quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sá de Miranda - por Eli

Que dizer dos Prog. Esc.? Que são isso mesmo, esc., e  que, por isso, «deixam de fora» os melhores entre os melhores que nem os «Programadores» poderão APAGAR;
Neste caso, claro, Francisco de Sá de Miranda, talvez quase tão genial como Camões;
- e G. relembra(-se de) uma extraordinária sequência de aulas de Heitor Gomes Teixeira, a provar o «RIGOR MATEMÁTICO» da poesia  de Sá de Miranda;

Só para «Almas Elevadas» - isto é, todas as ARTÍSTICAS - mesmo, claro.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Maria Gabriela Llansol

30.1.12
Alguém chamado Tiago, português que assina Shadul no You Tube, dá a ler Llansol trazendo o seu texto (neste caso o primeiro diário póstumo, Uma Data em Cada Mão. Livro de Horas I) para novas formas de experiência, envolvendo-o simplesmente em sons e cores. O texto vive, e emerge o seu fundo mais fundo:

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

LISTAS - MAPA DO DIA, I

Alberto Savinio, A cidade das Promessas, 1928, Paris, Galeria Daniel Malingue - reproduzida na página 70 da obra de Eco

cerca das 13:45

INTERVALO. B., a Felina do Bloco A, entra, ladina. Apodera-se do Marcador Azul e «vagueia» pelo Branco Quadrado.
Armado em Cuco, não «aos cucos», G. aproveita [A Qd.a estivera a «fazer listas» no anterior Quadrado.]

Fala-lhe do livro de Eco, resultante da exposição «Vertiges de la liste»,  em 2009, no Louvre. [Afinal, pretexto para G. começar a tarde, retomando o mesmo.]                                        
                                                      [Entrevista, de então, a ECO - AQUI] 

Um RECORTE do capítulo 5, «Listas de coisas»

O receio de não conseguir dizer tudo não tolhe apenas defronte a uma infinidade de nomes, também o faz defronte a uma infinidade de coisas. A história da literatura está cheia de colecções obssessivas de objectos. Certas vezes, estas colecções são fantásticas, como aquela dos achados que (relata Ariosto) Astolfo encontra na Lua, onde foi recuperar o cérebro de Orlando, outras vezes são inquietantes, como acontece com o elenco de substâncias malignas usadas pelas bruxas de Macbeth, de Shakespeare, por vezes são delirantes de perfumes, como a colecção de flores que Marino descreve no seu Adónis, às vezes são pobres e essenciais, como a recolha de detritos que permite a Robinson Crusoé sobreviver na sua ilha [...] certas vezes são vertiginosamente normais, como a imensa colecção de objectos insignificantes que povoam a gaveta da cozinha de Leopold Bloom no Ulisses, de Joyce, outras ainda são nostalgicamente ternas, mesmo na sua imobilidade digna de um museu, e quase funéreas, como  a colecção de instrumentos musicais da qual nos fala Mann, no Doutor Fausto. Por vezes as coisas são simplesmente odores, ou melhor, fedores, como na cidade descrita por Suskind

 [sublinhado que está a cor diferente foi acrescentado]

Umberto Eco. A vertigem das listas. 2009, Lisboa. Difel, p. 67

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Gabriel

11:55

No Corredor Central, Gabriel, o Verdadeiro, cruza-se com o Falso. Começou a primeira Etapa com Barra quase Máxima. Mas vai segurá-la. É um dos «Happy Few» (expressão de Eli).
[tem também a vantagem de já ter congeminado um «Plano B». Arte da Pastelaria]

G: - Descobri que me roubou a Identidade...

G: - Desde Setembro... E já o fiz Personagem por várias vezes - só que já está Apagado. É o Jogo da Casa
 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O inédito de sábado (Inesiana)

Poema ao sábado                 Inédito 


Soneto de formol de D. Pedro
para D. Inês de Castro


Não é por ainda te amar
que te coroo depois de morta:
tivesse-te amado um pouco mais
e talvez a casa tivesse sido velada,
e tu coroada rainha em vida
para que todos os homens
te admirassem enquanto eras bela,
e não agora que és só um cadáver.
Trouxe-te à superfície não porque te amo,
mas porque te amei na minha euforia;
desenterrei-te não para te dar vida,
mas para me conformar que estás morta,
e quero que todos os homens te chorem
para que não me fuja essa certeza.

David Teixeira
David Teixeira nasceu em 1990, em S. Pedro do Sul. Tem um livro pronto a editar, que se intitulará Pródromo. O poema que aqui se transcreve é o primeiro que publica.
Público, P2, 24-12-2011, p. 9

 







sábado, 3 de dezembro de 2011

Mário de Carvalho, a vastidão do Vocabulário «Chunga»», por RAP


Em 28 de Outubro, na Fnac do Chiado

(quem também «fala à bandido» são as Pers. de Rubem Fonseca, relembre-se)

Clarice - por Moser

[G. foi ali à Zamb., num «instantinho»;
 aldeia sem as «chusmas» de Verão;
Mar de Inverno com Sol ]



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ficções - Borges - Mega Ferreira - O livro da vida

«O único que levaria para a Ilha Deserta»

«Tudo é invenção, em Borges»

«A literatura pode tudo, em relação ao mundo»

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Inês e Pedro - Mito revisitado + «Pastiche»

[«Estupefactas(os)», As QD.as(os) quando se lhes fala (do conceito) de Pastiche - transversal a várias A.]

(o livro é de Nuno Dempster, de 2011; G. seguirá a estratégia actual: não havendo, que não há, Verba, há que visitá-lo numa das próximas idas a um dos  Templos - agora em uso «de Biblioteca»)

(dois poemas e a crítica - só para Almas Ambiciosas, naturalmente - estão AQUI - «Contra Mundum» - um território que G. amiúde visita)

Quanto ao conceito na Literatura, ver o artigo do prof. Carlos Ceia no EDTL- acessível, em princípio, não apenas às Almas Ambiciosas

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Diário Pessoal - Diário Íntimo

Ao ler, o Leitor sente-se guiado, pela Leitora, a outras Leituras e a Atmosferas

ainda não muito distantes, mas que se vão diluindo, inevitavelmente.

Naquelas horas, o Tempo «suspendia-se» e, depois, houve «Vidas Vencidas» e

«estátuas de sal» que  tiveram que ser tocadas. Demasiado, a dado passo. E, de

seguida, o afastamento, inevitável. 

E é um texto muito bem construido. E entretecido de aspectos teóricos que não

surgem no tecido primeiro ou principal. Leve ou fluído  e denso, então.

Há que seguir a Via reaberta.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eco e Narciso

[para ler e reler, mesmo que se perceba logo ao ler, esta Entrada de «Ela», «a leitora»:            AQUI]              [ou ali ao lado, na lateral barra]

domingo, 25 de setembro de 2011

Miscelânea + Almada

«Miscelânea», é o que este território será, sobrepondo registos e perspetivas.

Passa a «navegar» por  outras paragens - é natural, há uma semana que dezenas de novos (e anteriores) Qd.s «tomaram de assalto a Loja do Mestre G.» (André, não)

É simples.
Tal como os «antecessores», define-se:
- como um «espaço público para uso privado» - diarístico, mas «híbrido ou escorregadio»
- como um «elegante envergonhado» que espera não «embaraçar» ninguém
- COMO um «apaga-apaga»
- afinal, o poema, com esse título, do «único Português Sem Mestre» de que há conhecimento jamais deixará de ser «o Esqueleto» da Casa





                                                  
                                                      
                                     

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PALÁCIO 1112 - Entrada Triunfal

08:32
E, finalmente, chegou o dia da Entrada Triunfal, do desfile pela comprida Alameda - Ágora - Passerele 
-  Esplendorosa de Luz, de Espaço, de «finalmentes» («brilhozinho« nos olhos de
quem todos sabem quem é)

«Foi como um Rio» -  de largo e compacto caudal
-mas é tão grande a Massa, que levou minutos  a passar

G., num extremo, paralisou o olhar até à irrupção de Eli - malvada fotógrafa -  que «cegou o bicho»
E ponto.

domingo, 18 de setembro de 2011

Jogo de Espelhos - David Mourão-Ferreira

Veio agora de uma das cadeiras da cozinha, para  ocupar o seu lugar na «Estante Velha» [a que foi paga pela Avó Formiga, por volta de 68 ou 69, a que vai na «terceira casa»]. Faz parte das aquisições obrigatórias deste Verão Gasparino, para tentar completar a Estante Davidiana. [G. não perdeu totalmente a esperança de reencontrar o primeiro ex. de U. A. F., perdido há cerca de 20 anos]

III
As suas mais remotas imagens
de Lisboa: casas cor-de-rosa, afogueadas pelo Sol;
varandas confusas; nítidos degraus;
luzes de eléctricos, ao crepúsculo,
a fazerem dançar a névoa
sobre carris humedecidos.

David Mourão-Ferreira, Auto-retrato - primeiros traços
(transcrito de Jogo de espelhos, 2.ª ed, 2001)


- «A sedução generalizada», Crónica de Eduardo Prado Coelho, de 8 de Janeiro de 1994, do suplem.o «Mil Folhas»,  sobre este livro, preciosamente colocada, na sexta, 18 - 10 - 2019, na Casa indicada... 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O chochman - recorte

«O chochman»

[…] O dia de trabalho começava na vasta sala em que as luzes nunca se apagavam apesar das grandes janelas de vidro que davam sobre milhares e milhares doutras janelas, pela cidade afora. Despi o casaco e sentei-me no meu lugar, ao teclado. O meu jovial companheiro de secretária, Antero, o mais sensato organizador de recortes do mundo, veio lá de trás, de junto de um grupo que se instalava, e desmoronou-se, pesado, na cadeira, que exalou um queixume soprado e deslizou um pouco sobre o rodado de titânio.

            Bem-disposto? Sabe o que a Marcela anda a dizer de si?

            Poupe-me, por favor protestei.

            Que não trouxe o seu chochman. E que, apesar disso, embolsou a schackmine.

            Tive um baque.

            Estou-me borrifando segredou-me ele. Deu-me uma rápida palmada no ombro e começou a trabalhar nos seus papéis. Não me dirigiu a palavra durante mais de uma hora, mas reparei que, disfarçadamente, me rasava com breves olhares de esguelha.

            Naqueles tempos ainda vigoravam algumas leis. Naquela casa cumpria-se, tradicionalmente, teimosamente, porque esse direito tinha sido universalmente desregulamentado, o intervalo para almoço. Eu estava à espera, com ansiedade, que o momento chegasse. Durante a pausa, fugiria de todos, enfiar-me-ia nos lavabos, ou passearia nos corredores, de modo a que não reparassem em mim. Nunca pensei que uma coisa assim pudesse acontecer-me: sentir uma schackmine ilegítima no bolso, e estar desmunido do meu chochman, quando ele não faltava a mais ninguém.

            Não sabia porquê. O facto é que não o tinha! A pérfida Marcela notou logo. Agora toda a gente já sabia. O recepcionista, antes. E tudo começara com ele a observar-me de modo diferente. Bem que podia desde logo ter-me avisado, em vez de graduar o sorriso e me estender a schackmine… […]

 Mário de Carvalho, O homem do turbante verde e outras histórias, Lisboa, Caminho, 2011, pp. 147-8


O Chochman - Epígrafe

O chochman

CHOCHMAN Faz parte do calão theatral. Quando um actor, na linguagem de bastidores, se refere a um desconhecido, a um sujeito caricato, a um ente imaginário, ou a alguém a quem se não póde ou não convém nomear, diz-se: o chochman. O fallecido actor-autor Baptista Machado, quando em scena não sabia o que havia de dizer, por se não lembrar do papel, fallava rapida  e atrapalhadamente, dizendo phrases inintelligíveis e mettendo sempre de permeio o chochman que para ele era o salvaterio, empregando-o como substantivo, adjectivo, verbo ou adverbio!

Sousa Bastos, Diccionario do Theatro Portuguez, Lisboa, 1908

Mário de Carvalho, O homem do turbante verde e outras histórias, Lisboa, Caminho, 2011, p. 145

sexta-feira, 1 de julho de 2011

«O chochman» - lançamento para adiar

Prematuro, este território.

Ficará letárgico, até Setembro.

Acordará, então, para ser o que tiver que ser.

Título de um dos 10 contos do último livro de Mário de Carvalho:
O homem do turbante verde.
Tem sido uma das leituras das últimas semanas.

R. leu o último, hoje de manhã, de pé, pelas 12:30, na ISS,.