quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tadinho do T.

«Tadinho» do T.

Ontem, às 7 da «Matina», deparou-se, na «floresta dos oficiais», com um emel de um ex-AA, ex-Qd.o 

[D. F., 1.º Bloco em 07-08, com vários Rostos de que T. ainda se recorda bem, «capitaneado» pela jovem e impenitente M. O.] 

que está em Londres e comunica ao fim de «2  anos e meio»

e andou «babadinho» todo o dia - até disse, num Quadrado,  que já voltou a gostar de ANIV., porque está cada vez mais, de novo, na I.

à noite já lhe tinha passado, felizmente.            Ganha Juízo, T. 

sábado, 10 de novembro de 2012

Presente do Indicativo

 Recorte final da Entrada «Presente» de «Horas Extraordinárias», de Maria do Rosário Pedreira:

[...] Os bons escritores – entre eles, Agustina – estarão vivos até depois de mortos; e, mesmo então, terão – parece-me – todo o direito ao presente do indicativo.
 
[batalha frequente no Quadrado]

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ricardo Barras no MAPA DO DIA, II

18:00

A. T. R. trouxe um «pastiche», satírico e popular, «moldado» nas estrofes iniciais da Epopeia Camoniana 
- motivo para T. «regressar» ao Tempo (do Fascismo) em que tais «elaborações» eram prolífera Tradição
 - CUIDADO com as analogias, não

A dado passo, o Motivo do Talento 
- e  «à baila» veio  o Nome e a Figura de R. B. - ex-AA recente - cujos textos Moram em: 

http://umpoema-umdia.blogspot.pt

[mais tarde, pelas 20, terá chegado «emel» do próprio.
Coincidências. Há ou não?]


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Apologia do fracasso - José Castello + Duras

[não havendo - por ora - Força para se autov.ar com os horríveis Envelopes, T. vai lendo como sempre o fez: 
 «tocando em tudo o que, de sugestivo, pela  frente  lhe surja»]

[e vem a Noite pela janela - os 3 «menos bons meses do ano» estão aí]

- neste caso, o texto de José Castello de 24 de Outubro, no seu blogue - «Literatura na Poltrona» - em que usa Duras como Argumento 

MAPA DO DIA

[ - a chegada do livro de J. L. T. - após um mês de «código postal errado» - foi a única coisa interessante do Dia;

 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Castro Mendes; II


Camões na Índia


Esteve nesta terra. Enojavam-no as mulheres,
pois só as de baixa casta aceitavam
vender-se aos brancos. Escrevia aos amigos
sobre as saudades que tinha dos bordéis de Lisboa.
E fazia poemas para o Vice Rei.

A grandeza não cabe em nenhuma época,
em nenhuma terra,
até mesmo em nenhum ser humano de carne e osso.

Mas só ela dura!

Luís Filipe Castro Mendes, Lendas da Índia, D. Quixote, 2011 p. 61

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Castro Mendes

Blogue do Escritor:         Timtim no Tibet

[poema aí assinado por Alcipe, de 2 de Outubro]

Conceito de História
E às vezes a noite dura todo o dia
e às vezes o leite fica à porta:
não importa que cresça a manhã fria,
não importa que a casa esteja morta.

Demorou já demais nossa estadia
e nós com os sapatos por atar.
Enrolados nos panos, no que havia,
temos o corpo pronto para andar.

Não importa que cresça a morte fria
nem que o leite coalhe junto à porta.
Alguém dará sentido a este dia,
seu brilho irá durar numa mão morta.

A história de uma vida pouco é mais
do que a História que lemos nos jornais.
 
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

«Os Lusíadas» (Dona Cleo, a menina que os leu numa tarde)

[Recorte de Agosto, 28]

Era "uma tarde de Inverno, chuvosa, fria". A jovem Cleonice Berardinelli recostou-se na poltrona e ajeitou a almofada. "Li Os Lusíadas numa tarde de êxtase. Quando chegou no Canto VI, na tempestade, me senti embalada nas ondas, mas era a chuva lá fora." Em São Paulo, em 1938.

Os Lusíadas numa tarde? "Incrível, não é? Li depressa. Estava lendo como quem devora uma história. Claro que comecei a voltar atrás, a parar." Nem sabe quantas vezes releu, ao longo do século XX. "Foi amor à primeira vista e definitivo." Depois desdobrado, dos cancioneiros a Saramago, fez dela a maior lusitanista do Brasil.

E esta terça-feira, dia em que completa 96 anos, [...]
Alexandra Lucas Coelho, Público, 28 - 08 - 2012, p.26

Entrevista-Reportagem completa: AQUI

[T. lembra-se de uma Cena assim, talvez antes de 2000, no Velho Paraíso. Numa segunda de manhã, pela escada, uma Qd.a, claro, disse-lhe que ocupara a tarde «morrinhenta» de domingo a ler a Obra Prima de «fio a pavio». Resistira, mas não vinha «em muito bom Estado», de facto. Embora não «derrubada», longe do «êxtase» da Menina Cleo]
[Em 93-94, no D. P. V., um pai, esforçado profissional da C. C., queixara-se, ao DT, de que «o p. de P., veja lá, agora até quer que o meu R. leia um livro enorme e incompreensível!». Esforçado era, o Menino, de facto.]

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Saramago: «Terra riquíssima em pobres»

«Era quase noite quando a Rua do Século ficou limpa de pobres»

A expressão é de O ano da morte de Ricardo Reis - lida no OBJETO COMPÓSITO do Canal Q - número especial do «Clube da Palavra» que se pode  ver no YT:


Com Pilar del Río, Noiserv, Miguel Gonçalves Mendes e locução de Luís Gouveia Monteiro.

E desenho digital de António Jorge Gonçalves e Diana Mascarenhas.

38º episódio da terceira temporada do Clube da Palavra (Canal Q).

sábado, 13 de outubro de 2012

MAPA DA MANHÃ + A menina que queria estudar

08:40
Mercado de Arroios.
Dona R., a «hortaliceira», boa senhora, até;  do tão amado Povo Gasparino:
«[...] pois, os P. só trabalham 6 meses...»
[T.: «Fuzilá-los, Já!»]

09:40
Pingo Doce da Av. de Paris [pois o da C. M. ainda não abrira]
Semi-andrajoso, de nacionalidade indefinida, com todos os seus «não-haveres» numa mesma mala, há anos que tenta vender Lenços de Papel, à porta. Como variante, foi atrás de T. até ao carro. Depois de verificar que havia moeda de 50 cêntimos, atirou uma embalagem para dentro do porta-bagagens e lá regressou ,  empurrando o das compras.
[Impávido, o Sol continuou a brilhar.] (J. G. F....)
 
Ao balcão do talho, para a Plateia, de 3.ª I. Outro, «Castiço»:
«O P. da C. é que Endireitava Isto!»
[mau. mau Maria]
 
11:15:
Avenida G. R. Talho. Leitura, de pé, enquanto o sr. Carlos «descasca» as COD.s
 
Paquistanesa,  «a menina que queria estudar para ser médica», luta contra a morte - obrigatório direito Taliban para quem ouse...
[que Mundo este]
 
11:45
Lidl.
F. S., ainda Jovem (muito dedicado) M. do Palácio 1213, Verdadeiro Criador, vem a sair, «carregado». Sempre SIMP, vai a correr ao carro buscar um convite-programa dos «Ateliês de Lisboa», convidando o Bisonho, Caseiro T.....
 
Well
 
Chega. T. não alcança Cesário, claro.
 
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ao colo da Bandeira

Fotografia © Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens - reproduzida do Diário de Notícias de hoje - DAQUI

«Por que não veio a  Malta, pá»? (parece pensar)

No  último 5 de Outubro, que não houve, afinal -
M.,«atual AA» [de ADV, pois, pois] fugazmente aparecera no Ecrã; despercebida não passou ao Fotógrafo que  a «petrificou»;
a Bandeira faz  como que um Solidário Reduto, Cansado, com a Fotografada 
- posição inédita que talvez Alguém transforme em I. Temporário
- um «anti-Delacroix»?
- quem sabe?

[«Está inteira e boa, a Bandeira»
- «Está inteira e boa, a cigarreira / Ele é que já não serve»
- «O menino da sua mãe», Fernando Pessoa]

[quanto ao Futuro, se não for Já, é Sempre Hoje]


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Duas horas: ... - Tolentino de Mendonça

«É sempre uma sede de liberdade que nos acorda para o gratuito. E não uma liberdade disto e daquilo. Eu diria: é antes, uma pura liberdade de ser, de sentir-se vivo; uma expansão da alma, náo condicionada pela avareza das convenções; uma urgência não de dons mas de dom. Hoje, por exemplo, uma amiga procurou-me para que eu lhe indicasse um voluntariado. Ela nem tem muito tempo, dedicada a um emprego absorvente e complexo, com os filhos numa idade em que dependem muito dela. «Talvez só possa dar duas horas de quinze em quinze dias» - disse-me. E eu retorqui-lhe, sorrindo:
«Duas horas podem ser uma imensidão.»
 
José Tolentino Mendonça. Nenhum caminho será longo - para uma Teologia da Amizade [livro lançado a 8 de Outubro]

domingo, 7 de outubro de 2012

«Esta manhã» - M. do R. Pedreira

Esta manhã o sol atravessou de repente
para o outro lado da rua - são tão sombrias

as casas quando delas se perde o nome de
alguém, tão escuros os corações dos que
ficam lá dentro para habitar a dor.

Maria do Rosário Pedreira, Nenhum nome depois [1.ª ed:2004]; transcrito da p. 209 de Poesia reunida, 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mudam-se os Tempos... - Carlos Nogueira

Imagem obtida no endereço eletrónico do Público

O Motivo - e o soneto - (Maneirista)  de Camões já deve ter dado «várias vezes a volta ao Mundo das Revisitações», pelas várias Artes
- aqui, a do artista plástico Carlos Nogueira, agora na «Antológica» (40 anos de carreira), no CAM - até Janeiro
 
Da entrevista [«Faço sempre uma única obra» - AQUI] que concedeu ao «Ípsilon», de 21 de Setembro, T. Recorta um curto excerto:
 
 
[...] Lia e continua a ler muita poesia, e  grande parte da sua biblioteca está dedicada a esta área. A biblioteca, a casa: quem conhece a casa de Oeiras percebe que é uma continuação lógica do seu trabalho.
E a biblioteca tem um lugar especial dentro dessa casa, tanto que o artista passa muito tempo a ordená-la, a visitá-la, a usá-la. “Uma coisa que sempre tive desde miúdo é alguma propriedade de linguagem. Sou minimamente dono da palavra. E, como dono, gosto de a usar. Não me permito dizer que sou poeta ou escritor, mas gosto da palavra, de jogar com ela, de introduzir até o erro no sistema. Até pelos títulos das minhas obras, onde há conjugações que parecem em falta, mas não estão.”
 
[sublinhados acescentados] 
 
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

«Os Lusíadas» - Prisca Maria

«Despachada», esta Qd.a orgulha-se do Apelido que «carrega».

Pediu a edição completa para o localizar:

Se os antigos delitos que a malícia
Humana cometeu na prisca idade

Os Lusíadas, VIII, 65, 1-2

Mais tarde, sumariou a história da Avó «Prisca Maria» (Alentejo) e de como a «alcunha» se transformou no Apelido diferenciador das gerações seguintes [...]
[A «despachada» do lado, M. G., «a francesa», a seguir, contou a história do «duplo L» - de que T. só ouviu fragmentos ...]

domingo, 23 de setembro de 2012

MAPA DO DIA + Castelos

11:00

Já deu a volta ao Bairro. Há sempre Figuras a observar. Vantagem de conhecer quem (já) não o conhece.

Já cumpriu a principal tarefa: ligar a «125» do Princeso. Próximo regresso: seis semanas.

Já olhou para o tampo da Estante da Avó Formiga. Deveres esperam. Nenhuma Plateia já o pode «desarrumar». São também remakes, claro.

Vai ser rápido. Tudo.

[ao lado, Vila Nova da Barquinha e Almourol, no «Câmara Clara», de 22 de Julho. Não apaguem os Arquivos. Quanto à Memória, é outra a História.]

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

1955 - Amadeu Baptista

[T. é da «colheita» de  55 - Hum, a Memória daquela garrafa de CR&F Reserva, de austero rótulo
- deambulando, enquanto os Infantes tinham o comportamento habitual, isto é, .... [querias...] foi lendo «um poema para cada ano», proposta deste recente livro de Amadeu Baptista]

Mil Novecentos e Cinquenta e Cinco

Estão a chover ursos de peluche
no meu cobertor,
lá fora é quase dia,
o pai ligou a máquina de barbear
e a mãe cicia
como só as mães ciciam,
com quadradinhos de açucar
e luzes a acender e a apagar
dentro da boca.
 
Já aqui veio três vezes
aconchegar-me a roupa,
dizer coisas parecidas com o vento a deslizar 
entre as folhas das árvores,
um coelhinho branco a correr entre este canto
e aquele,
um perfume parecido com o meu
quando me chama gatinho da mamã.

Tive um sono repousado.

Os maus não apareceram.
 
Amadeu Baptista, Açougue. Lisboa, &etc, 2012, p. 11


 

DIA UM - 1953

[Dia Um de uma tarefa difícil: esquecer os Retratos, as Heteropsicografias da semana passada; o que foi confessado, sem pretender resposta ou reação]

[perguntas, poucas; Sermão, só num dos Quadrados]

Deambulando, com «um olho no burro e outro no cigano», T., nascido em 1955, ia lendo Açougue, de Amadeu Baptista, de que se transcreve o primeiro:
 Mil Novecentos e Cinquenta e Três
Logo no primeiro ano
estou só
e não me consigo manter de pé.
Se suspeitasse sequer
que iria ser assim para toda a vida
não me riria
com estas gargalhadas
crstalinas
Amadeu Baptista, Açougue. Lisboa, &etc, 2012, p. 9

quarta-feira, 6 de junho de 2012

1112 - FIM

3.º Bloco: deixar o Paraíso, realizar E., algo que «vem de fora».
Ocupar a Ilha, pela última vez.

1112 passará a 1213, em setembro.

Até lá fecha o «Alpa», reabre o «Peri» - Palácio de Verão, pouco fresco.
Fresca é aqui a «Cave do 5.º»
Well

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Joana Bértholo - HAVIA

[Em Abril de 2010 - «Paraíso nos Contentores» - G. falhou uma das apresentações de Diálogos para o fim do mundo - de J. B., que passara a deixar Convite]
[por isso, há uns 12 anos que não (re)vê uma das mais brilhantes M. do Velho Paraíso] 

[foi no  JL de 30 de Maio, p. 17, que se deparou com o artigo «Conto, microconto e nanoconto», de Miguel Real [...]
(reescrita e acescento de outro de 2005 - 2006, quase com o mesmo título): [...]          [vá lá ler]

- Assim:
 - Vídeo duma FUTURA  apresentação, por José Mário Silva, no Endereço da própria J. B. - onde outros elementos do percurso de J. B. estão disponíveis

domingo, 27 de maio de 2012

Saudades do futuro

A seis semanas do regresso, M.G. declara já ter saudades da

«Liberdade do seu Eu do outro lado do Oceano»

[aquele que para o seu Eu ainda é o «deste lado»]

[deve estar a referir-se só a um Oceano]

terça-feira, 15 de maio de 2012

Almada - «COMEÇAR»

Muito brinca G. (com os «1112») com «Começar», de Almada

«Começar, num espaço de tempo onde a Lógica, o Número é,  segundo o Mestre do Futurismo, unânime»

Recorte do documentário «Almada e Tudo», de 1999, de Manuel Varella

[abençoada Santa, que deixa voltar a ouver tais coisas]



segunda-feira, 14 de maio de 2012

«A bicicleta...

... que tinha bigodes»

[... mais as estigas nas bermas da nossa língua, toda desportuguesa]

Recortes na Casa do próprio Ondjaki

Analisado pelo próprio, num vídeo da série «Ler mais ler melhor»:




terça-feira, 1 de maio de 2012

1.ºde Maio - «Apaga-Apaga»

1 de Maio - excelente dia para:

- apagar - já está - uma 1.ª fase;

- atar e distribuir (atas, sem «c») - parcial;  resto adiado para mais logo;

- continuar Preso na Liberdade do Scriptorium;

- descer e subir - «as escadas não têm degraus» - o L. B. está aberto

Well

sábado, 28 de abril de 2012

Para onde is?

Já em algum dos recortes «apaga-apaga» G. se referiu ao 1.º espe(c)táculo da Comuna- que o «marcou« para sempre - numa Garagem, na Praça José Fontana, em frente do (liceu) Camões, em finais de 72: Auto da Alma, de Gil Vicente,  recriado, e protagonizado por uma inesquecível, então muito jovem, Manuela de Freitas.

Não se lembrava era de pormenores como o dos «bilhetes a 20 escudos», o dos «150 lugares esgotados durante quase meio ano» - obtidos no endereço E. da Companhia. - uma das Maravilhas da Santa Net: «reacender as partes apagadas da Memória»

Dura há quarenta anos, a fazer no 1.º de Maio. Não é «caso senão para brincadeiras, sérias», naturalmente.

Ouver histórias várias, da viva voz do fundador, João Mota, no Curto Tempo do vídeo alojado no endereço do DN:            AQUI

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mapa do dia

Cerca das 12.45. Ilha. V., uma das pequeninas lutadoras do Bloco B, para G: «O feriado amoleceu-me»

Cerca das 18:00.
Na placa Central, dominam os bebés de várias das jovens A. do Palácio 1112. Vieram à Inauguração.

I. A., Mestre de Ouriv., senta o Fruto mais recente ao colo da mana, de  seis anos. E vá de «abastecer» o «avantajado Infante». E, para a Menina, quase «soterrada» sob tal Volume:
«Estás a segurar bem o Mano, não estás?.»
Espreitando, acena que sim, a pequenina Morena.

Começa cedo a «segurar o Universo na sua Órbita» [Memorial do Convento, p.....]

[o que General Z. riu com a «Cena», quando G. lha contou]

sexta-feira, 9 de março de 2012

MAPA DO DIA

16:45

Subiu as escadas, pela quarta vez.
No «L. B.», enquanto bebia café, leu 40 páginas de Gare do Oriente, de Vasco Luís Curado
Lê-se bem. É bom. Ele é que já leu muito, «já não serve». Demais, sempre e apenas,  nos momentos em que faltam poucos dias para a Liberdade.
Deu para encontrar, referida por Lígia, uma personagem, Nicolau, parecida com Ele.
Well

De manhã esteve no Exterior; à tarde, foge dele.
Está com dificuldades em levar a Sério o que é sério.
Espera. Espera que passe.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sá de Miranda - por Eli

Que dizer dos Prog. Esc.? Que são isso mesmo, esc., e  que, por isso, «deixam de fora» os melhores entre os melhores que nem os «Programadores» poderão APAGAR;
Neste caso, claro, Francisco de Sá de Miranda, talvez quase tão genial como Camões;
- e G. relembra(-se de) uma extraordinária sequência de aulas de Heitor Gomes Teixeira, a provar o «RIGOR MATEMÁTICO» da poesia  de Sá de Miranda;

Só para «Almas Elevadas» - isto é, todas as ARTÍSTICAS - mesmo, claro.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Maria Gabriela Llansol

30.1.12
Alguém chamado Tiago, português que assina Shadul no You Tube, dá a ler Llansol trazendo o seu texto (neste caso o primeiro diário póstumo, Uma Data em Cada Mão. Livro de Horas I) para novas formas de experiência, envolvendo-o simplesmente em sons e cores. O texto vive, e emerge o seu fundo mais fundo:

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

LISTAS - MAPA DO DIA, I

Alberto Savinio, A cidade das Promessas, 1928, Paris, Galeria Daniel Malingue - reproduzida na página 70 da obra de Eco

cerca das 13:45

INTERVALO. B., a Felina do Bloco A, entra, ladina. Apodera-se do Marcador Azul e «vagueia» pelo Branco Quadrado.
Armado em Cuco, não «aos cucos», G. aproveita [A Qd.a estivera a «fazer listas» no anterior Quadrado.]

Fala-lhe do livro de Eco, resultante da exposição «Vertiges de la liste»,  em 2009, no Louvre. [Afinal, pretexto para G. começar a tarde, retomando o mesmo.]                                        
                                                      [Entrevista, de então, a ECO - AQUI] 

Um RECORTE do capítulo 5, «Listas de coisas»

O receio de não conseguir dizer tudo não tolhe apenas defronte a uma infinidade de nomes, também o faz defronte a uma infinidade de coisas. A história da literatura está cheia de colecções obssessivas de objectos. Certas vezes, estas colecções são fantásticas, como aquela dos achados que (relata Ariosto) Astolfo encontra na Lua, onde foi recuperar o cérebro de Orlando, outras vezes são inquietantes, como acontece com o elenco de substâncias malignas usadas pelas bruxas de Macbeth, de Shakespeare, por vezes são delirantes de perfumes, como a colecção de flores que Marino descreve no seu Adónis, às vezes são pobres e essenciais, como a recolha de detritos que permite a Robinson Crusoé sobreviver na sua ilha [...] certas vezes são vertiginosamente normais, como a imensa colecção de objectos insignificantes que povoam a gaveta da cozinha de Leopold Bloom no Ulisses, de Joyce, outras ainda são nostalgicamente ternas, mesmo na sua imobilidade digna de um museu, e quase funéreas, como  a colecção de instrumentos musicais da qual nos fala Mann, no Doutor Fausto. Por vezes as coisas são simplesmente odores, ou melhor, fedores, como na cidade descrita por Suskind

 [sublinhado que está a cor diferente foi acrescentado]

Umberto Eco. A vertigem das listas. 2009, Lisboa. Difel, p. 67

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Gabriel

11:55

No Corredor Central, Gabriel, o Verdadeiro, cruza-se com o Falso. Começou a primeira Etapa com Barra quase Máxima. Mas vai segurá-la. É um dos «Happy Few» (expressão de Eli).
[tem também a vantagem de já ter congeminado um «Plano B». Arte da Pastelaria]

G: - Descobri que me roubou a Identidade...

G: - Desde Setembro... E já o fiz Personagem por várias vezes - só que já está Apagado. É o Jogo da Casa
 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O inédito de sábado (Inesiana)

Poema ao sábado                 Inédito 


Soneto de formol de D. Pedro
para D. Inês de Castro


Não é por ainda te amar
que te coroo depois de morta:
tivesse-te amado um pouco mais
e talvez a casa tivesse sido velada,
e tu coroada rainha em vida
para que todos os homens
te admirassem enquanto eras bela,
e não agora que és só um cadáver.
Trouxe-te à superfície não porque te amo,
mas porque te amei na minha euforia;
desenterrei-te não para te dar vida,
mas para me conformar que estás morta,
e quero que todos os homens te chorem
para que não me fuja essa certeza.

David Teixeira
David Teixeira nasceu em 1990, em S. Pedro do Sul. Tem um livro pronto a editar, que se intitulará Pródromo. O poema que aqui se transcreve é o primeiro que publica.
Público, P2, 24-12-2011, p. 9

 







sábado, 3 de dezembro de 2011

Mário de Carvalho, a vastidão do Vocabulário «Chunga»», por RAP


Em 28 de Outubro, na Fnac do Chiado

(quem também «fala à bandido» são as Pers. de Rubem Fonseca, relembre-se)

Clarice - por Moser

[G. foi ali à Zamb., num «instantinho»;
 aldeia sem as «chusmas» de Verão;
Mar de Inverno com Sol ]



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ficções - Borges - Mega Ferreira - O livro da vida

«O único que levaria para a Ilha Deserta»

«Tudo é invenção, em Borges»

«A literatura pode tudo, em relação ao mundo»

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Inês e Pedro - Mito revisitado + «Pastiche»

[«Estupefactas(os)», As QD.as(os) quando se lhes fala (do conceito) de Pastiche - transversal a várias A.]

(o livro é de Nuno Dempster, de 2011; G. seguirá a estratégia actual: não havendo, que não há, Verba, há que visitá-lo numa das próximas idas a um dos  Templos - agora em uso «de Biblioteca»)

(dois poemas e a crítica - só para Almas Ambiciosas, naturalmente - estão AQUI - «Contra Mundum» - um território que G. amiúde visita)

Quanto ao conceito na Literatura, ver o artigo do prof. Carlos Ceia no EDTL- acessível, em princípio, não apenas às Almas Ambiciosas

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Diário Pessoal - Diário Íntimo

Ao ler, o Leitor sente-se guiado, pela Leitora, a outras Leituras e a Atmosferas

ainda não muito distantes, mas que se vão diluindo, inevitavelmente.

Naquelas horas, o Tempo «suspendia-se» e, depois, houve «Vidas Vencidas» e

«estátuas de sal» que  tiveram que ser tocadas. Demasiado, a dado passo. E, de

seguida, o afastamento, inevitável. 

E é um texto muito bem construido. E entretecido de aspectos teóricos que não

surgem no tecido primeiro ou principal. Leve ou fluído  e denso, então.

Há que seguir a Via reaberta.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eco e Narciso

[para ler e reler, mesmo que se perceba logo ao ler, esta Entrada de «Ela», «a leitora»:            AQUI]              [ou ali ao lado, na lateral barra]

domingo, 25 de setembro de 2011

Miscelânea + Almada

«Miscelânea», é o que este território será, sobrepondo registos e perspetivas.

Passa a «navegar» por  outras paragens - é natural, há uma semana que dezenas de novos (e anteriores) Qd.s «tomaram de assalto a Loja do Mestre G.» (André, não)

É simples.
Tal como os «antecessores», define-se:
- como um «espaço público para uso privado» - diarístico, mas «híbrido ou escorregadio»
- como um «elegante envergonhado» que espera não «embaraçar» ninguém
- COMO um «apaga-apaga»
- afinal, o poema, com esse título, do «único Português Sem Mestre» de que há conhecimento jamais deixará de ser «o Esqueleto» da Casa





                                                  
                                                      
                                     

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PALÁCIO 1112 - Entrada Triunfal

08:32
E, finalmente, chegou o dia da Entrada Triunfal, do desfile pela comprida Alameda - Ágora - Passerele 
-  Esplendorosa de Luz, de Espaço, de «finalmentes» («brilhozinho« nos olhos de
quem todos sabem quem é)

«Foi como um Rio» -  de largo e compacto caudal
-mas é tão grande a Massa, que levou minutos  a passar

G., num extremo, paralisou o olhar até à irrupção de Eli - malvada fotógrafa -  que «cegou o bicho»
E ponto.

domingo, 18 de setembro de 2011

Jogo de Espelhos - David Mourão-Ferreira

Veio agora de uma das cadeiras da cozinha, para  ocupar o seu lugar na «Estante Velha» [a que foi paga pela Avó Formiga, por volta de 68 ou 69, a que vai na «terceira casa»]. Faz parte das aquisições obrigatórias deste Verão Gasparino, para tentar completar a Estante Davidiana. [G. não perdeu totalmente a esperança de reencontrar o primeiro ex. de U. A. F., perdido há cerca de 20 anos]

III
As suas mais remotas imagens
de Lisboa: casas cor-de-rosa, afogueadas pelo Sol;
varandas confusas; nítidos degraus;
luzes de eléctricos, ao crepúsculo,
a fazerem dançar a névoa
sobre carris humedecidos.

David Mourão-Ferreira, Auto-retrato - primeiros traços
(transcrito de Jogo de espelhos, 2.ª ed, 2001)


- «A sedução generalizada», Crónica de Eduardo Prado Coelho, de 8 de Janeiro de 1994, do suplem.o «Mil Folhas»,  sobre este livro, preciosamente colocada, na sexta, 18 - 10 - 2019, na Casa indicada... 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O chochman - recorte

«O chochman»

[…] O dia de trabalho começava na vasta sala em que as luzes nunca se apagavam apesar das grandes janelas de vidro que davam sobre milhares e milhares doutras janelas, pela cidade afora. Despi o casaco e sentei-me no meu lugar, ao teclado. O meu jovial companheiro de secretária, Antero, o mais sensato organizador de recortes do mundo, veio lá de trás, de junto de um grupo que se instalava, e desmoronou-se, pesado, na cadeira, que exalou um queixume soprado e deslizou um pouco sobre o rodado de titânio.

            Bem-disposto? Sabe o que a Marcela anda a dizer de si?

            Poupe-me, por favor protestei.

            Que não trouxe o seu chochman. E que, apesar disso, embolsou a schackmine.

            Tive um baque.

            Estou-me borrifando segredou-me ele. Deu-me uma rápida palmada no ombro e começou a trabalhar nos seus papéis. Não me dirigiu a palavra durante mais de uma hora, mas reparei que, disfarçadamente, me rasava com breves olhares de esguelha.

            Naqueles tempos ainda vigoravam algumas leis. Naquela casa cumpria-se, tradicionalmente, teimosamente, porque esse direito tinha sido universalmente desregulamentado, o intervalo para almoço. Eu estava à espera, com ansiedade, que o momento chegasse. Durante a pausa, fugiria de todos, enfiar-me-ia nos lavabos, ou passearia nos corredores, de modo a que não reparassem em mim. Nunca pensei que uma coisa assim pudesse acontecer-me: sentir uma schackmine ilegítima no bolso, e estar desmunido do meu chochman, quando ele não faltava a mais ninguém.

            Não sabia porquê. O facto é que não o tinha! A pérfida Marcela notou logo. Agora toda a gente já sabia. O recepcionista, antes. E tudo começara com ele a observar-me de modo diferente. Bem que podia desde logo ter-me avisado, em vez de graduar o sorriso e me estender a schackmine… […]

 Mário de Carvalho, O homem do turbante verde e outras histórias, Lisboa, Caminho, 2011, pp. 147-8


O Chochman - Epígrafe

O chochman

CHOCHMAN Faz parte do calão theatral. Quando um actor, na linguagem de bastidores, se refere a um desconhecido, a um sujeito caricato, a um ente imaginário, ou a alguém a quem se não póde ou não convém nomear, diz-se: o chochman. O fallecido actor-autor Baptista Machado, quando em scena não sabia o que havia de dizer, por se não lembrar do papel, fallava rapida  e atrapalhadamente, dizendo phrases inintelligíveis e mettendo sempre de permeio o chochman que para ele era o salvaterio, empregando-o como substantivo, adjectivo, verbo ou adverbio!

Sousa Bastos, Diccionario do Theatro Portuguez, Lisboa, 1908

Mário de Carvalho, O homem do turbante verde e outras histórias, Lisboa, Caminho, 2011, p. 145

sexta-feira, 1 de julho de 2011

«O chochman» - lançamento para adiar

Prematuro, este território.

Ficará letárgico, até Setembro.

Acordará, então, para ser o que tiver que ser.

Título de um dos 10 contos do último livro de Mário de Carvalho:
O homem do turbante verde.
Tem sido uma das leituras das últimas semanas.

R. leu o último, hoje de manhã, de pé, pelas 12:30, na ISS,.