«O único que levaria para a Ilha Deserta»
«Tudo é invenção, em Borges»
«A literatura pode tudo, em relação ao mundo»
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Inês e Pedro - Mito revisitado + «Pastiche»
[«Estupefactas(os)», As QD.as(os) quando se lhes fala (do conceito) de Pastiche - transversal a várias A.]
(o livro é de Nuno Dempster, de 2011; G. seguirá a estratégia actual: não havendo, que não há, Verba, há que visitá-lo numa das próximas idas a um dos Templos - agora em uso «de Biblioteca»)
(dois poemas e a crítica - só para Almas Ambiciosas, naturalmente - estão AQUI - «Contra Mundum» - um território que G. amiúde visita)
Quanto ao conceito na Literatura, ver o artigo do prof. Carlos Ceia no EDTL- acessível, em princípio, não apenas às Almas Ambiciosas
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Diário Pessoal - Diário Íntimo
Ao ler, o Leitor sente-se guiado, pela Leitora, a outras Leituras e a Atmosferas
ainda não muito distantes, mas que se vão diluindo, inevitavelmente.
ainda não muito distantes, mas que se vão diluindo, inevitavelmente.
Naquelas horas, o Tempo «suspendia-se» e, depois, houve «Vidas Vencidas» e
«estátuas de sal» que tiveram que ser tocadas. Demasiado, a dado passo. E, de
seguida, o afastamento, inevitável.
E é um texto muito bem construido. E entretecido de aspectos teóricos que não
surgem no tecido primeiro ou principal. Leve ou fluído e denso, então.
Há que seguir a Via reaberta.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Eco e Narciso
[para ler e reler, mesmo que se perceba logo ao ler, esta Entrada de «Ela», «a leitora»: AQUI] [ou ali ao lado, na lateral barra]
domingo, 25 de setembro de 2011
Miscelânea + Almada
«Miscelânea», é o que este território será, sobrepondo registos e perspetivas.
Passa a «navegar» por outras paragens - é natural, há uma semana que dezenas de novos (e anteriores) Qd.s «tomaram de assalto a Loja do Mestre G.» (André, não)
É simples.
Tal como os «antecessores», define-se:
- como um «espaço público para uso privado» - diarístico, mas «híbrido ou escorregadio»
- como um «elegante envergonhado» que espera não «embaraçar» ninguém
- COMO um «apaga-apaga»
- afinal, o poema, com esse título, do «único Português Sem Mestre» de que há conhecimento jamais deixará de ser «o Esqueleto» da Casa
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
PALÁCIO 1112 - Entrada Triunfal
08:32
E, finalmente, chegou o dia da Entrada Triunfal, do desfile pela comprida Alameda - Ágora - Passerele
- Esplendorosa de Luz, de Espaço, de «finalmentes» («brilhozinho« nos olhos de
E, finalmente, chegou o dia da Entrada Triunfal, do desfile pela comprida Alameda - Ágora - Passerele
- Esplendorosa de Luz, de Espaço, de «finalmentes» («brilhozinho« nos olhos de
quem todos sabem quem é)
«Foi como um Rio» - de largo e compacto caudal
-mas é tão grande a Massa, que levou minutos a passar
G., num extremo, paralisou o olhar até à irrupção de Eli - malvada fotógrafa - que «cegou o bicho»
E ponto.
E ponto.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Paisagem
![]() |
| Jacek Yerka (recolectado em «O silêncio dos livros») |
domingo, 18 de setembro de 2011
Jogo de Espelhos - David Mourão-Ferreira
Veio agora de uma das cadeiras da cozinha, para ocupar o seu lugar na «Estante Velha» [a que foi paga pela Avó Formiga, por volta de 68 ou 69, a que vai na «terceira casa»]. Faz parte das aquisições obrigatórias deste Verão Gasparino, para tentar completar a Estante Davidiana. [G. não perdeu totalmente a esperança de reencontrar o primeiro ex. de U. A. F., perdido há cerca de 20 anos]
III
As suas mais remotas imagens
de Lisboa: casas cor-de-rosa, afogueadas pelo Sol;
varandas confusas; nítidos degraus;
luzes de eléctricos, ao crepúsculo,
a fazerem dançar a névoa
sobre carris humedecidos.
David Mourão-Ferreira, Auto-retrato - primeiros traços
(transcrito de Jogo de espelhos, 2.ª ed, 2001)
- «A sedução generalizada», Crónica de Eduardo Prado Coelho, de 8 de Janeiro de 1994, do suplem.o «Mil Folhas», sobre este livro, preciosamente colocada, na sexta, 18 - 10 - 2019, na Casa indicada...
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O chochman - recorte
«O chochman»
Mário de Carvalho, O homem do turbante verde ─ e outras histórias, Lisboa, Caminho, 2011, pp. 147-8
[…] O dia de trabalho começava na vasta sala em que as luzes nunca se apagavam apesar das grandes janelas de vidro que davam sobre milhares e milhares doutras janelas, pela cidade afora. Despi o casaco e sentei-me no meu lugar, ao teclado. O meu jovial companheiro de secretária, Antero, o mais sensato organizador de recortes do mundo, veio lá de trás, de junto de um grupo que se instalava, e desmoronou-se, pesado, na cadeira, que exalou um queixume soprado e deslizou um pouco sobre o rodado de titânio.
─ Bem-disposto? Sabe o que a Marcela anda a dizer de si?
─ Poupe-me, por favor ─ protestei.
─ Que não trouxe o seu chochman. E que, apesar disso, embolsou a schackmine.
Tive um baque.
─ Estou-me borrifando ─ segredou-me ele. Deu-me uma rápida palmada no ombro e começou a trabalhar nos seus papéis. Não me dirigiu a palavra durante mais de uma hora, mas reparei que, disfarçadamente, me rasava com breves olhares de esguelha.
Naqueles tempos ainda vigoravam algumas leis. Naquela casa cumpria-se, tradicionalmente, teimosamente, porque esse direito tinha sido universalmente desregulamentado, o intervalo para almoço. Eu estava à espera, com ansiedade, que o momento chegasse. Durante a pausa, fugiria de todos, enfiar-me-ia nos lavabos, ou passearia nos corredores, de modo a que não reparassem em mim. Nunca pensei que uma coisa assim pudesse acontecer-me: sentir uma schackmine ilegítima no bolso, e estar desmunido do meu chochman, quando ele não faltava a mais ninguém.
Não sabia porquê. O facto é que não o tinha! A pérfida Marcela notou logo. Agora toda a gente já sabia. O recepcionista, antes. E tudo começara com ele a observar-me de modo diferente. Bem que podia desde logo ter-me avisado, em vez de graduar o sorriso e me estender a schackmine… […]
O Chochman - Epígrafe
O chochman
CHOCHMAN ─ Faz parte do calão theatral. Quando um actor, na linguagem de bastidores, se refere a um desconhecido, a um sujeito caricato, a um ente imaginário, ou a alguém a quem se não póde ou não convém nomear, diz-se: o chochman. O fallecido actor-autor Baptista Machado, quando em scena não sabia o que havia de dizer, por se não lembrar do papel, fallava rapida e atrapalhadamente, dizendo phrases inintelligíveis e mettendo sempre de permeio o chochman que para ele era o salvaterio, empregando-o como substantivo, adjectivo, verbo ou adverbio!
Sousa Bastos, Diccionario do Theatro Portuguez, Lisboa, 1908
Mário de Carvalho, O homem do turbante verde ─ e outras histórias, Lisboa, Caminho, 2011, p. 145
sexta-feira, 1 de julho de 2011
«O chochman» - lançamento para adiar
Prematuro, este território.
Ficará letárgico, até Setembro.
Acordará, então, para ser o que tiver que ser.
Título de um dos 10 contos do último livro de Mário de Carvalho:
O homem do turbante verde.
Tem sido uma das leituras das últimas semanas.
R. leu o último, hoje de manhã, de pé, pelas 12:30, na ISS,.
Ficará letárgico, até Setembro.
Acordará, então, para ser o que tiver que ser.
Título de um dos 10 contos do último livro de Mário de Carvalho:
O homem do turbante verde.
Tem sido uma das leituras das últimas semanas.
R. leu o último, hoje de manhã, de pé, pelas 12:30, na ISS,.
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