmen Dolores

[Carmen Dolores diz o poema de M. do R. P., no programa «Alta Definição», de Daniel  Oliveira - de 01 de abril 
-  [«pelos» 11 minutos] - na «Sic» - AQUI (já não, claro)  ou no «YOUTU»

Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega — o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor —

a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me — eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos


agora e sossega — a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme,

meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos — a noite é um poema
que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.


Maria do Rosário Pedreira,  O canto no vento dos ciprestes, 2001, Gótica, p. 45

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Neta de Peixe sabe nadar?

- altera-se o Provérbio, porque o Peixe foi FAP e a neta é MBG

[há «Eternidades» que T. a «massacra» com:
- «MBG, "devolva-me" a M. A. P. de há três anos!»

- invariável, também, a resposta: «Isso não é assim, isso não funciona assim»]

segunda-feira, 1 de abril de 2013

«Inquietação», José Mário Branco + Naifa + Canal Q

Nova versão de «Inquietação», de José Mário Branco, para os 3 anos do «Canal Q», pela «Naifa»
 

Tratado da Mão, I

[3.ª Estação. Abre amanhã. Vai ser, como sempre, Rápida. Sombras.]
[Exercícios de Aquecimento. Nem por isso.]


Fotografia de MARK BODAMER, Público, 01-04-2013, p. 24, Nicolau Ferreira
(«Usam ferramentas, com que partem nozes ou apanham térmitas. Fazem e desfazem alianças. Matam-se. São altruístas e também se ajudam.»)


 

sábado, 30 de março de 2013

(Des)Encontros AA

17:45
Esquina da M. S. com a F. S.
[Aos Recados ia T....]
 
Não a reconheceu logo, porque está [...]
Do Bloco da M. ANG, também foi para PINT, após «alguma hesitação»[...]
Disse que
«está [ aos 24] agora a acabar [...]»;  «ia a casa de uma A., para[...]»;  
falou-se um pouco de L.s e adeus,  até outro Reencontro...
 
Do que T. jamais  se esquecerá é daquele momento, talvez numa sexta de manhã, em que lhe perguntou, no final do Bloco, se havia algum problema [...]

domingo, 24 de março de 2013

RUGIDO, I

[por seis dias, desta vez]

[Vento, sol esforçado, debalde, gaivotas - aqui sempre raras - rugido feroz
well]

Café do Alemão. Aproveitar para a Limpeza das Casas - apagar o mais [...]

11:00 - desfilam as senhoras locais, portadoras dos seus Ramos de Oliveira, cerca de 30, vindas da capela que olha  o Rugido; jovens, nem uma; homens, aqui, «não vão lá»
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

SABÁTICAS

Foto de Nelson Garrido
[frequentemente lhes diz T., quando não sabem «que o Futuro nunca é já ali e que, quando o é, já foi», que:
- têm ainda «seis décadas pela frente»
- «tirem um ano de Sabática, para VIAJAR, conhecer MUNDOS OUTROS (mesmo, ou num Trabalho, ou num VOLUNT»]
[tudo, por ontem ter lido sobre o Motivo, no Público, pp. 10,11 - «Depois do 12.º ano, uma pausa para viajar», artigo de  Graça Barbosa Ribeiro  - AQUI]

[SABÁTICO foi  o «ano mais feliz» de T. - já «fora da Idade» - (ainda que) a viajar só por DENTRO dos livros - os passeios pela Costa não contam - mas com (quase) tudo PAGO - quando os Mestres ainda não eram «Material DESCART.» - foi em 04 - 05 - Ontem, tão Longe]

terça-feira, 12 de março de 2013

«Ainda não» - Forte, António José

[quando T. «aportou» no Velho Palácio, Aldina já era uma VET - anos depois, por 03 - 04, timidamente - lá lhe pediu uma Rubrica na (re)edição de Obra de Forte, António José - com ilustrações da própria Aldina]

AINDA NÃO

Ainda não
não há dinheiro para partir de vez
não há espaço de mais para ficar
ainda não se pode abrir uma veia
e morrer antes de alguém chegar

ainda não há uma flor na boca
para os poetas que estão aqui de passagem
e outra escarlate na alma
para os postos à margem

ainda não há nada no pulmão direito
ainda não se respira como devia ser
ainda não é por isso que choramos às vezes
e que outras somos heróis a valer

ainda não é a pátria que é uma maçada
nem estar deste lado que custa a cabeça
ainda não há uma escada e outra escada depois
para descer à frente de quem quer que desça

ainda não há camas só para pesadelos
ainda não se ama só no chão
ainda não há uma granada
ainda não há um coração

p. 221, De palavra em punho Antologia poética da Resistência, José Fanha (Org.), 2004.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Fernando Lopes

Ontem. 16:50

Tinha terminado a «Função»;

- à porta, T. pediu a D. V., um dos «Especiais», neto do cineasta que Grande Leitor também foi, o exemplar de «FHL» que «usara» - quinta edição, de 1963

 - lá estava a Dedicatória, em caligrafia legível, dirigida «ao Fernando» [...]

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ler até ao fim




Já várias vezes T. leu, em entrevistas e crónicas, Pedro Rolo Duarte, jornalista,  relatar a «redescoberta» de Vergílio Ferreira - seu professor no Liceu Camões [...]

- agora [i. é, de 2010],  em vídeo, no «Ler Mais Ler Melhor» - «Livro da Vida» - a algum Qd.o «dará motivo para reflexão» certamente, espera-se
- quanto a «ir ler», isso é «outra história»

Portugal - de Ana Paula Inácio


Como vais tu morrer
em portugal
que te assenta de igual modo à camisola
que lavaste no programa errado;
Como vais vender os teus versos
ao preço da chuva
num país de cheias
e lágrimas fáceis;
Como vão as tuas palavras
arder no coração daqueles
que vêem as florestas
sucumbir ao fogo
todos os verões;
Como vais ficar em nada
como o gelo no whisky
no copo da mulher
que o teu marido ama;
Como vais, tu, abrir os braços
se só já tens penas
como o pobre Garção?

 Ana Paula Inácio, 2010-2011, Averno, 2011 ; transcrito de Resumo a poesia em 2011, 2011, Fnac (escolha de Luís Miguel Queirós)
 
 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tempo da Espera - Ana Paula Tavares

Ontem, 9 horas.

T. escreve o habitual poema na Tela do Vizinho da Frente - Mestre J. L., pintor, da «colheita de 55», tal como T. 

O Cercado

De que cor era o meu cinto de missangas, mãe
feito pelas tuas mãos
e fios do teu cabelo
cortado na lua cheia
guardado do cacimbo
no cesto trançado das coisas da avó

Onde está a panela do provérbio, mãe
a das três pernas
e asa partida
que me deste antes das chuvas grandes
no dia do noivado

De que cor era a minha voz, mãe
quando anunciava a manhã junto à cascata
e descia devagarinho pelos dias

Onde está o tempo prometido p'ra viver, mãe
se tudo se guarda e recolhe no tempo da espera
p'ra lá do cercado

Ana Paula Tavares (1952;-), Dizes-me coisas amargas como os frutos (2001)
[transcrito da p. 26 da edição da Caminho, de 2010 - conjunta com A cabeça de Salomé)

a) sempre paciente com T., J. L. leu o poema [para uma Plateia algo «pasmadita», diga-se]
b) informou da coleção de «provérbios nas tampas das panelas», próprias de [...] angolanas, a ver no Museu de Etnologia

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O POEMA - João Miguel Fernandes Jorge

a) «de resposta fácil»

b) «que não cabe no teste»

c) «que não faz rir a maioria»

«Três em Um» - por A. Eus - AQUI

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ana Hatherly

[quando T. foi aluno de A. H. - por duas vezes - na NOVA, tinha a mesma regressado há pouco tempo dos Estados Unidos - ]

[chegada mais tarde a estas Lides, a Outra Mia conseguiu visitá-la, há dois anos]

- além de prof., ensaísta, poeta e artista plástica (e «o mais que se não diz» em tão curta Nota) está hoje na «Ordem do Dia» - no Teatro Nacional de D. Maria II, com a inauguração de uma Exposição e a leitura de textos seus por  [...]

domingo, 24 de fevereiro de 2013

CASANOVA (por Mega Ferreira)

[A. Eus é uma das (duas) Almas Generosas que tem a paciência de «visitar» as «brincadeiras» de T.]
- «oficial do mesmo (desgraçado) Ofício», tenta afanosamente educar os Qd.s, tentando que comecem a Ver Outros Mundos - os da LIT, pelo menos -  «mais desprendido» será T.]

Silenciosa em sua Casa, já há dias, calculou T. que estaria «noutras leituras»
- e reapareceu -  tendo-se dado ao trabalho de colocar alguns Recortes da obra mais recente de Mega Ferreira - calcule-se, uma «revisitação ficcional de um dos Grandes Mitos» [mas «do século XVIII», veja-se lá]: Cartas de Casanova - Lisboa, 1717

[bem bom, numa Fase - que já não deverá «inverter», em que T. está de VERBA ZERO para o Vício]

Começa assim a E.:
 
«Em Mafra, ficaram os Meninos surpreendidos com os amores freiráticos de D. João V, tão longamente íntimo da Madre Paula, abadessa do mosteiro de S. Dinis, em Odivelas. Não é fácil imaginar outras épocas, em que os papéis sociais e os afectos se distribuíam duma forma muito diversa da actual. »
 
RECORTES AQUI

domingo, 17 de fevereiro de 2013

«OMÃI e PULUS» ou Ricardo Araújo Pereira + Nuno Bragança

T. já tinha «passado os olhos» pela crónica de R. A. P., datada de 7 de Fevereiro, na Visão - a ler, na íntegra              - AQUI

Mas só há pouco, emel recebido de uma atenta leitora,  voltou a  lembrar -se:
- a expressão inicial do título é de Nuno Bragança, de A noite e o riso -

Recorte daí, então:
5
            Um dia peguei em uma caneta, em um tinteiro e em uma folha de papel, e fui sentar-me a uma pequena mesa em um pequeno gabinete, e escrevi no alto da folha e em letras grandes:

U OMÃI QE DAVA PULUS

             Depois chupei o rabo da caneta, que sabia a lavado e a polido, e escrevi por baixo e em letras pequenas o seguinte:

                               U omãi qe dava pulus era 1 omãi qe dava pulus grãdes                               El pulô tanto qe saiu pêlo tôpu.

                           Isto feito, levei o papel ao meu tio Maurício, que estava sempre a ler jornais. O tio Maurício olhou para o meu escrito e foi-se embora com ele sem me dar palavra. Dois dias mais tarde reuniu-se o III ConselhodeFamíliaporcausadoPequeno.

Nuno Bragança, A noite e o riso, Lisboa, Moraes, 1.ª ed., 1969, p. 19

[encadernada, oferecida pelo C., já retirado - de HCA -um «suave» Veterano da G. C. - , de uma vez em que fez obras e arrumações em casa]

[«acrescento», a 7 de julho de 2015] - documentário, de 1989, da RTP , a partir de Entrevista de 78, («Grande Plano de ... Nuno Bragança»)  disponível no ARQUIVO da mesma ]; e, ainda, a mesma, no início de programa de Álvaro M. Machado...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Holofernes (Judite)

«Judite decapitando Holofernes», Caravaggio
Recriação, pela pena de Ana Cássio Rebelo - «Ana de Amsterdam» (fechado em 2017?)
- AQUI  (verbete de 11 de fev. de 2013

[não se identifica, naturalmente, a Finalista do Palácio que nunca tinha ouvido falar do Mito - Tadinho do Palácio = «Oficina do Despacho»]

- [quadro reencontrado, num sótão, em Toulouse;
 - artigo de Abril de  2016, no Público;     artigo de Março de 2019, sobre o leilão do mesmo, no DN

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Secretária + Envelopes + Rugido

Zmab, 11 horas. Café do «Alemão»
- só os Idosos do Costume, mais as «tristes histórias alegres». O deles, é outro Carnaval.

Com o Rugido «quase à Mão» (não de «Semear») - só com muita Devoção evitará T. o regresso com os Envelopes Cheios.      Para já, hoje, começa tarde. Como Sempre.

A. Eus - sábado à tarde - AQUI
(o de Namora era «Domingo»)
[«a secretária também não é má, espaçosa...» - mesa grande e maçica, encostada à «janela-miradouro» da Esplanada - cheia de Verão, ora deserta - ontem, à chegada, «nela» estagiavam 4 «Alocoolizados Residentes», para aqui «exportados» de Nórdicas Paragens
- Fauna que T. também conheceu, entre 87, Abril, e 89, Dezembro, no H.S.A., à Praça da Alegria - tempos (ainda mais) difíceis

[a secretária também não é má, espaçosa... -       e Viver de Leitura é Fácil ou Difícil?]


 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A menina que guardou as botas

A menina que ainda guarda as botas que trazia à chegada ao «Paraíso Portugal» tem  cerca de 70 anos,
chama-se  Hannelore Rodrigues Cruz e nunca fez a viagem de regresso à Áustria.
Ver o artigo, já referido em anterior Entrada, AQUI

sábado, 2 de fevereiro de 2013

«O poeta é o sacerdote possível» - Tolentino Mendonça

[é tempo, pequenino, de Envelopes - fase da Montagem - pelos «intervalos» - «o que vale a pena» - no caso Via Eli]

«O poeta é o sacerdote possível»

«A poesia é uma grande Máquina Verbal, uma grande Máquina Sonora»
 
«O poeta é um Crente na Palavra»

- Tolentino Mendonça, José («se pudesse ficava só pelo nome») - em entrevista a Carlos Vaz Marques, à TSF («Pessoal e transmissível», de 29 de Janeiro),
 pelo novo livro O estado do bosque

AQUI

 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Álvaro de Campos nos exames nacionais de Português - «al Face - book», Alberto Pimenta

[«al - Face» foi um dos adquiridos numa  rápida «Incursão», ontem,  à FNC-VG 
- na badana, texto não assinado faz referência a, por exemplo, 
«Mito de uma Inteligência Colectiva», «céptica distopia», «sociedade do analfabetismo equipado»

UM Recorte:
[...]
a prova dessa vez incluía
três versos dum poema
atribuído a Álvaro de Campos
"... no alto céu ainda claramente azul/
Já crescente nítido, ou círculo branco,
ou mera luz nova que vem,/
A lua começa a ser real."
e perguntava
a que momento do dia
e a que luas se referia o texto
Álvaro de Campos
o nome soava a qualquer coisa
e deu bastante que falar nos escritórios
e nas salas de jantar
o namorado duma aluna
um daqueles rapazes
a quem se vislumbra futuro
e até já tinha colaborado
numa revista
afirmou que se tratava dum poeta
que não era dos mais falados
que estava ainda noutra onda
[...]
al Face-book, 2012, Porto, 7nós, p. 9-10
Interpretação do  poema, pelo próprio Alberto Pimenta, num lançamento, em Março de 2012, no café-livraria» Gato Vadio 
 


[para quem esteja de chegada... - recomenda-se:
 Alberto Pimenta + Vítor Silva Tavares [+ Luís Pacheco] + «Criadores Marginais»
- no «Câmara Clara» de 20 de Janeiro de 2008  - no fim, a «sopinha e a buchinha» ...                                - AQUI      e na RTP Arquivo


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Salomé e Judite - temporário (re)encontro

- «não se pode fugir a um» Lucas Cranach (muito menos a dois)»
 - Título que «encima» o Vídeo do Público, sobre o «Encontro» (temporário) entre Salomé e Judite - ambos de Lucas Cranach
 - a primeira, do Museu Nacional de Arte Antiga, a segunda, de visita, emprestada pelo  The Metropolitan Museum of Art.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Paraíso, Autopsicografias

Entre 1947 e 1952, 5500 crianças austríacas foram acolhidas por famílias portuguesas. Fugiam das marcas da II Guerra Mundial: a fome e o frio, o pai que tinha ficado na guerra. “Lá é o paraíso”, diziam-lhes as mães antes da partida. [...]
Reportagem de Cáudia Sobral, no Público, de 24-01 - AQUI

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

«Abraço»

De José Luis Peixoto.

A «custo zero». T. retirou-o do suporte-instalação do «Dia do Silêncio», substituindo-o por um dos que trouxera nos sacos de «restos» - ofertas, também, a Eli e a C. F.

J. S., depois, contou que o comprara na Rua, por 4 Euros - mas, como era «duplicação»...

Rua da Amargura do Livro.

[Novos, Roubados - de antes da E., década de 80 - comprou T. muitos, sob as arcadas do T. do Paço, caminho da Margem Sul ao Trabalho Braçal da HOT - era Duro, mas havia sempre algo nas Algibeiras]
 
 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Heranças

A. Eus fala, com Comoção, de quem não tem (teve) «bibliotecas geracionais ou heranças de família eruditas».
AQUI

Idêntico foi o  percurso «do, agora, T.»
Mãe P. falava muito. Ler e escrever, não. Pai Velho lia «O Século», só.

Histórias de histórias, Muitas. Daquilo a que «a Leitora» chama «Pancadas», também.

Da «biblioteca recuada», na Casa de S. A. da C., metade foi para o Princeso [que fará com tal «Herança»?],
metade andou (e anda) a ser oferecida.
Do que foi para Eli, depois de lidos, alguns regressaram,  para os 45 minutos - dia «Ouvir o Silêncio»

É tarde.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O adulto

O adulto «é aquilo que por erro sucede à criança.»

Na última narrativa («Festa de Natal - indicação sobre o modo de se exigir chocolates») da Crónica publicada  na p. 8 da  Visão, de 27 de Dezembro de 2012              (uma das poucas leituras da Hibernação-Zmab),
 Gonçalo M. Tavares chama-lhe «uma rápida definição de adulto» partindo dos versos de Pessoa-Campos:

[...]

Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.

[...]
[dístico do poema de Incipit «Grandes são os desertos e tudo é deserto» - fidedigno no Arquivo Pessoa NeT -            AQUI]

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A. M. + S. G. + A. B. no MAPA DO DIA

12:30         Paraíso 1213.               T. junto ao MULTI

[ao longe, no «Grande Passeio ÁGORA», vinha Mestre A. M. 
Mala de Viagem, capa para Frio; diria depois que ia dar A., convidada, a UNIV do Norte]

[num Tempo em que quase todos os Históricos já se foram, ou estão «em vias de preferir o Mal Menor», A. M. permanece. Eterna, porque não depende apenas da Terra]

[«Tecedeira de Segredos tecidos», também; 
T. ia pensando que Segredo desta vez traria]

[notícias de duas «ex-AA»,  «dilectas DISC.» de A. M.,  de 05-06?;
notícias agradáveis e muito, para ambos]

[mas T. não deixa que o Ego demasiado aflore; 
e lá ficou A. M., «atribuladinha»
Só lá fora chovia]

Eugénio, por Valter Hugo Mãe

recorte final da crónica de Valter Hugo Mãe, no Público, referindo a reedição da obra de Eugénio:
        
[...] A cada volume, relemos os clássicos de sempre. Lapidares, como nascidos directamente da natureza do tempo. Como se o tempo fosse pronunciando o que lhe parece, maduro. Um tempo que se pensa, sábio. Alguns dos seus poemas não parecem trabalho de ninguém, são a respiração natural das coisas. A assombrosa manifestação do que demorou a eternidade para ter voz. Sempre vi o Eugénio de Andrade como um poeta ideal para os começos. Receitei os seus livros a todos os jovens, tão irónico parece isso agora, porque estive convencido de que não há melhor para seduzir para a leitura e a escrita. Hoje, percebo que os seus textos são sobretudo para quem quer chegar ao limite das palavras. Ali, onde elas acabam de ser palavras e passam a mexer nos nossos ossos com dedos.
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

«Ode Marítima» - Campos + João Grosso

- na  Série «Mar Português» - vídeos do (renovado) Endereço - Casa Virtual do Público:
 a "Ode Marítima",  por João Grosso - excertos - «5 minutos e tal»

- um regresso do actor à Obra Prima da «Fase / Face» Futurista de Campos

AQUI

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tadinho do T.

«Tadinho» do T.

Ontem, às 7 da «Matina», deparou-se, na «floresta dos oficiais», com um emel de um ex-AA, ex-Qd.o 

[D. F., 1.º Bloco em 07-08, com vários Rostos de que T. ainda se recorda bem, «capitaneado» pela jovem e impenitente M. O.] 

que está em Londres e comunica ao fim de «2  anos e meio»

e andou «babadinho» todo o dia - até disse, num Quadrado,  que já voltou a gostar de ANIV., porque está cada vez mais, de novo, na I.

à noite já lhe tinha passado, felizmente.            Ganha Juízo, T. 

sábado, 10 de novembro de 2012

Presente do Indicativo

 Recorte final da Entrada «Presente» de «Horas Extraordinárias», de Maria do Rosário Pedreira:

[...] Os bons escritores – entre eles, Agustina – estarão vivos até depois de mortos; e, mesmo então, terão – parece-me – todo o direito ao presente do indicativo.
 
[batalha frequente no Quadrado]

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ricardo Barras no MAPA DO DIA, II

18:00

A. T. R. trouxe um «pastiche», satírico e popular, «moldado» nas estrofes iniciais da Epopeia Camoniana 
- motivo para T. «regressar» ao Tempo (do Fascismo) em que tais «elaborações» eram prolífera Tradição
 - CUIDADO com as analogias, não

A dado passo, o Motivo do Talento 
- e  «à baila» veio  o Nome e a Figura de R. B. - ex-AA recente - cujos textos Moram em: 

http://umpoema-umdia.blogspot.pt

[mais tarde, pelas 20, terá chegado «emel» do próprio.
Coincidências. Há ou não?]


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Apologia do fracasso - José Castello + Duras

[não havendo - por ora - Força para se autov.ar com os horríveis Envelopes, T. vai lendo como sempre o fez: 
 «tocando em tudo o que, de sugestivo, pela  frente  lhe surja»]

[e vem a Noite pela janela - os 3 «menos bons meses do ano» estão aí]

- neste caso, o texto de José Castello de 24 de Outubro, no seu blogue - «Literatura na Poltrona» - em que usa Duras como Argumento 

MAPA DO DIA

[ - a chegada do livro de J. L. T. - após um mês de «código postal errado» - foi a única coisa interessante do Dia;

 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Castro Mendes; II


Camões na Índia


Esteve nesta terra. Enojavam-no as mulheres,
pois só as de baixa casta aceitavam
vender-se aos brancos. Escrevia aos amigos
sobre as saudades que tinha dos bordéis de Lisboa.
E fazia poemas para o Vice Rei.

A grandeza não cabe em nenhuma época,
em nenhuma terra,
até mesmo em nenhum ser humano de carne e osso.

Mas só ela dura!

Luís Filipe Castro Mendes, Lendas da Índia, D. Quixote, 2011 p. 61

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Castro Mendes

Blogue do Escritor:         Timtim no Tibet

[poema aí assinado por Alcipe, de 2 de Outubro]

Conceito de História
E às vezes a noite dura todo o dia
e às vezes o leite fica à porta:
não importa que cresça a manhã fria,
não importa que a casa esteja morta.

Demorou já demais nossa estadia
e nós com os sapatos por atar.
Enrolados nos panos, no que havia,
temos o corpo pronto para andar.

Não importa que cresça a morte fria
nem que o leite coalhe junto à porta.
Alguém dará sentido a este dia,
seu brilho irá durar numa mão morta.

A história de uma vida pouco é mais
do que a História que lemos nos jornais.
 
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

«Os Lusíadas» (Dona Cleo, a menina que os leu numa tarde)

[Recorte de Agosto, 28]

Era "uma tarde de Inverno, chuvosa, fria". A jovem Cleonice Berardinelli recostou-se na poltrona e ajeitou a almofada. "Li Os Lusíadas numa tarde de êxtase. Quando chegou no Canto VI, na tempestade, me senti embalada nas ondas, mas era a chuva lá fora." Em São Paulo, em 1938.

Os Lusíadas numa tarde? "Incrível, não é? Li depressa. Estava lendo como quem devora uma história. Claro que comecei a voltar atrás, a parar." Nem sabe quantas vezes releu, ao longo do século XX. "Foi amor à primeira vista e definitivo." Depois desdobrado, dos cancioneiros a Saramago, fez dela a maior lusitanista do Brasil.

E esta terça-feira, dia em que completa 96 anos, [...]
Alexandra Lucas Coelho, Público, 28 - 08 - 2012, p.26

Entrevista-Reportagem completa: AQUI

[T. lembra-se de uma Cena assim, talvez antes de 2000, no Velho Paraíso. Numa segunda de manhã, pela escada, uma Qd.a, claro, disse-lhe que ocupara a tarde «morrinhenta» de domingo a ler a Obra Prima de «fio a pavio». Resistira, mas não vinha «em muito bom Estado», de facto. Embora não «derrubada», longe do «êxtase» da Menina Cleo]
[Em 93-94, no D. P. V., um pai, esforçado profissional da C. C., queixara-se, ao DT, de que «o p. de P., veja lá, agora até quer que o meu R. leia um livro enorme e incompreensível!». Esforçado era, o Menino, de facto.]

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Saramago: «Terra riquíssima em pobres»

«Era quase noite quando a Rua do Século ficou limpa de pobres»

A expressão é de O ano da morte de Ricardo Reis - lida no OBJETO COMPÓSITO do Canal Q - número especial do «Clube da Palavra» que se pode  ver no YT:


Com Pilar del Río, Noiserv, Miguel Gonçalves Mendes e locução de Luís Gouveia Monteiro.

E desenho digital de António Jorge Gonçalves e Diana Mascarenhas.

38º episódio da terceira temporada do Clube da Palavra (Canal Q).

sábado, 13 de outubro de 2012

MAPA DA MANHÃ + A menina que queria estudar

08:40
Mercado de Arroios.
Dona R., a «hortaliceira», boa senhora, até;  do tão amado Povo Gasparino:
«[...] pois, os P. só trabalham 6 meses...»
[T.: «Fuzilá-los, Já!»]

09:40
Pingo Doce da Av. de Paris [pois o da C. M. ainda não abrira]
Semi-andrajoso, de nacionalidade indefinida, com todos os seus «não-haveres» numa mesma mala, há anos que tenta vender Lenços de Papel, à porta. Como variante, foi atrás de T. até ao carro. Depois de verificar que havia moeda de 50 cêntimos, atirou uma embalagem para dentro do porta-bagagens e lá regressou ,  empurrando o das compras.
[Impávido, o Sol continuou a brilhar.] (J. G. F....)
 
Ao balcão do talho, para a Plateia, de 3.ª I. Outro, «Castiço»:
«O P. da C. é que Endireitava Isto!»
[mau. mau Maria]
 
11:15:
Avenida G. R. Talho. Leitura, de pé, enquanto o sr. Carlos «descasca» as COD.s
 
Paquistanesa,  «a menina que queria estudar para ser médica», luta contra a morte - obrigatório direito Taliban para quem ouse...
[que Mundo este]
 
11:45
Lidl.
F. S., ainda Jovem (muito dedicado) M. do Palácio 1213, Verdadeiro Criador, vem a sair, «carregado». Sempre SIMP, vai a correr ao carro buscar um convite-programa dos «Ateliês de Lisboa», convidando o Bisonho, Caseiro T.....
 
Well
 
Chega. T. não alcança Cesário, claro.
 
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ao colo da Bandeira

Fotografia © Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens - reproduzida do Diário de Notícias de hoje - DAQUI

«Por que não veio a  Malta, pá»? (parece pensar)

No  último 5 de Outubro, que não houve, afinal -
M.,«atual AA» [de ADV, pois, pois] fugazmente aparecera no Ecrã; despercebida não passou ao Fotógrafo que  a «petrificou»;
a Bandeira faz  como que um Solidário Reduto, Cansado, com a Fotografada 
- posição inédita que talvez Alguém transforme em I. Temporário
- um «anti-Delacroix»?
- quem sabe?

[«Está inteira e boa, a Bandeira»
- «Está inteira e boa, a cigarreira / Ele é que já não serve»
- «O menino da sua mãe», Fernando Pessoa]

[quanto ao Futuro, se não for Já, é Sempre Hoje]


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Duas horas: ... - Tolentino de Mendonça

«É sempre uma sede de liberdade que nos acorda para o gratuito. E não uma liberdade disto e daquilo. Eu diria: é antes, uma pura liberdade de ser, de sentir-se vivo; uma expansão da alma, náo condicionada pela avareza das convenções; uma urgência não de dons mas de dom. Hoje, por exemplo, uma amiga procurou-me para que eu lhe indicasse um voluntariado. Ela nem tem muito tempo, dedicada a um emprego absorvente e complexo, com os filhos numa idade em que dependem muito dela. «Talvez só possa dar duas horas de quinze em quinze dias» - disse-me. E eu retorqui-lhe, sorrindo:
«Duas horas podem ser uma imensidão.»
 
José Tolentino Mendonça. Nenhum caminho será longo - para uma Teologia da Amizade [livro lançado a 8 de Outubro]

domingo, 7 de outubro de 2012

«Esta manhã» - M. do R. Pedreira

Esta manhã o sol atravessou de repente
para o outro lado da rua - são tão sombrias

as casas quando delas se perde o nome de
alguém, tão escuros os corações dos que
ficam lá dentro para habitar a dor.

Maria do Rosário Pedreira, Nenhum nome depois [1.ª ed:2004]; transcrito da p. 209 de Poesia reunida, 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mudam-se os Tempos... - Carlos Nogueira

Imagem obtida no endereço eletrónico do Público

O Motivo - e o soneto - (Maneirista)  de Camões já deve ter dado «várias vezes a volta ao Mundo das Revisitações», pelas várias Artes
- aqui, a do artista plástico Carlos Nogueira, agora na «Antológica» (40 anos de carreira), no CAM - até Janeiro
 
Da entrevista [«Faço sempre uma única obra» - AQUI] que concedeu ao «Ípsilon», de 21 de Setembro, T. Recorta um curto excerto:
 
 
[...] Lia e continua a ler muita poesia, e  grande parte da sua biblioteca está dedicada a esta área. A biblioteca, a casa: quem conhece a casa de Oeiras percebe que é uma continuação lógica do seu trabalho.
E a biblioteca tem um lugar especial dentro dessa casa, tanto que o artista passa muito tempo a ordená-la, a visitá-la, a usá-la. “Uma coisa que sempre tive desde miúdo é alguma propriedade de linguagem. Sou minimamente dono da palavra. E, como dono, gosto de a usar. Não me permito dizer que sou poeta ou escritor, mas gosto da palavra, de jogar com ela, de introduzir até o erro no sistema. Até pelos títulos das minhas obras, onde há conjugações que parecem em falta, mas não estão.”
 
[sublinhados acescentados] 
 
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

«Os Lusíadas» - Prisca Maria

«Despachada», esta Qd.a orgulha-se do Apelido que «carrega».

Pediu a edição completa para o localizar:

Se os antigos delitos que a malícia
Humana cometeu na prisca idade

Os Lusíadas, VIII, 65, 1-2

Mais tarde, sumariou a história da Avó «Prisca Maria» (Alentejo) e de como a «alcunha» se transformou no Apelido diferenciador das gerações seguintes [...]
[A «despachada» do lado, M. G., «a francesa», a seguir, contou a história do «duplo L» - de que T. só ouviu fragmentos ...]

domingo, 23 de setembro de 2012

MAPA DO DIA + Castelos

11:00

Já deu a volta ao Bairro. Há sempre Figuras a observar. Vantagem de conhecer quem (já) não o conhece.

Já cumpriu a principal tarefa: ligar a «125» do Princeso. Próximo regresso: seis semanas.

Já olhou para o tampo da Estante da Avó Formiga. Deveres esperam. Nenhuma Plateia já o pode «desarrumar». São também remakes, claro.

Vai ser rápido. Tudo.

[ao lado, Vila Nova da Barquinha e Almourol, no «Câmara Clara», de 22 de Julho. Não apaguem os Arquivos. Quanto à Memória, é outra a História.]